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Build a Rocket Boy fecha portas após nova onda de demissões

· · 4 min de leitura
Cena do jogo MindsEye
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Mais de 20 funcionários do estúdio Build a Rocket Boy publicaram mensagens de despedida nas redes sociais nas últimas 24 horas.

Esses posts, todos marcados com a hashtag #OpenForWork, deixam claro que a empresa está desfazendo sua equipe, ponto que já foi detectado por veículos como Kotaku. Até o momento, a própria Build a Rocket Boy não comentou publicamente, mas a onda de anúncios de saída sugere que o estúdio está a caminho de um encerramento definitivo.

Quais são os sinais claros de que o Build a Rocket Boy está à beira do colapso?

  1. Despedidas simultâneas nas redes. Em menos de 24 horas, desenvolvedores de recrutamento, arte 3D e design de níveis postaram avisos de saída, todos usando a mesma linguagem de “levantar a bandeira verde”. Essa sincronização rara indica que a decisão vem de cima, não de escolhas individuais.
  2. Comunicação oficial ausente. Enquanto Kotaku já recebeu “fontes confiáveis” que confirmam o fechamento, o estúdio ainda não emitiu nenhum comunicado. O silêncio institucional costuma ser sintoma de crises de reputação que as empresas preferem esconder.
  3. Histórico de layoffs recorrentes. Desde o lançamento de MindsEye em junho de 2025, o estúdio já passou por duas rodadas de cortes, além de uma carta aberta de quase 100 devs denunciando má gestão. Cada nova demissão aumenta a probabilidade de um colapso total.
  4. Saída do publicador. A IOI Partners, divisão da IO Interactive, retirou seu apoio ao jogo ainda este ano. Quando o parceiro financeiro abandona um projeto, a sobrevivência do estúdio fica comprometida.
  5. Acusações de sabotagem corporativa. A própria equipe citou “sabotagem corporativa” como causa dos problemas, um argumento que costuma mascarar falhas internas graves, como prazos impossíveis e falta de recursos.
  6. Protestos externos. Trabalhadores organizaram manifestações em frente ao escritório de Edimburgo, apoiados pelo IWGB Game Workers Union, denunciando suposta instalação de software de vigilância. Conflitos trabalhistas abalam ainda mais a moral da equipe.
  7. Falta de transparência financeira. Nenhum relatório de resultados foi divulgado desde o lançamento, e rumores de dívidas não pagas circulam entre ex-funcionários. A opacidade financeira costuma ser um prenúncio de falência.

O que isso significa para o futuro de MindsEye e da indústria?

MindsEye já enfrentou críticas por seu lançamento tumultuado, mas ainda tem uma comunidade de jogadores dedicada. Se o estúdio fechar, o título pode ficar abandonado, sem patches ou suporte pós‑lançamento, o que prejudica a experiência dos usuários.

Por outro lado, o fechamento de um estúdio de médio porte abre oportunidades para aquisições. Grandes publishers que ainda não têm um portfólio de jogos de ação em mundo aberto podem ver no código-fonte e na equipe remanescente um ativo valioso. A história recente da indústria mostra que estúdios “mortos” são frequentemente ressuscitados por conglomerados que buscam expandir seu catálogo.

  • Possível compra por um gigante. Empresas como Ubisoft ou EA poderiam adquirir os direitos de MindsEye e integrá‑lo a uma franquia maior.
  • Spin‑off independente. Alguns desenvolvedores que deixaram o Build a Rocket Boy podem se unir para formar um novo estúdio, mantendo a visão original do jogo.
  • Descontinuação total. Se nenhum comprador aparecer, o jogo pode ser retirado das lojas digitais, deixando os jogadores sem acesso a futuras atualizações.

Independentemente do desfecho, o caso serve como alerta para desenvolvedores que dependem de um único publicador ou que não mantêm uma comunicação transparente com suas equipes.

Onde isso pode dar

A decisão de encerrar as operações pode ser vista como um sintoma de problemas mais amplos na indústria de jogos: pressões de cronogramas, expectativas de mercado e a crescente dependência de recursos externos. Se a Build a Rocket Boy realmente fechar, o impacto imediato será a perda de empregos e a incerteza sobre MindsEye. A médio prazo, pode incentivar outras empresas a reverem suas políticas de contratação e a investir em estruturas de suporte mais robustas.

“Just shy of 5 years here at BARB and one hell of a ride! Being the first hire into our internal recruitment team, taking the studio from 200 to 550 in a short period of time,” escreveu um ex‑recrutador em seu post de despedida.

Esse sentimento de “uma jornada incrível” contrasta com a realidade de cortes abruptos, reforçando o quão volátil pode ser o ambiente de desenvolvimento. A lição para a comunidade é clara: a paixão não substitui planejamento financeiro sólido.

Em resumo, o futuro de MindsEye está em branco, mas a indústria tem a chance de aprender com esse episódio, adotando práticas mais sustentáveis e evitando que outros estúdios sigam o mesmo caminho.

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