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Cinema e Series

Adam Wingard e o dilema musical nos filmes do MonsterVerse: o que mudou?

· · 5 min de leitura
Um homem correndo na esteira usando fones de ouvido, ao fundo pôster de Godzilla vs. Kong e uma garrafa d'água
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Adam Wingard dirigiu dois dos maiores sucessos da franquia monsterverse, mas revelou que a maior frustração foi não conseguir imprimir sua identidade musical nas produções.

O que aconteceu

Em 2021, Wingard assumiu a direção de godzilla vs. kong, primeira grande produção de Hollywood a ser lançada após a reabertura dos cinemas pós‑pandemia. O filme quebrou recordes de bilheteria e se tornou um marco para o gênero de monstros. Em 2024, o diretor retornou ao mesmo universo com Godzilla x Kong: The New Empire, que superou todos os títulos anteriores ao arrecadar mais de US$ 570 milhões mundialmente, tornando‑se o filme de Godzilla mais lucrativo da história.

Apesar do sucesso comercial, Wingard apontou que o aspecto criativo que mais o incomodou foi a trilha sonora. Em entrevista após a exibição de onslaught – filme que ele descreve como um “segue‑secreto” de The Guest – o diretor elogiou a música de Matthew Pusti, mas ressaltou que nos filmes do MonsterVerse não pôde aplicar seu gosto por sonoridades dos anos 80, inspiradas em john carpenter. Em vez disso, a produção contou com composições de Junkie XL (Tom Holkenborg) e, no caso de The New Empire, com auxílio de Antonio Di Iorio.

Como chegamos aqui

Wingard começou sua carreira com o thriller indie You’re Next, que se destacou nas bilheterias e lhe abriu portas para projetos maiores. Depois de The Guest, ele foi convidado pela Warner Bros. e Legendary a dirigir Godzilla vs. Kong. No processo de escolha da trilha, o diretor tentou inserir Matthew Pusti, que já havia colaborado em pré‑visualizações de Death Note. Contudo, o estúdio impôs um “workflow” rígido, oferecendo apenas três compositores de confiança para a decisão final.

Wingard descreveu o momento como "receber o primeiro soco de um grande estúdio". Ele acabou aceitando a escolha de Junkie XL, que trouxe um som mais eletrônico e orquestral, distante da atmosfera synth‑driven que o diretor preferia. O mesmo padrão foi repetido em The New Empire, onde a equipe de música incluiu novamente Junkie XL e Antonio Di Iorio, mantendo a identidade sonora definida pelos estúdios.

O resultado comercial foi inegável: Godzilla vs. Kong foi um dos primeiros blockbusters a recuperar a presença de público nos cinemas, enquanto The New Empire quebrou recordes de receita. Ainda assim, a insatisfação criativa de Wingard ficou evidente. Ele se tornou o primeiro diretor a comandar mais de um filme dentro do MonsterVerse, mas, segundo ele, a falta de liberdade musical foi o ponto mais crítico da experiência.

Em entrevista, Wingard também comentou que não retornará ao próximo título da franquia, Godzilla x Kong: Supernova, programado para 2027, que será dirigido por Grant Sputore. A decisão parece estar ligada ao desejo de buscar projetos onde sua visão sonora possa ser plenamente explorada.

  • 2021: Lançamento de Godzilla vs. Kong – sucesso de bilheteria pós‑pandemia.
  • 2024: Godzilla x Kong: The New Empire supera recordes, arrecadando mais de US$ 570 milhões.
  • 2026: Onslaught estreia em 4 de setembro, revelando a preferência de Wingard por trilhas ao estilo John Carpenter.
  • 2027: Godzilla x Kong: Supernova será dirigido por Grant Sputore, sem a participação de Wingard.

O que vem depois

Com a saída de Wingard da franquia, a expectativa agora recai sobre Grant Sputore e a equipe de produção da Warner Bros. e Legendary. A escolha de compositores ainda deve seguir o modelo já estabelecido, mas a reação pública à declaração de Wingard pode incentivar os estúdios a considerar maior flexibilidade criativa em futuros projetos.

Para os fãs de trilhas sonoras nostálgicas, a entrevista abre espaço para discussões sobre como a identidade musical pode impactar a recepção de um filme de grande orçamento. Caso o próximo MonsterVerse decida explorar mais o estilo synth‑wave dos anos 80, pode haver um alinhamento maior entre a visão do diretor e a expectativa do público.

Enquanto isso, Wingard volta sua atenção para projetos independentes, como Onslaught, que lhe permite experimentar livremente a combinação de horror, ação e música retro. O sucesso de Onslaught nas bilheterias será um termômetro para medir se a liberdade criativa que ele busca pode traduzir-se em resultados comerciais comparáveis aos blockbusters do MonsterVerse.

Para ficar no radar

Os próximos passos da franquia MonsterVerse ainda dependem de decisões estratégicas dos estúdios. A principal questão que permanece é se a fórmula de controle sobre a trilha sonora será mantida ou se haverá abertura para diretores que, como Wingard, desejam imprimir sua assinatura musical. Enquanto isso, os fãs podem acompanhar Onslaught nas salas de cinema a partir de 4 de setembro de 2026 e ficar atentos aos anúncios oficiais de Godzilla x Kong: Supernova para 2027.

Além disso, a comunidade de cinema e trilha sonora continuará debatendo a importância da identidade sonora em franquias de grande escala, especialmente quando o público demonstra interesse crescente por estilos retro e atmosféricos. O caso de Wingard pode servir de referência para futuros diretores que buscam equilibrar liberdade criativa e demandas de grandes estúdios.

Perguntas frequentes

Por que Adam Wingard não gostou da trilha sonora dos filmes do MonsterVerse?
Ele não pôde inserir sua preferência por um som estilo anos 80, inspirado em John Carpenter, porque os estúdios impuseram compositores de confiança, limitando sua liberdade criativa.
Qual compositor foi escolhido para a trilha de Godzilla vs. Kong?
A trilha foi composta por Junkie XL (Tom Holkenborg), que trouxe uma sonoridade mais eletrônica e orquestral.
Adam Wingard vai dirigir o próximo Godzilla x Kong?
Não. O próximo filme, Godzilla x Kong: Supernova, está programado para 2027 com Grant Sputore como diretor.
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