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Amazon Leo alcança 396 satélites: o que muda no mercado de internet via satélite

· · 4 min de leitura
Constelação de satélites Amazon Leo brilhando contra o fundo estrelado da Terra
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Amazon Leo já conta com 396 satélites em órbita baixa, número considerado suficiente para iniciar um serviço contínuo de internet, segundo Chris Weber, vice‑presidente responsável pelo negócio. A companhia mira no meio de 2026 para disponibilizar a conexão ao público, embora não espere milagres logo no primeiro dia.

Quantos satélites cada constelação já possui?

Constelação Satélites em órbita Objetivo de cobertura Data prevista para serviço comercial
Amazon Leo (Project Kuiper) 396 Serviço contínuo nas latitudes iniciais, expansão gradual Meio‑2026
Starlink (SpaceX) aproximadamente 4.000 Cobertura global, inclusive regiões polares Já em operação comercial desde 2020

Qual a diferença de tecnologia entre Leo e Starlink?

Embora ambos usem órbita baixa (LEO – Low Earth Orbit), há nuances que impactam desempenho e custo:

  • Altura orbital: Leo opera entre 590 km e 630 km; Starlink varia de 340 km a 1.200 km, permitindo diferentes latências.
  • Frequência de banda: Leo utiliza espectro Ka‑band (27‑40 GHz), já o Starlink combina Ka‑band e Ku‑band (12‑18 GHz), oferecendo maior flexibilidade de throughput.
  • Arquitetura de antenas: Os terminais da Amazon são projetados para serem mais compactos, visando integração em roteadores domésticos; a SpaceX aposta em pratos parabólicos auto‑ajustáveis.

Como a cobertura geográfica se compara?

Com 396 satélites, Leo cobre principalmente latitudes médias, atendendo áreas urbanas e regiões costeiras da América do Norte, Europa e partes da Ásia. A expansão para latitudes mais extremas depende de lançamentos futuros. Em contraste, a constelação de Starlink, com milhares de satélites, já oferece cobertura quase global, inclusive em áreas remotas como o Ártico.

Quais são os planos de preço e modelo de negócio?

A Amazon ainda não divulgou valores definitivos. A estratégia da empresa tende a combinar:

  1. assinatura mensal para usuários finais.
  2. Pacotes corporativos para empresas de logística, data centers e provedores de serviços de nuvem.
  3. Parcerias com operadoras de telecomunicações locais, similar ao modelo adotado pela SpaceX em alguns mercados.

Starlink, por sua vez, cobra cerca de US$ 99 por mês mais taxa de equipamento (aprox. US$ 599), embora preços variem por região.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Com base nos dados acima, podemos apontar quem deve ficar de olho em cada solução:

  • Usuário residencial em áreas urbanas: Starlink já entrega velocidade e latência comprovadas; Leo pode ser uma alternativa mais barata quando o serviço for lançado.
  • Empresas de logística e cloud: A integração da Amazon com AWS pode gerar pacotes atrativos, especialmente para quem já usa serviços da nuvem da empresa.
  • Regiões remotas ou de difícil acesso: Starlink continua sendo a escolha segura, já que possui cobertura mais ampla.
  • Entusiastas de tecnologia e early adopters: Quem gosta de testar novidades pode se interessar pelo beta da Leo, que promete hardware mais discreto.

Qual escolher?

Se o seu objetivo é conectar rapidamente uma casa ou escritório em uma região já atendida por Starlink, a solução da SpaceX ainda é a mais prática. Contudo, quem tem interesse em integrar serviços de nuvem da Amazon, ou deseja aguardar um preço potencialmente mais competitivo, pode esperar a fase comercial do Leo. Em resumo, a decisão depende da localização, da necessidade de integração com AWS e da disposição para ser um dos primeiros usuários de uma nova constelação.

O que falta saber

Alguns pontos ainda não foram confirmados oficialmente:

  • Preços exatos da assinatura Leo.
  • Detalhes sobre a política de uso de dados (limites de download, fair use).
  • Calendário de lançamentos de satélites adicionais para alcançar latitudes extremas.

Fique atento aos comunicados da Amazon e da FCC, que costumam divulgar atualizações sobre licenças e testes de campo.

FAQ

  • Quando a Amazon Leo começará a oferecer serviço comercial? A meta oficial é meio‑2026, mas datas podem ser ajustadas conforme os testes de integração.
  • Leo vai substituir o Starlink? Não há indicações de substituição; as duas constelações devem coexistir, atendendo diferentes nichos e regiões.
  • Qual a latência esperada para a rede Leo? A Amazon aponta latências entre 20 ms e 30 ms, comparáveis às primeiras versões do Starlink.
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