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Cinema e Series

2 Guns (2013): Por que Denzel Washington esqueceu esse filme?

· · 5 min de leitura
Homem fazendo flexão de braço ao lado de uma TV exibindo cena de Denzel Washington, com garrafa d'água e halteres
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TL;DR: 2 Guns chegou às telas em 2013 com Denzel Washington, Mark Wahlberg e Bill Paxton, mas acabou desaparecendo da memória coletiva, apesar de ter arrecadado mais que o dobro do orçamento.

O que aconteceu

Em agosto de 2013, o diretor islandês Baltasar Kormákur lançou 2 Guns, uma comédia de crime baseada na série de quadrinhos criada por Steven Grant e Mateus Santolouco. O longa reúne Denzel Washington como o agente da DEA Robert "Bobby Beans" Trench – um policial hipster de trilby – e Mark Wahlberg como o fuzileiro naval Michael "Stig" Stigman, ambos infiltrados em organizações criminosas rivais.

A trama gira em torno de um roubo a banco que deveria render US$ 3 milhões ao império do traficante Manny "Papi" Greco (interpretado por Edward James Olmos). O plano dá errado quando descobrem que o alvo possui US$ 43 milhões, desencadeando uma série de traições, duplos jogos e, claro, muito humor ácido.

Para dar ainda mais tempero, o falecido Bill Paxton aparece como Earl, um agente da CIA que inicialmente parece ser aliado, mas que depois se revela o verdadeiro vilão, comandando um grupo de assassinos liderado por James Marsden.

Como chegamos aqui

O projeto nasceu de um interesse crescente em adaptar quadrinhos menos conhecidos para o cinema. Com um orçamento de US$ 61 milhões, a produção contou com o apoio da Universal e trouxe um elenco de peso, incluindo Paula Patton como a agente da DEA que tem um caso com Bobby Beans, e Fred Ward em um papel de apoio.

O filme estreou em um fim de semana competitivo: o mesmo dia, os fãs foram atraídos por The Wolverine, sequência de X‑Men. Ainda assim, 2 Guns foi o lançamento mais destacado da sua categoria, superando até o flop The Canyons e o romance adolescente The Spectacular Now.

Apesar de ter dobrado o investimento – arrecadando cerca de US$ 131 milhões mundialmente – a reação crítica foi morna. No Rotten Tomatoes, a obra tem 64 % de aprovação, com a maioria dos críticos descrevendo-a como "ok, mas nada memorável".

  • Anthony Quinn (The Independent): deu duas estrelas, criticando a falta de humor e comparando o filme a produções de crime dos anos 80.
  • Odie Henderson (RogerEbert.com): concedeu três de quatro estrelas, elogiando o diálogo absurdo e a presença marcante de Bill Paxton.

"Se você não lembrar de mais nada sobre '2 Guns', vai lembrar da quantia exata que faz a maioria dos personagens morrerem – 43,125 milhões de dólares. A cena do dinheiro é tão exagerada que poderia competir com dezenas de clipes de rap em clubes de strip." – Odie Henderson

O filme também recebeu comparações com Charlie Varrick (1974), estrelado por Walter Matthau, devido à estrutura de duplo agente infiltrado. Essa semelhança reforça a ideia de que 2 Guns se apoiou em fórmulas clássicas de cinema de crime, sem inovar significativamente.

Nos bastidores, o produtor Randall Emmett chegou a anunciar a intenção de criar uma sequência intitulada "3 Guns", mas o projeto nunca saiu do papel. Enquanto isso, Kormákur seguiu sua carreira alternando entre Hollywood e a Islândia, dirigindo títulos como Contraband (2012) e, mais recentemente, The Big Fix.

O que vem depois

Para o público brasileiro, 2 Guns tem um lugar curioso: apesar de contar com dois dos maiores nomes de Hollywood, o filme quase não aparece nas discussões de cinema de ação no país. A ausência pode ser atribuída a alguns fatores:

  1. Distribuição limitada nas plataformas de streaming locais nos primeiros anos após o lançamento.
  2. Concorrência de franquias de super-heróis que dominaram o mesmo período (ex.: The Wolverine).
  3. Marketing focado no público norte‑americano, com pouca adaptação para o mercado brasileiro.

Hoje, o filme reaparece ocasionalmente em maratonas de filmes de ação dos anos 2010 ou em listas de "filmes que você pode ter perdido". A presença de Bill Paxton, que faleceu em 2017, adiciona um valor sentimental para os fãs que acompanham sua filmografia.

Embora não haja planos oficiais para um reboot ou sequência, a própria existência de um roteiro de "3 Guns" indica que, nos bastidores, ainda há quem veja potencial na premissa. Caso um novo projeto surja, ele precisará se diferenciar das fórmulas já saturadas e talvez explorar mais a origem dos personagens, algo que poderia atrair a nova geração de espectadores brasileiros.

Para ficar no radar

Se você ainda não deu uma chance a 2 Guns, vale a pena assistir ao menos uma vez para entender por que, mesmo com um elenco estrelado, o filme acabou caindo no esquecimento. Preste atenção nas cenas de ação coreografadas, nos diálogos improvisados entre Washington e Wahlberg, e, claro, nas aparições memoráveis de Bill Paxton.

Para quem curte adaptações de quadrinhos que fogem do padrão de super‑heróis, 2 Guns oferece uma alternativa refrescante – ainda que imperfeita – que pode render boas discussões em grupos de fãs e fóruns de cinema. E, quem sabe, talvez a redescoberta desse título ajude a abrir espaço para outras obras menos conhecidas no catálogo de serviços de streaming brasileiros.

Perguntas frequentes

Qual é a premissa básica de 2 Guns (2013)?
O filme acompanha dois agentes infiltrados – um da DEA e outro da Marinha – que se unem para roubar um grande depósito de dinheiro de um traficante, sem saber que ambos são oficiais.
Por que 2 Guns ficou esquecido no Brasil?
A combinação de concorrência com grandes franquias, distribuição limitada nas plataformas locais e um marketing pouco adaptado ao público brasileiro contribuiu para que o filme passasse despercebido.
Existe alguma sequência oficial de 2 Guns?
Não. Embora o produtor Randall Emmett tenha anunciado planos para um "3 Guns", o projeto nunca avançou e não há sequências confirmadas.
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