TL;DR: O relançamento de call of duty: black ops para PlayStation 5 já está sendo alvo de hackers, comprometendo partidas online e gerando reclamações da comunidade.
O que aconteceu?
Quando a Activision decidiu trazer o clássico Call of Duty: Black Ops — título que marcou a era PS3 — para as gerações atuais de consoles, a expectativa era de um novo fôlego para o multiplayer, com servidores dedicados e correções de vulnerabilidades antigas. Contudo, poucos dias após o lançamento nas lojas digitais, relatos de jogadores brasileiros começaram a apontar um problema inesperado: invasões de hackers que alteram pontuações, criam lag artificial e até bloqueiam o acesso a partidas.
O fenômeno não é novidade para a franquia; a versão original para PS3 já sofria com trapaças massivas. O que surpreende agora é a rapidez com que a comunidade de cheaters migrou para a nova plataforma, aproveitando brechas que ainda não foram totalmente mitigadas pelos servidores da Activision.
Como chegamos aqui?
Para entender a situação, vale recapitular a trajetória do título:
- 2008 – Lançamento original: Black Ops foi lançado para PS3, xbox 360 e PC, rapidamente se tornando um dos mais vendidos da série.
- 2015 – Primeira remasterização: Uma versão para PS4 foi lançada, mas sem grandes mudanças no multiplayer.
- 2023 – Anúncio da port para PS5/PS4: A Activision prometeu servidores atualizados, suporte a 4K e melhorias de performance.
- 2024 – Lançamento oficial: O jogo chegou às lojas digitais, mas com poucos detalhes sobre as mudanças nos servidores.
O ponto crítico está na fase de lançamento. A Activision, ao anunciar novos servidores, gerou expectativa de que as falhas de segurança seriam corrigidas. Entretanto, a empresa não divulgou um roadmap de patches, deixando a comunidade de modders e cheaters livre para explorar vulnerabilidades ainda presentes.
Além disso, a migração de contas de jogadores antigos para a nova plataforma trouxe credenciais comprometidas que já estavam na base de dados de serviços de trapaça. Essa bagagem herdada facilita o trabalho dos hackers, que rapidamente adaptam seus scripts ao novo ambiente.
O que vem depois?
O futuro imediato do port depende de duas frentes:
- Resposta da Activision: A empresa precisa lançar atualizações de segurança, aplicar banimentos automáticos e comunicar de forma transparente os passos que está tomando.
- Reação da comunidade: Jogadores podem organizar grupos de denúncia, usar plataformas como Reddit e discord para compartilhar evidências e pressionar por soluções.
Enquanto isso, o impacto no cenário competitivo brasileiro ainda é incerto. Torneios amadores já relataram partidas interrompidas por lag suspeito, o que pode desmotivar participantes e reduzir a visibilidade do título nos eventos de e‑sports locais.
"É frustrante ver um clássico que a gente ama ser arruinado por trapaças logo no primeiro dia. A Activision tem que agir rápido", afirma um usuário do fórum brasileiro de Call of Duty.
Em termos de expectativa, o que realmente importa para o fã brasileiro é a estabilidade do multiplayer. Se a Activision conseguir estabilizar os servidores nos próximos dias, o título ainda tem potencial para reviver a nostalgia e gerar novas discussões sobre estratégias de equipe. Caso contrário, a confiança dos jogadores pode se deslocar para outros shooters mais seguros.
Para ficar no radar
Os próximos passos que devemos observar são:
- Data de um patch oficial de segurança (ainda não confirmado).
- Comunicação de banimentos em massa nas redes sociais da Activision.
- Reação de influenciadores de games brasileiros, que costumam guiar a opinião da comunidade.
- Possíveis atualizações de matchmaking que reduzam o tempo de espera e melhorem a qualidade das partidas.
Até que essas medidas sejam implementadas, a recomendação para quem ainda deseja jogar é criar novas contas, evitar servidores públicos muito cheios e ficar atento a atualizações nas plataformas de denúncia de trapaças.
O veredito
O relançamento de Call of Duty: Black Ops para PS5 trouxe a promessa de reviver um clássico, mas a realidade dos hackers já está comprometendo a experiência. Se a Activision conseguir agir com rapidez, ainda há espaço para que o jogo se torne um ponto de encontro para a comunidade brasileira de shooters. Caso contrário, o título pode acabar sendo lembrado mais pelas falhas de segurança do que pela jogabilidade que o tornou icônico.


