Andy Weir, autor de Project Hail Mary, voltou para casa com um pedaço da ficção científica que ajudou a criar: modelos de xenonite, o material alienígena que deu vida ao filme.
Quais são os objetos que um autor pode levar de um set de filme?
Quando um escritor participa da produção de sua obra, ele tem a chance de levar para casa itens que vão além de autógrafos. Alguns escolhem peças de vestuário, outros preferem objetos de cena que carregam significado narrativo. No caso de Weir, a escolha recaiu sobre algo que poucos fãs conseguem tocar: os modelos de xenonite, criados pela equipe de arte para representar o material impossível que sustenta a nave de Rocky.
Comparativo de souvenirs de produção
| Item | Valor sentimental | Valor colecionável | Facilidade de obtenção |
|---|---|---|---|
| Modelos de xenonite (Project Hail Mary) | Altíssimo – representa o conceito central da história. | Elevado – itens únicos, produzidos em número limitado. | Difícil – só quem está no set ou tem contato direto com a equipe de arte. |
| camisa do personagem (ex.: cardigan de Ryan Gosling) | Alto – ligação direta ao visual do protagonista. | Médio – roupas de produção costumam ser reutilizadas ou leiloadas. | Moderado – muitas vezes disponíveis em leilões de memorabilia. |
| guia de produção (livro ou PDF) | Médio – contém bastidores e curiosidades. | Baixo – amplamente distribuído entre fãs. | Fácil – pode ser comprado online ou obtido em eventos. |
| Reprodução de objeto de cena (ex.: hacky sack da Terra) | Alto – referência a um momento emocional do filme. | Médio – reproduções são feitas para merchandising. | Moderado – disponíveis em lojas oficiais. |
Prós e contras de guardar um modelo de xenonite
Prós
- Conexão direta com a ficção: o xenonite é a espinha dorsal da trama, então ter um modelo físico reforça a imersão.
- Exclusividade: a maioria dos fãs jamais verá um modelo original, tornando-o um item de colecionador raro.
- História por trás do objeto: Weir mesmo explicou que pegou os “rejects” da produção, o que adiciona camada de narrativa ao souvenir.
Contras
- Fragilidade: peças de arte de set são feitas para câmera, não para uso prolongado, podendo deteriorar com o tempo.
- Valor de revenda incerto: sem certificação oficial, o preço de mercado pode ser volátil.
- Espaço de exposição: modelos de xenonite costumam ser volumosos e exigem vitrines adequadas.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você é um colecionador hardcore, o modelo de xenonite supera qualquer camiseta ou guia de produção. A unicidade e a ligação direta ao elemento ficcional dão a ele um peso quase mítico. Para quem busca valor sentimental sem comprometer espaço, a réplica do hacky sack da Terra oferece um ponto de referência emocional que cabe em uma prateleira. Já o entusiasta casual, que prefere itens fáceis de adquirir, pode investir em um livro de bastidores ou em um poster oficial, que são mais acessíveis e ainda contam a história do filme.
Onde isso pode dar
O fato de Andy Weir levar para casa um objeto tão específico abre caminho para que outros autores e produtores considerem a prática de “levar um pedaço da história”. Isso pode gerar um novo nicho de mercado: memorabilia feita sob medida para criadores, com certificação de autenticidade. Se a indústria abraçar a ideia, poderemos ver edições limitadas de props assinadas, aumentando a interação entre criadores e fãs.
Enquanto isso, o próprio Project Hail Mary continua disponível para streaming em MGM+ e, futuramente, no Prime Video, garantindo que novos espectadores descubram a ciência fictícia por trás do xenonite e, quem sabe, desejem também levar um pedacinho da galáxia para casa.


