assassin's creed valhalla finalmente receberá o modo New Game Plus em 5 de novembro de 2026, quase seis anos após o lançamento original. A Ubisoft confirmou a chegada do recurso mais pedido pela comunidade no anúncio da atualização de outono de 2026, incluindo escalonamento dedicado, equipamentos de qualidade Divina e um manto inspirado na protagonista Naoe de assassin's creed shadows.
O que aconteceu
A revelação veio através do blog oficial da Ubisoft, que classificou o patch como "(muito, muito, muito) aguardado" — uma admissão rara do peso que a ausência desse modo tinha na comunidade. O New Game Plus de Valhalla não será uma simples repetição da campanha com equipamentos de fim de jogo: trará um sistema próprio de progressão onde equipamentos, runas e maestrias contribuem para o nível de poder de Eivor, além de novas runas, conquistas, troféus, equipamentos Divinos, mithril para aprimorá-los, um baú para armazenamento de itens e recompensas ainda não detalhadas.
Entre os cosméticos confirmados, destaca-se um manto visual baseado na shinobi Naoe, protagonista de Assassin's Creed Shadows, criando uma ponte visual entre os dois títulos RPG da franquia. A Ubisoft prometeu mais detalhes nas notas completas do patch, incluindo "novidades sobre atualizações para consoles de geração atual" — o que alimenta especulações sobre suporte ao ps5 pro.
Como chegamos aqui
A demora de seis anos não foi por falta de pedido. Desde o lançamento em 2020, fãs inundaram Reddit, fóruns oficiais e redes sociais clamando pelo recurso. A Ubisoft chegou a responder oficialmente em 2022, em um post no blog da franquia, afirmando que Valhalla não receberia New Game Plus. A justificativa na época: a estrutura única do jogo, somada a duas expansões premium regulares (Wrath of the Druids e The Siege of Paris), uma expansão massiva (Dawn of Ragnarök) e atualizações gratuitas que adicionaram modo roguelike (The Forgotten Saga), tumbas exploráveis, provações, raides, crossover com Odyssey e um epílogo, tornaram a implementação tecnicamente assustadora.
"Assassin's Creed Valhalla foi construído como uma experiência única, muito diferente de seus predecessores em estrutura. Ao investigar a implementação do New Game+, percebemos que a profundidade do jogo nos dava opções limitadas para tornar a rejogabilidade única e recompensadora."
O argumento fazia sentido: Valhalla é o título mais inchado da série, com mais de 200 horas para ver tudo. Mas a contradição era gritante — Origins, Odyssey, Mirage, Shadows e até o relançamento Black Flag Resynced receberam o modo pós-lançamento. Valhalla, o maior sucesso comercial da franquia (segundo título mais rentável da Ubisoft em dois anos, com mais de 40 milhões de jogadores contabilizados entre vendas e assinaturas Game Pass/Plus/Ubisoft+), era o único órfão.
O que vem depois
O que o modo realmente muda
O grande diferencial prometido é o "modo de progressão opcional" onde equipamentos, runas e maestrias alimentam o nível de poder. Isso sugere que a Ubisoft encontrou uma forma de contornar o problema de balanceamento que citou em 2022: em vez de apenas escalar inimigos para o nível do jogador (o que trivializa o conteúdo), o sistema parece recompensar a otimização de build. Equipamentos Divinos e mithril adicionam uma camada de grind de alto nível que não existia — o teto anterior era qualidade Lendária.
Por que agora?
- Pressão da comunidade sustentada: seis anos de pedidos criaram uma dívida de reputação.
- Base instalada massiva: 40 milhões de jogadores significam que mesmo uma fração retornando move métricas de engajamento.
- Sinergia com Shadows: o manto de Naoe funciona como cross-promotion sutil para o lançamento de Assassin's Creed Shadows.
- Histórico da Ubisoft: a empresa tem surpreendido com suporte a títulos antigos (patches de 60 FPS, Black Flag Resynced).
O que ainda não sabemos
As notas completas do patch trarão respostas críticas: como funciona o escalonamento de inimigos em regiões já concluídas? O baú resolve o problema de inventário que assola o fim de jogo? Haverá inimigos ou chefes exclusivos do NG+? O suporte a PS5 Pro virá junto ou em patch separado? E a pergunta que ninguém faz: vale a pena rejogar 150+ horas de campanha principal só por equipamentos Divinos e um manto?
| Recurso confirmado | Detalhe |
|---|---|
| Data de lançamento | 5 de novembro de 2026 |
| Escalonamento dedicado | Sistema próprio, não apenas nível de inimigo |
| Progressão opcional | Equipamentos, runas e maestrias aumentam nível de poder |
| Novas runas | Quantidade e efeitos não divulgados |
| Equipamentos Divinos | Nova raridade acima de Lendário |
| Mithril | Material para aprimorar equipamentos Divinos |
| Baú (stash) | Armazenamento extra de itens |
| Manto de Naoe | Cosmético inspirado na protagonista de Shadows |
A aposta da redação
O New Game Plus de Valhalla chega tarde demais para reconquistar quem abandonou o jogo por exaustão, mas no momento perfeito para a Ubisoft: mantém a base ativa enquanto Shadows se aproxima, demonstra compromisso com suporte de longo prazo (algo que acionistas cobram) e testa tecnologia de escalonamento que pode ser reaproveitada em futuros títulos. O verdadeiro teste não é se o modo funciona — a Ubisoft já provou saber fazer NG+ em Odyssey e Origins — mas se há razão para rejogar além do power fantasy. Se as recompensas forem apenas cosméticas e numéricas, o modo vira checklist. Se houver variação narrativa, desafios exclusivos ou mutadores de jogabilidade, vira motivo legítimo de retorno. Por enquanto, a promessa de "recompensas" no plural deixa a porta aberta. Novembro dirá.


