TL;DR
Castlevania Belmont’s Curse entrega combate rápido e visual de alta qualidade, mas a proposta Metroidvania não se sustenta, resultando em exploração frustrante para quem espera a tradição da série.
O que funciona? – Ranking dos pontos fortes
- Combate ágil e responsivo – A movimentação de Rose Belmont lembra a fluidez de Dead Cells, com ataques que se encadeiam sem atrasos. O uso do chicote como gancho adiciona verticalidade e permite esquivar de projéteis enquanto ataca.
- Direção de arte impressionante – Cada ambiente, do sombrio Castelo de Drácula ao sereno cemitério, combina cores vibrantes e detalhes góticos que capturam a essência da franquia. As animações de personagens, especialmente o backdash de Rose, rivalizam com as de Alucard em Symphony of the Night.
- Variedade de armas e Arcana – Além da espada padrão, o jogo oferece lanças, gauntlets de metal e cartas arcana que funcionam como feitiços. Isso dá ao jogador liberdade tática, podendo escolher entre ataques corpo‑a‑corpo ou magias de área.
- Chefões memoráveis – Inimigos como Medusa e Joan of Arc trazem design cultural rico e padrões de ataque que exigem aprendizado, mas nunca são injustos. A presença de vozes internas que comentam a batalha adiciona humor e profundidade narrativa.
- trilha sonora e ambientação sonora – Cada zona tem um tema musical que reforça o clima, desde o terroroso coro do castelo até o silêncio melancólico dos pântanos. O áudio direcional ajuda a perceber a origem dos ataques, melhorando a experiência de combate.
Onde o jogo tropeça? – Principais falhas
- Exploração Metroidvania truncada – Embora o mapa seja extenso, muitas áreas são bloqueadas por barreiras invisíveis que impedem sequências alternativas, forçando o jogador a seguir um caminho linear.
- Gestão de recursos limitada – poções são escassas e só podem ser repostas ao morrer ou encontrar salas de salvamento, que são raras. Isso cria momentos de “morte certa” em salas lotadas de inimigos.
- Dificuldade artificial – O jogo não oferece níveis de dificuldade tradicionais; ao invés disso, permite ajustar parâmetros individuais (dano recebido, quantidade de poções, etc.). Essa abordagem parece admitir que o balanceamento base não foi bem afinado.
- Armas desbalanceadas – Algumas opções, como a espada grande, são tão lentas que nunca superam a eficiência de armas mais rápidas, tornando‑as praticamente inúteis.
- Progressão bloqueada sem aviso – Um chefe importante pode ser enfrentado antes de estar realmente preparado, resultando em uma cutscene de falha automática que deixa o jogador sem saber o que falta melhorar.
Vídeo oficial
Watch on YouTubeO veredito
Para quem busca um título de ação puro, Castlevania Belmont’s Curse entrega um pacote visual e de combate que agrada imediatamente. A combinação de animações fluidas, trilha sonora marcante e um arsenal diversificado faz a experiência divertida nos momentos de luta.
Entretanto, quem espera a clássica exploração Metroidvania da série encontrará frustração. Barreiras arbitrárias, escassez de recursos e falta de clareza nas exigências de progresso minam a sensação de descoberta que define o gênero. Em suma, o jogo brilha como ação, mas tropeça quando tenta ser mais.
Se o seu objetivo é passar algumas horas de gameplay rápido e estilizado, vale a pena. Se você quer mergulhar em um mundo interconectado e recompensador, talvez seja melhor aguardar por um futuro título que consiga alinhar ambas as vertentes.



