TL;DR: O estúdio Build A Rocket Boy, responsável por mindseye, confirmou novas demissões, incluindo membros do RH e de produção, enquanto o sindicato IWGB oferece solidariedade aos afetados.
O que está acontecendo com a Build A Rocket Boy?
Recentemente, surgiram indícios claros de que a Build A Rocket Boy (BARB) está realizando mais cortes de pessoal. A notícia ganhou força depois que Dan Hawkins, parceiro principal de aquisição de talentos, publicou no LinkedIn que está "Open to Work" e que continuará "ajudando a fechar as coisas aqui no departamento de RH". A mensagem, carregada de um tom melancólico, sinaliza que a empresa está, no mínimo, em fase de reestruturação profunda.
Quem são os principais envolvidos nas demissões?
Além de Dan Hawkins, outro nome que apareceu nas redes foi o de Michaela Emslie, gerente de release que, após quatro anos na BARB, recebeu seu aviso de redundância. Ela compartilhou publicamente sua trajetória, desde um cargo de QA júnior até chegar à liderança de release, ressaltando orgulho e frustração ao mesmo tempo.
Outros funcionários ainda não se identificaram publicamente, mas o padrão indica que os cortes estão atingindo tanto áreas técnicas quanto administrativas. A empresa ainda não divulgou números oficiais, mantendo a situação em um limbo de especulação.
Qual o histórico de controvérsias da empresa?
A Build A Rocket Boy tem um passado marcado por polêmicas trabalhistas. Em 2023, o estúdio foi alvo de processos por suposta violação de privacidade, após a instalação de software de vigilância invasivo nos dispositivos dos colaboradores. Além disso, a empresa já enfrentou críticas por manejos questionáveis de demissões anteriores, que teriam sido feitas sem o devido aviso prévio e com pouca transparência.
Esses episódios geraram um clima de desconfiança entre a equipe e a comunidade, levando ao envolvimento de sindicatos como o IWGB games Worker Union, que tem buscado garantir direitos e compensações para os afetados.
O que dizem os sindicatos e o governo?
O vice-presidente do IWGB, Ben Newbon, emitiu um comunicado oficial direcionado à BARB, afirmando que a empresa está "espiralizando há muito tempo" e que o sindicato está pronto para apoiar os trabalhadores demitidos. O texto destaca a importância da organização sindical para combater práticas abusivas no setor de games.
Do lado institucional, o Companies House do Reino Unido ainda lista a Build A Rocket Boy Ltd como empresa ativa, com Leslie Benzies (diretor de MindsEye) e Mark Gerhard (CEO) como diretores. Não há indicações de que a empresa tenha sido oficialmente dissolvida, mas a situação financeira e operacional permanece incerta.
Para onde os afetados podem buscar novas oportunidades?
Com a instabilidade no estúdio, muitos profissionais estão explorando alternativas dentro e fora da indústria de games. Aqui vão algumas sugestões práticas:
- Atualizar o LinkedIn: destaque projetos relevantes, como o trabalho em MindsEye, e ative o recurso "Open to Work".
- Participar de comunidades de desenvolvedores: fóruns como ResetEra, r/gamedev e Discords de estúdios independentes são ótimos para networking.
- Buscar vagas em estúdios que valorizam a saúde mental: empresas que adotam políticas de "no crunch" costumam ter processos seletivos mais transparentes.
- Considerar áreas adjacentes: QA, produção, design de UI/UX ou até funções de RH em outras indústrias podem ser portas de entrada.
- Recorrer ao sindicato: o IWGB oferece apoio jurídico e informações sobre oportunidades de recolocação.
O que falta saber?
Até o momento, a Build A Rocket Boy não comentou oficialmente os rumores de fechamento total ou de continuidade das operações com um staff reduzido. A falta de comunicação oficial deixa a comunidade em suspense, mas o que já se sabe é que o futuro do estúdio está longe de ser claro.
Enquanto isso, a solidariedade do sindicato e a mobilização dos próprios desenvolvedores indicam que a luta por condições justas de trabalho na indústria de games continua. Se você tem alguma pista, contato ou oportunidade para quem está saindo da BARB, compartilhe nos comentários – a rede de apoio pode fazer a diferença.


