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Bloody Roar: Konami renova a marca de franquia de luta que sumiu desde 2004

· · 5 min de leitura
Jovem em camiseta da Bloody Roar faz flexões segurando controle de videogame ao lado de halteres
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Bloody Roar, série de luta 3D que marcou presença em fliperamas e no playstation 2 e ficou dormente desde 2004, voltou a chamar atenção depois que a Konami renovou a marca registrada do título. A descoberta foi feita pelo YouTuber JeriTheOG e, mesmo sem anúncio oficial de jogo novo, já anima a comunidade que acompanha fighting games nostálgicos.

O que a Konami realmente fez com a marca de Bloody Roar

A Konami renovou o registro da marca de Bloody Roar, o que obriga a empresa a demonstrar que continua usando a propriedade intelectual de alguma maneira. Trocar de logo, citar o nome em coletâneas ou preparar algum produto não anunciado já pode contar como uso válido para manter a marca ativa. Em outras palavras: o papel não garante jogo novo, mas indica que a franquia não foi simplesmente abandonada em alguma gaveta.

Por que Bloody Roar é uma franquia que muita gente esqueceu

Bloody Roar é uma série de luta 3D criada pelo estúdio japonês Raizing, que mais tarde virou Eighting — hoje majoritariamente uma empresa de apoio a outras produtoras. O primeiro jogo apareceu em 1997 nos fliperamas e no PS1, abrindo espaço para quatro títulos principais:

  • Bloody Roar (1997) — arcade e PS1.
  • Bloody Roar 2 (1998) — arcade e PS1.
  • Bloody Roar 3 (2000) — PS2, marcando a entrada na era 128 bits.
  • Bloody Roar Extreme (2002) — xbox e gamecube, primeiro e único capítulo fora do ecossistema PlayStation.
  • Bloody Roar 4 (2003) — exclusivo de PS2 e último jogo da série principal.

O grande chamariz era o sistema Zoanthropy, que transformava os lutadores em feras humanoides (lobos, coelhos, leões, tubarões e por aí vai) durante as lutas. Em um mercado lotado de fighting games 2D, esse fator beasts vs. humans foi o que diferenciou a franquia no começo dos anos 2000.

Como a Konami entrou nessa história (e por que demorou)

Apesar do nome Konami aparecer nas caixas de Bloody Roar, a empresa só assumiu oficialmente a franquia em 2012, depois que se fundiu com a Hudson Soft, que era a dona original do IP e a publisher em toda a vida da série. Por isso, até agora, a Konami nunca publicou um jogo próprio de Bloody Roar — apenas manteve a propriedade esperando o melhor momento para mexer nela.

Bloody Roar em números: por que um retorno seria uma surpresa

A própria comunidade sempre tratou Bloody Roar como uma série de nicho: as reviews dos jogos nunca foram espetaculares e os números de venda ficaram modestos na era PS2. Diante disso, a ideia de um retorno ainda soa improvável para muita gente. Mesmo assim, olhando para o catálogo recente da Konami, dá para notar uma estratégia clara de explorar IPs antigos.

IPMovimento recenteTipo de retorno
Metal Gear SolidNovo capítulo citado entre os destaques do mêsLançamento principal
Konami SNES clássicoReedição moderna 39 anos depoisRerelease gratuito em consoles atuais
Bloody RoarRenovação de marca registradaIndício de movimento, sem anúncio

O que isso significa na prática para os fãs

Três cenários são possíveis a partir de agora, e nenhum deles pode ser descartado só porque a Konami não falou nada oficialmente:

  1. Só manutenção de portfólio: a renovação pode ser só burocracia para não perder a marca, sem qualquer plano criativo por trás.
  2. Rerelease ou remaster: o caminho mais provável a curto prazo, especialmente em um mercado que está reaquecendo relançamentos de fighting games dos anos 90 e 2000.
  3. Jogo novo de verdade: o cenário mais ambicioso, com um quinto capítulo ou um reboot capaz de reintroduzir a série para uma nova geração.

Comparativo: como a Konami tem tratado outras franquias adormecidas

Para entender o que pode estar nos planos da Konami, vale comparar Bloody Roar com outras séries que sumiram por anos e agora voltaram ao radar:

FranquiaTempo paradaTipo de retornoSinal mais recente
Silent HillMais de uma décadaRemake e novos projetosReiniciou a marca em produção
CastlevaniaLongos anos sem jogo principalSpinoffs e adaptaçõesFoco em séries e produtos derivados
Bloody RoarDesde 2004Ainda indefinidoRenovação de marca registrada

Por que essa história importa mesmo sem anúncio

Em um mercado em que fighting games 3D vivem um momento forte (com séries modernas ocupando espaço nas principais competições de e-sports), qualquer pista sobre o retorno de uma franquia zoanthropy já é motivo suficiente para acender a expectativa. O detalhe da renovação de marca é a primeira evidência concreta de movimentação sobre Bloody Roar em mais de duas décadas, e coloca a franquia na lista de apostas nostálgicas que a Konami pode destravar nos próximos ciclos de reveals.

O que falta saber (e o que acompanhar de perto)

Para quem ficou animado (ou só curioso), vale colocar três pontos no radar nos próximos meses:

  • Eventos da indústria: Konami costuma fazer reveals discretos em showcases próprios e em feiras japonesas; qualquer aparição oficial do nome Bloody Roar em palco vale a leitura.
  • Banco de dados de marcas: novas atualizações de registro ou novos pedidos de domínio podem indicar produto em desenvolvimento.
  • Movimento dos estúdios parceiros: como a Eighting (herdeira da Raizing) segue ativa como suporte, qualquer rumor de produção conjunta merece atenção.

Até lá, não existe jogo anunciado, não existe plataforma confirmada e não existe data de lançamento. O que existe, pela primeira vez em muito tempo, é um sinal oficial de que Bloody Roar ainda está vivo no papel. Para uma franquia que não era vista desde o PS2, só isso já é uma notícia.

Perguntas frequentes

Bloody Roar vai ganhar jogo novo?
Nada foi anunciado oficialmente. A Konami renovou a marca registrada da série, o que indica que a franquia não foi abandonada, mas não confirma um relançamento, remaster ou jogo novo. Qualquer projeto ainda precisa de anúncio formal.
Quando foi o último jogo de Bloody Roar?
O último jogo principal da série foi Bloody Roar 4, lançado em 2003 como exclusivo de PlayStation 2. Desde então, nenhum novo título foi lançado.
Por que a Konami demorou tanto para mexer em Bloody Roar?
A Konami só se tornou dona oficial da franquia em 2012, depois da fusão com a Hudson Soft, que publicava e detinha os direitos da série. Por isso, a empresa nunca tinha publicado um jogo próprio de Bloody Roar até esse movimento.
O que era o sistema Zoanthropy nos jogos?
Era a mecânica principal da franquia: os lutadores podiam se transformar em versões feras humanoides (lobos, coelhos, leões, tubarões etc.) no meio das lutas, dando um diferencial em relação aos fighting games tradicionais.
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