Ridley Scott anunciou que estava desenvolvendo "alien: Awakening", mas o filme nunca saiu do papel, deixando um buraco enorme na cronologia da franquia.
O que aconteceu?
Depois de prometheus (2012) e Alien: covenant (2017), o diretor britânico revelou que pretendia fechar a trilogia prequela com mais duas entregas. A segunda delas, batizada de Alien: Awakening, seria o ponto de conexão direto com o clássico de 1979. O plano incluía:
- Explorar a origem do xenomorfo a partir da engenharia dos engenheiros.
- Dar um papel de destaque a David (Michael Fassbender) e seu experimento com o protomorph.
- Amarrar a mitologia religiosa de Prometheus ao destino de Ellen ripley.
Entretanto, a recepção morna de Covenant – críticas divididas e bilheteria abaixo das expectativas – fez a Fox (hoje parte da Disney) repensar o investimento. Em 2019, a aquisição da Fox pela Disney trouxe novos donos, novos guardiões de franquia e, consequentemente, o cancelamento de projetos que não se encaixavam nos planos corporativos.
Como chegamos aqui?
A história da saga Alien tem sido um verdadeiro jogo de xadrez entre diretores, estúdios e fãs. Primeiro, Ridley Scott – que dirigiu o original Alien (1979) – voltou ao universo com Prometheus, um prequel que dividiu opiniões ao questionar a origem da humanidade. Mesmo com a polêmica, o filme trouxe lucro e abriu caminho para Alien: Covenant, que tentou responder algumas perguntas, mas acabou gerando outras.
Enquanto isso, Neill Blomkamp tinha seu próprio projeto de Alien 5, aprovado pela Fox, mas colocado em espera até que Scott concluísse sua trilogia. Blomkamp chegou a divulgar concept art de um futuro confronto entre Ripley e a colônia dos Engenheiros, mas o fracasso de Covenant fez a Fox cortar o orçamento e cancelar o filme em 2017.
Com a Fox agora sob o controle da Disney, a estratégia mudou. A nova liderança preferiu focar em projetos que pudessem gerar franquias mais amplas e rentáveis, como as séries de TV. Assim, Noah Hawley recebeu a missão de reinventar a saga com Alien: Earth, enquanto Fede Álvarez lançou Alien: Romulus (2024), onde Scott aparece apenas como produtor.
Essas mudanças deixaram Alien: Awakening em um limbo criativo. O diretor chegou a dizer em entrevistas de 2020 que ainda havia “muito a explorar” na franquia, mas reconheceu que “já fez o suficiente”.
O que vem depois?
Embora o filme nunca tenha sido produzido, a ideia de um “renascimento” alienígena ainda paira no ar. As próximas etapas possíveis são:
- Series de streaming: Alien: Earth já está em produção e pode abrir caminho para mais episódios que explorem a mesma linha temporal que "Awakening" teria.
- Novos diretores: A Disney tem aberto espaço para talentos como Hawley e Álvarez, o que pode gerar histórias que, ainda que diferentes, preencham o vazio deixado por Scott.
- Reboot ou spin‑off: Caso a demanda dos fãs continue alta, a empresa pode reconsiderar um filme que retome o conceito de “paradise lost”, talvez com um orçamento mais modesto.
Enquanto isso, os fãs podem se contentar com o material já existente – concept arts, entrevistas e o próprio Alien: Covenant – que ainda alimentam teorias nos fóruns e no Discord. E, claro, sempre tem aquele meme de “quando o diretor diz que vai fazer o próximo filme, mas a Disney tem outros planos”.
Para ficar no radar
O futuro da franquia Alien ainda está em construção, mas alguns pontos são certos:
- Ridley Scott provavelmente não voltará a dirigir um novo filme, mas continuará como produtor ou conselheiro.
- Os direitos da franquia estão firmemente nas mãos da Disney, que prioriza projetos multiplataforma.
- Os fãs ainda têm esperança de que algum dia “Alien: Awakening” – ou algo semelhante – veja a luz.
Até lá, a melhor forma de honrar o legado é revisitar os clássicos, comentar teorias nos streams e, quem sabe, criar fan‑art que mantenha viva a chama do que poderia ter sido.


