TL;DR: Beacon 23, série de sci‑fi baseada no conto de Hugh Howey, estreou em 2023 na MGM+ e terminou em 2024 após duas temporadas. Apesar das críticas divididas, a trama de mistério e o visual de space opera ainda atraem quem curte histórias como Silo.
O que aconteceu
Em novembro de 2023, a MGM+ lançou Beacon 23, adaptação da coletânea de contos de 2015 escrita por Hugh Howey, autor conhecido por Wool, Shift e Dust. A série apresenta um cenário clássico de space opera: um farol cósmico de alta potência, chamado Beacon 23, que orienta naves através de anomalias de matéria escura. No episódio piloto, a nave Crest colide, deixando Aster (interpretada por Lena Heady) como única sobrevivente. Ela busca refúgio no farol, onde encontra Halan (interpretado por Stephan James), um soldado traumatizado que cuida da estação.
A trama se desenvolve a partir da desconfiança inicial entre Aster e Halan, que são forçados a cooperar contra piratas espaciais, facções rebeldes e, mais tarde, um misterioso mineral que parece influenciar as alucinações de Halan. A série introduz também Coley (interpretada por Sandrine Holt), namorada de Aster, e um artefato alienígena que emite uma espécie de “resíduo psíquico”.
Ao longo de duas temporadas, totalizando 16 episódios de oito minutos cada, o elenco contou ainda com Stephen Root, Barbara Hershey, Marc Menchaca e Eric Lange. A produção ficou a cargo de Zak Penn, roteirista veterano de filmes como Inspector Gadget, Elektra e Ready Player One, que já havia criado a série Alphas (2011) e, mais recentemente, Stuart Fails to Save the Universe.
Apesar de não alcançar o mesmo nível de popularidade que Silo (série da Apple TV+ baseada em outros livros de Howey), Beacon 23 manteve uma base de fãs dedicada e permaneceu disponível na plataforma MGM+ até seu cancelamento oficial em maio de 2024.
Como chegamos aqui
A trajetória que levou Beacon 23 às telas começa em 2015, quando Hugh Howey publicou a coletânea de contos que levaria o mesmo nome. O sucesso dos seus romances pós‑apocalípticos, sobretudo Wool, já havia atraído a atenção de estúdios de streaming. Em 2023, a Apple TV+ lançou Silo, que rapidamente se tornou um fenômeno cult, atingindo a terceira temporada em 2026.
Com a notoriedade de Howey em alta, a MGM+ decidiu apostar em outra de suas obras, buscando diversificar seu catálogo de ficção científica. O projeto foi confiado a Zak Penn, que trouxe sua experiência em roteiros de grande orçamento e sua afinidade por narrativas de “caixa‑de‑mistério” — um estilo que deixa perguntas em aberto para manter o público especulando.
Os primeiros episódios foram recebidos com curiosidade, mas a série enfrentou alguns obstáculos:
- Distribuição limitada: estar no catálogo da MGM+, menos popular que plataformas como Netflix ou Disney+, reduziu a visibilidade inicial.
- Ritmo narrativo: a ênfase em enigmas em vez de respostas imediatas gerou frustração em espectadores que preferem tramas mais lineares.
- Criticas mistas: o Rotten Tomatoes registrou cerca de 55% de aprovação, com críticas apontando tanto o potencial atmosférico quanto falhas de storytelling.
Mesmo assim, críticos como Angie Han (The Hollywood Reporter) elogiaram a “aura inquietante” da série, destacando que o suspense pode ser o ponto forte para quem tem paciência. Já Manuel Betancourt (A.V. Club) deu nota C+, reconhecendo a química entre Heady e James, mas apontando que os arcos de mistério eram pouco cativantes.
Ao final da segunda temporada, a MGM+ optou por encerrar a produção, citando desempenho de audiência abaixo das expectativas. Contudo, a série ainda está disponível on‑demand, permitindo que novos espectadores descubram seu universo.
O que vem depois
Para quem gostou de Silo e está curioso sobre outras obras de Howey, Beacon 23 oferece um ponto de partida interessante. A série pode ser vista como um experimento de “mystery box” que, embora não tenha concluído todas as suas tramas, deixa espaço para interpretações e discussões sobre:
- O papel do mineral misterioso como possível fonte de energia ou consciência alienígena.
- Como o PTSD de Halan influencia a percepção da realidade, criando uma camada psicológica ao cenário espacial.
- As semelhanças temáticas entre Beacon 23 e Silo, como sociedades estratificadas e segredos governamentais.
Além disso, a própria obra de Howey continua viva em formatos digitais, e novos projetos baseados em seus escritos podem surgir, especialmente agora que o autor tem um histórico comprovado de adaptações bem‑recebidas.
Enquanto isso, fãs podem revisitar Beacon 23 na MGM+ ou buscar versões digitais, aproveitando a oportunidade de analisar a série com a perspectiva de que já se passou quase três anos desde seu encerramento.
Para ficar no radar
Se você ainda não assistiu a Beacon 23, aqui vão alguns motivos para dar uma chance ao título:
- Atmosfera de ficção científica clássica: o visual de faróis cósmicos e nebulosas cria um cenário imersivo.
- Personagens complexos: a relação tensa entre Aster e Halan evolui de desconfiança para parceria.
- Enredo de mistério: a série alimenta a curiosidade com perguntas que não são imediatamente respondidas.
- Elenco de peso: performances de atores como Stephan James e Lena Heady dão profundidade ao drama.
- Conexão com Silo: fãs da série da Apple TV+ encontrarão ecos temáticos que podem ampliar a experiência.
Mesmo com críticas divididas, Beacon 23 permanece como um experimento ambicioso dentro do catálogo de sci‑fi contemporâneo, e pode ser exatamente o tipo de descoberta que agrada quem busca algo fora do mainstream.
O que falta saber
Até o momento, não há anúncios oficiais de um reboot ou continuação de Beacon 23. Contudo, a crescente popularidade de séries de mistério espacial – como The Expanse e Star Trek: Discovery – pode abrir portas para que a MGM+ ou outra plataforma reconsiderem o material, talvez como um spin‑off focado no “Artifact”. Enquanto isso, o melhor caminho é assistir à série completa, analisar as pistas deixadas pelos criadores e participar de discussões online que mantêm a história viva.
FAQ
- Q: Onde posso assistir Beacon 23?
A: A série está disponível na plataforma de streaming MGM+ e pode ser acessada via assinatura ou compra digital. - Q: Preciso ter lido os contos de Hugh Howey para entender a série?
A: Não é obrigatório, mas conhecer o material original ajuda a captar referências e temas recorrentes. - Q: A série tem ligação direta com Silo?
A: Não há conexão narrativa, mas ambas compartilham o estilo de “caixa‑de‑mistério” e exploram sociedades isoladas.


