TL;DR: Cinco filmes da DC – Black Adam, Justice League, Superman Returns, The Flash e Joker: Folie à Deux – foram grandes decepções de bilheteria, apesar de orçamentos milionários e campanhas de marketing agressivas.
Black Adam – O que esperava ser o "salvador" da DCEU?
Quando Black Adam chegou aos cinemas em 2022, a expectativa era alta: Dwayne Johnson, ainda em alta após Fast & Furious e Jumanji, seria o rosto que revitalizaria a franquia. O filme tinha um orçamento de cerca de US$ 260 milhões, e a Warner Bros. esperava que a presença de Johnson atrairia tanto fãs de ação quanto o público geral.
Na prática, o resultado foi bem diferente. O filme arrecadou US$ 393 milhões, número que parece razoável à primeira vista, mas, descontados os custos de marketing (não revelados oficialmente) e a divisão de receitas, o retorno ficou aquém do ponto de equilíbrio. As críticas foram medianas, apontando falta de profundidade no vilão e um tom que parecia mais um "vanity project" do que uma história digna do universo DC.
Para o público brasileiro, o problema foi ainda maior: o filme chegou em um momento de saturação de superproduções e poucos fãs estavam dispostos a pagar ingressos altos para um título que não entregava uma experiência diferenciada.
Justice League – Quando a tentativa de rivalizar com a Marvel saiu pela culatra
O Justice League de 2017 tinha a missão de consolidar o DCEU como a resposta da DC ao sucesso da Marvel. Com um orçamento superior a US$ 300 milhões, o filme precisava superar os US$ 700 milhões para ser considerado lucrativo. No fim, arrecadou US$ 661 milhões, ficando abaixo do ponto de equilíbrio.
Problemas de produção, a saída de Zack Snyder e a substituição por Joss Whedon geraram um filme inconsistente, com críticas desfavoráveis e fãs divididos. A versão "Snyder Cut", lançada em 2021, foi bem recebida, mas não conseguiu mudar o resultado financeiro do corte original.
No Brasil, a estreia coincidiu com a crise econômica pós‑pandemia, reduzindo o poder de compra do público e tornando a bilheteria ainda mais frágil.
Superman Returns – Um retorno que não decolou
Lançado em 2006, Superman Returns tentou reviver o legado de Christopher Reeve, trazendo Brandon Routh como o Homem de Aço. O filme tinha um orçamento acima de US$ 220 milhões e acabou arrecadando US$ 391 milhões.
Apesar de números aparentemente bons, o retorno foi considerado insuficiente para cobrir todos os custos, levando ao cancelamento de uma sequência. Críticas apontaram roteiro longo e falta de conexão com o público contemporâneo.
No Brasil, o filme sofreu com a concorrência de outras superproduções de 2006, como Casino Royale e Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest, que monopolizaram as salas de cinema.
The Flash – Multiverso, mas sem magia nos números
Com direção de Andy Muschietti, The Flash chegou em 2023 com a promessa de um evento épico: o multiverso, a volta de Michael Keaton como Batman e uma trama que remetia ao sucesso da versão de Zack Snyder. O orçamento girou em torno de US$ 220 milhões, e a arrecadação ficou em US$ 271 milhões.
Problemas de produção, mudanças de final de última hora e a polêmica envolvendo Ezra Miller (acusado de vários crimes) prejudicaram a imagem do filme. Os efeitos visuais foram duramente criticados, comparados a jogos de 2001.
Para o público brasileiro, a combinação de controvérsias externas e um roteiro inconsistente fez com que poucos fizessem fila nos cinemas, reduzindo drasticamente a receita.
Joker: Folie à Deux – Quando o musical não salva o bilhete
Depois do sucesso estrondoso de Joker (2019), a sequência musical Joker: Folie à Deux chegou em 2024 com Joaquin Phoenix retornando e Lady Gaga como Harley Quinn. O orçamento foi de US$ 200 milhões, e a bilheteria totalizou US$ 208 milhões.
A escolha de transformar o filme em musical foi vista como arriscada e, para muitos, desnecessária. Críticas negativas ao tom e à execução musical, além de um roteiro considerado fraco, levaram o filme a ser apontado como o maior declínio de receita entre sequências de sucesso.
No Brasil, o público ficou confuso com a proposta musical e, diante de opções como Barbie e Oppenheimer, o filme perdeu espaço nas salas.
Comparativo rápido
| Filme | Orçamento (US$) | Bilheteria (US$) | Principal motivo do flop |
|---|---|---|---|
| Black Adam | 260 M | 393 M | Marketing insuficiente + história rasa |
| Justice League | >300 M | 661 M | Problemas de produção e direção |
| Superman Returns | >220 M | 391 M | Roteiro longo e falta de apelo |
| The Flash | ~220 M | 271 M | Polêmicas externas e VFX fracos |
| Joker: Folie à Deux | 200 M | 208 M | Conceito musical mal aceito |
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Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para quem ainda acredita no potencial da DC, vale observar o que cada flop nos ensinou:
- Fãs de ação e star power: Dwayne Johnson tem apelo, mas não basta para salvar um roteiro fraco. Evite Black Adam se procura narrativa profunda.
- Amantes de equipes de heróis: Justice League demonstra que um grande elenco não compensa direção instável. Prefira a versão "Snyder Cut" para uma experiência mais coesa.
- Puristas do Superman: Superman Returns falhou ao tentar ser um “sequência” dos filmes clássicos. A nova abordagem de Man of Steel (2013) ainda tem mais aceitação.
- Curiosos por multiverso: The Flash mostra que conceito não garante execução. Se quiser algo semelhante, dê uma chance ao Spider‑Man: No Way Home (Marvel).
- Entusiastas de experimentos musicais: Joker: Folie à Deux prova que nem todo musical funciona. Melhor apostar em obras consagradas como La La Land ou Hamilton (versão filmada).
Em síntese, o fracasso desses filmes não significa que a DC não possa entregar sucessos. O aprendizado está em equilibrar orçamento, direção firme e, sobretudo, entender o que o público brasileiro realmente deseja: histórias que respeitem o legado dos personagens e ofereçam algo novo.
Para ficar no radar
Os próximos projetos da DC (como o reboot da Supergirl e a nova fase do Batman sob James Gunn) ainda precisam provar que a editora aprendeu com esses erros. Fique atento às datas de estreia e às primeiras avaliações críticas antes de marcar presença nos cinemas.


