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CEDEC 2026: 86% dos desenvolvedores usam IA generativa

· · 4 min de leitura
Cena do jogo CESA
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TL;DR: A pesquisa da CEDEC 2026 indica que 86% dos participantes utilizam IA generativa, com 63% usando diariamente e 40% ainda não aplicando a tecnologia em produtos lançados.

Quantos desenvolvedores de jogos usam IA generativa segundo a CEDEC 2026?

De acordo com o levantamento realizado durante a Computer Entertainment Developers Conference (CEDEC) de 2026, 85,8% dos 1.349 respondentes afirmaram usar algum tipo de IA generativa, como chatgpt, github copilot ou serviços de geração de imagens e assets. Esse número demonstra que a adoção da tecnologia já ultrapassa a maioria dos profissionais da indústria.

Qual a frequência de uso da IA generativa entre esses profissionais?

O estudo detalhou ainda como esses desenvolvedores integram a IA ao cotidiano. Dos que utilizam a tecnologia, 63% declararam uso diário, enquanto 22,8% a empregam de forma ocasional. Um pequeno grupo, 8,6%, está em fase de teste ou introdução, e apenas 0,7% já utilizou no passado mas interrompeu o uso. Por fim, 4,8% ainda não experimentaram nenhuma ferramenta de IA generativa.

Como a IA generativa está sendo aplicada em produtos lançados?

Quando questionados sobre a presença da IA generativa em produtos já lançados, 40% dos 1.284 respondentes afirmaram que não a utilizam em nada nos jogos finalizados. Já 39% a empregam como suporte interno – por exemplo, para gerar ideias, protótipos ou assets internos, mas com a produção final feita por humanos. Outros 28% automatizam fluxos de trabalho, testes ou otimizações de assets. Ainda, 22% geram ou modificam assets diretamente, 3% inserem algoritmos baseados em IA nos produtos finais, e 1,2% citaram outros usos ainda não especificados.

Quais áreas das empresas de jogos utilizam IA generativa?

Um segundo levantamento, desta vez focado nas 220 empresas membros da Computer Entertainment Supplier's Association (CESA), trouxe um panorama de aplicação corporativa. Entre as 50 companhias que responderam, os principais setores de uso foram:

  • 32% – Operações internas de negócio (ex.: automação de processos administrativos).
  • 25% – Suporte ao desenvolvimento de programas (ex.: geração de código, scripts).
  • 23% – Criação de propostas de projetos e geração de ideias.
  • 22% – Traduções e localização de conteúdo.
  • 16% – Produção de materiais visuais, como concept art.
  • 15% – Suporte a perguntas e respostas, bem como testes internos.
  • 14% – Marketing e divulgação.
  • 10% – Criação de cenários e textos narrativos.
  • 9% – Produção de músicas e efeitos sonoros.
  • 6% – Outros usos diversos.

Esses números revelam que a IA generativa não está restrita à arte ou ao código; ela permeia áreas de negócios, marketing e até a própria localização de jogos, refletindo um ecossistema onde a automação auxilia múltiplas frentes.

Como as empresas usam IA não‑generativa?

Além da IA generativa, 55 empresas membros da CESA responderam sobre o uso de IA em geral. Os resultados mostraram que 20% aplicam IA para análise de dados e previsões, enquanto 15% a utilizam para suporte a Q&A e testes. Outros usos relevantes incluem:

  • 13% – Gerenciamento de progresso de produção.
  • 10% – Inteligência artificial para npcs e inimigos.
  • 9% – balanceamento de jogo e ajuste de dificuldade.
  • 8% – Suporte ao cliente.
  • 6% – Previsão de churn e análise de retenção.
  • 5% – Prevenção de fraude e trapaças.
  • 4% – Análise de comportamento do jogador.
  • 3% – Sistemas de recomendação.
  • 13% – Outros usos não especificados.

Esses dados indicam que a IA tradicional ainda tem forte presença, principalmente em áreas de análise e otimização de gameplay, complementando o trabalho criativo da IA generativa.

O que isso significa para o futuro da indústria de games no Brasil?

Para o cenário brasileiro, a adoção massiva de IA generativa traz oportunidades e desafios. Por um lado, estúdios independentes podem acelerar prototipagem, gerar arte e até escrever diálogos com custos reduzidos, nivelando o campo de competição frente a grandes produtoras. Por outro, a dependência de ferramentas estrangeiras pode criar barreiras de licenciamento e questões de propriedade intelectual.

Além disso, a presença da IA em áreas como localização e marketing pode facilitar a exportação de títulos nacionais, permitindo adaptações rápidas para diferentes idiomas e culturas. Contudo, a necessidade de profissionais que compreendam tanto desenvolvimento de jogos quanto operação de IA gera uma demanda por formação especializada, algo ainda incipiente nos cursos de tecnologia e design do país.

Em resumo, a pesquisa da CEDEC evidencia que a IA generativa está se consolidando como ferramenta padrão na produção de games. Para o Brasil, isso representa um convite à adaptação: estúdios que adotarem fluxos de trabalho baseados em IA terão vantagem competitiva, enquanto aqueles que ignorarem o movimento podem ficar para trás.

O que falta saber

Os próximos passos incluem a publicação completa do relatório de 460 páginas da CESA, prevista para dezembro, que deve trazer detalhes sobre impactos econômicos, questões regulatórias e cases de sucesso. Enquanto isso, desenvolvedores brasileiros podem acompanhar as discussões nas comunidades da CEDEC e da CESA para entender como aplicar essas tecnologias de forma ética e eficaz.

Perguntas frequentes

Qual a porcentagem de desenvolvedores que usam IA generativa segundo a CEDEC 2026?
A pesquisa indica que 85,8% dos participantes utilizam IA generativa, o que costuma ser arredondado para 86%.
A IA generativa já está presente em jogos lançados?
Apenas 40% dos respondentes afirmam que não utilizam IA generativa em produtos finalizados; a maioria usa a tecnologia como apoio interno ou para automação de processos.
Quais áreas das empresas de games mais se beneficiam da IA generativa?
Operações internas, suporte ao desenvolvimento, criação de propostas, localização e produção visual são as áreas com maior adoção, conforme dados da CESA.
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