TL;DR: backrooms, The Super Mario Bros. Movie e smile já provaram que dão dinheiro e, segundo as projeções atuais, ainda vão gerar sequências até a década de 2030.
Backrooms: o terror que virou grana
Quando Kane Parsons lançou Backrooms (2022), poucos imaginavam que o filme seria o maior sucesso da A24, superando até o Mandrilliano em bilheteria. O longa arrecadou mais de US$ 384 milhões ao redor do globo, número que, por si só, já garante a continuidade da série. Mas o que realmente sustenta a franquia?
- Universo aberto: o conceito de salas infinitas e labirintos permite inúmeras variações de história.
- Baixo custo de produção: o horror de ambiente costuma exigir menos efeitos especiais que um blockbuster de super-heróis.
- Comunidade engajada: memes, fanfics e jogos indie já transformaram "Backrooms" em um termo genérico, similar a "Amityville".
Esses fatores criam um ciclo virtuoso: quanto mais o público fala sobre o universo, mais studios veem oportunidade de investir em spin‑offs ou sequências. Até 2030, espera‑se que a A24 continue lançando novos títulos, possivelmente explorando diferentes gêneros – de thriller psicológico a ficção científica.
The Super Mario Bros. Movie: da crítica ao cash‑cow
Mesmo com avaliações medianas, The Super Mario Bros. Movie quebrou a barreira dos US$ 1,3 bilhão em bilheteria mundial. O sucesso gerou The Super Mario Galaxy Movie, que também ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão. O motivo? A Nintendo tem um catálogo de mais de quatro décadas, repleto de mundos, personagens e mecânicas que ainda não foram explorados em tela grande.
Alguns pontos que alimentam a longevidade da franquia:
- Material inexplorado: itens como mario kart, luigi’s mansion e donkey kong ainda têm potencial para adaptações.
- Possibilidade de crossover: a ideia de um filme super smash bros. está no radar, o que poderia gerar um evento cinematográfico de bilhões de dólares.
- Fidelidade ao público: a nostalgia garante um fluxo constante de fãs dispostos a pagar por novas versões.
Com a Nintendo investindo em parcerias estratégicas e a A24 mostrando que sabe monetizar franquias de nicho, o caminho está aberto para novos lançamentos ao longo da próxima década.
Smile: horror barato que virou franquia
O diretor Parker Finn lançou Smile em 2022 com um orçamento aproximado de US$ 17 milhões. O filme rendeu US$ 217 milhões globalmente, um retorno de mais de 12 vezes o investimento. A sequência, Smile 2, chegou a US$ 138 milhões, apesar de um orçamento maior (cerca de US$ 38 milhões).
O que mantém a franquia viva?
- Modelo de baixo custo: horror costuma ter margens de lucro elevadas, permitindo múltiplas sequências sem risco financeiro.
- Apelo viral: cenas icônicas geram memes e desafios nas redes, ampliando o alcance sem custos adicionais.
- Back‑log de produção: o estúdio responsável tem experiência em franquias de horror, como Friday the 13th, garantindo know‑how para entregas rápidas.
Embora Smile 3 ainda não tenha sido confirmada, a Paramount parece disposta a manter o diretor ocupado, inclusive com um remake de Possession. Essa estratégia indica que a franquia tem espaço para mais duas ou três entregas antes de 2035.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte:
- Atmosfera de terror e comunidade online: Backrooms oferece o melhor retorno de investimento, com inúmeras possibilidades de spin‑offs.
- Universos coloridos e nostalgia gamer: The Super Mario Bros. Movie garante bilheteria massiva e potencial de cross‑overs.
- Horror de baixo orçamento que rende memes: Smile entrega lucro rápido e pode gerar várias sequências sem precisar de grandes orçamentos.
Em resumo, cada franquia tem seu nicho: o terror de ambiente para quem busca inovação, o universo Mario para quem quer diversão em massa, e o horror psicológico para quem prefere retorno rápido e memes garantidos.
Para ficar no radar
Os próximos anos prometem mais anúncios de sequências, spin‑offs e até adaptações de videogames para o cinema. Fique de olho nas conferências de imprensa da A24, Nintendo e Paramount – qualquer novidade pode virar tópico quente nas redes sociais.


