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Centurions, M.A.S.K., Visionaries e BraveStarr: brinquedos top

· · 4 min de leitura
Figuras de ação dos anos 80 de Centurions, M.A.S.K., Visionaries e BraveStarr alinhadas sobre fundo neon
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Os brinquedos lançados nos anos 80 para as séries de animação "Centurions", "M.A.S.K.", "Visionaries" e "BraveStarr" ainda são lembrados como mais inovadores que as próprias histórias. No Brasil, esses itens marcaram a infância de uma geração que colecionava peças que iam além do simples plástico.

O que aconteceu

O primeiro grande sucesso de merchandising foi M.A.S.K. (1985), criado pela Kenner. A série mostrava heróis equipados com máscaras especiais e veículos que se transformavam, e a linha de brinquedos reproduziu exatamente essas transformações: carros que se convertiam em helicópteros, motos com armas ocultas e máscaras intercambiáveis. Em 1986 chegou Centurions, da Filmation, que introduziu a ideia de figuras modulares. Cada personagem podia receber diferentes armaduras e armas, permitindo combinações quase infinitas. Já em 1987, Visionaries: Knights of the Magical Light trouxe o conceito de hologramas: os bonecos exibiam imagens 3D de animais espirituais no peito, algo que ainda hoje impressiona colecionadores. No mesmo ano, BraveStarr (também 1987) da Mattel misturou a estética de "Masters of the Universe" com tecnologia de laser infravermelho, permitindo que as figuras “disparassem” entre si.

Como chegamos aqui

O boom de cartoons nos sábados de manhã foi impulsionado por acordos entre estúdios de animação e fabricantes de brinquedos. Na prática, a série servia como vitrine para o produto, enquanto o brinquedo oferecia uma experiência que a TV não podia proporcionar. No caso de M.A.S.K., a engenharia das transformações exigiu investimentos em moldes complexos, mas o resultado foi um line‑up que ainda hoje é citado como referência de design funcional. Centurions seguiu a mesma lógica, mas apostou na modularidade: peças intercambiáveis que permitiam ao garoto criar seu próprio herói, antecipando a cultura de customização que vemos em jogos de construção hoje.

Com Visionaries, a Hasbro (então responsável) arriscou ao incluir hologramas reais nos bonecos – uma tecnologia cara na época, mas que trouxe um toque de magia tangível. O efeito visual era tão marcante que, mesmo sem assistir à série, a criança já sentia que possuía um “poder mágico” nas mãos. Por fim, BraveStarr combinou ação física e interatividade: o Neutra‑Laser e o Laser‑Fire eram sistemas de infravermelho que permitiam duelos entre as figuras, algo parecido com os jogos de laser tag da década.

Essas inovações foram decisivas para que o público brasileiro – que consumia a maioria desses programas via TV aberta e via cabo – mantivesse viva a memória das linhas de brinquedo. As lojas de brinquedo da época, como a Lojas Americanas e a Ponto Frio, dedicavam vitrines exclusivas a esses produtos, criando um ciclo de desejo que ainda hoje alimenta o mercado de colecionáveis retro.

  • M.A.S.K.: veículos transformáveis, máscaras intercambiáveis, ação de combate com armas de brinquedo.
  • Centurions: figuras modulares, peças de armadura e armas que se encaixam em diferentes combinações.
  • Visionaries: hologramas de animais espirituais, staffs que mudam de cor, veículos futuristas.
  • BraveStarr: sistema de laser infravermelho, figuras com compartimentos para “munição” de luz, design inspirado em MOTU.

O que vem depois

Nos últimos anos, o renascimento das linhas vintage tem impulsionado relançamentos e reimpressões. A Hasbro já anunciou planos de trazer de volta os hologramas de Visionaries em uma edição limitada, enquanto a Mattel lançou coleções de “collector’s edition” de BraveStarr com acessórios atualizados. No Brasil, feiras como a CCXP têm atraído expositores que vendem peças originais e reproduções de alta qualidade, alimentando a nostalgia dos fãs que cresceram nos anos 80.

Para quem ainda não possui, o caminho mais fácil é procurar em marketplaces especializados ou grupos de colecionadores nas redes sociais. A tendência é que, à medida que a geração que viveu a era dos cartoons se torne adulta, a demanda por peças originais aumente, elevando ainda mais o valor desses itens no mercado secundário.

Em resumo, a magia dos brinquedos dos anos 80 não está apenas na nostalgia, mas na forma como eles ampliaram o universo das séries, oferecendo ao público brasileiro uma experiência tátil que ultrapassou a tela da TV.

Vale a pena?

Se você é fã de animação dos anos 80 ou colecionador de brinquedos retro, investir nas linhas de Centurions, M.A.S.K., Visionaries e BraveStarr ainda faz sentido. Além de reviver momentos marcantes da infância, essas peças são exemplos de design que influenciaram gerações de brinquedos modernos.

Perguntas frequentes

Quais foram os brinquedos mais inovadores dos cartoons dos anos 80?
M.A.S.K. trouxe veículos transformáveis, Centurions introduziu figuras modulares, Visionaries usou hologramas e BraveStarr implementou lasers infravermelhos.
Os brinquedos desses desenhos ainda podem ser encontrados no Brasil?
Sim, em feiras como a CCXP, grupos de colecionadores nas redes sociais e em lojas especializadas em itens vintage.
Vale a pena comprar versões reimpressas desses brinquedos?
As reimpressões costumam manter a qualidade original e são mais acessíveis que as peças de colecionador, sendo uma boa porta de entrada para quem quer reviver a época.
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