TL;DR: A primeira nova world de Kingdom Hearts 4, coco, foi confirmada, mas a comunidade ainda reclama da ausência de outros cinco universos Disney que consideram essenciais.
O que aconteceu
No último trailer estendido apresentado no D23, a Square Enix revelou oficialmente que Sora e sua turma visitarão o Mundo dos Mortos de Coco. A sequência mostra o colorido Festival dos Mortos, a guitarra de Miguel e até um vislumbre dos Heartless tomando forma entre as lápides. Apesar da empolgação, o vídeo não trouxe nenhum outro novo mundo Disney, deixando os fãs a especular sobre quais universos ainda podem aparecer.
Desde o anúncio oficial de Kingdom Hearts 4 para 2027, a expectativa tem sido alta. Cada revelação de mundo novo gera picos de entusiasmo nas redes, mas também aumenta a frustração quando a lista parece curta. O Coco acabou sendo a primeira confirmação, mas a ausência de outros títulos populares – sobretudo os lançados após Kingdom Hearts 3 – tem alimentado uma onda de discussões nas comunidades online.
Como chegamos aqui
Desde a estreia da franquia, Kingdom Hearts tem se destacado por misturar universos da Disney com a narrativa original da Square Enix. Kingdom Hearts 3 trouxe mundos como Frozen, toy story e big hero 6, mas deixou de fora várias produções que, a olho nu, parecem encaixar perfeitamente.
Os fãs apontam cinco mundos que consideram “obrigatórios” para o próximo título:
- Brave – A história da princesa Merida e a maldição de transformação em urso poderia gerar mecânicas de combate únicas.
- Moana – O oceano, a deusa Te Fiti corrompida e o carismático Maui oferecem um cenário épico de exploração e batalhas.
- inside out – Um mundo dentro da mente humana abriria espaço para puzzles psicológicos e um visual totalmente inovador.
- atlantis: The Lost Empire – A cidade submersa e a tecnologia steampunk seriam um contraste refrescante ao estilo típico de Kingdom Hearts.
- The Emperor’s New Groove – O humor absurdo de Kronk e a vibe dos Andes poderiam trazer alívios cômicos bem-vindos.
Essas sugestões não são aleatórias; cada uma traz um elemento de gameplay ou narrativa que ainda não foi explorado na série. Por exemplo, Inside Out permitiria que Donald e Goofy navegassem por emoções personificadas, enquanto Moana poderia introduzir um sistema de navegação marítima nunca visto antes.
Além disso, a própria história de Kingdom Hearts tem enfatizado a importância da memória e da identidade, temas que se alinham perfeitamente com Inside Out. A falta de confirmação oficial de qualquer um desses mundos, porém, pode ser resultado de limitações de licenciamento ou de decisões criativas da Square Enix.
O que vem depois
Com Coco confirmado, a porta está aberta para que a Square Enix revele mais mundos nas próximas semanas. Se a empresa decidir atender aos pedidos da comunidade, podemos esperar anúncios em eventos como a comic‑con de San Diego ou na própria D23, onde o trailer foi exibido.
Entretanto, há obstáculos a considerar:
- Licenciamento Disney‑Pixar: Cada filme tem seu próprio contrato, e alguns títulos como Inside Out podem exigir negociações mais complexas.
- Coerência narrativa: Inserir cinco novos mundos exige uma trama que justifique a transição entre eles sem sobrecarregar o jogador.
- Limitações técnicas: Cada mundo novo implica em assets, animações e mecânicas específicas, o que pode impactar o cronograma de desenvolvimento.
Se a Square Enix superar esses desafios, Kingdom Hearts 4 pode se tornar o título mais diversificado da saga, atraindo tanto veteranos quanto novos jogadores que se identificam com os filmes ausentes.
Independentemente da decisão, a comunidade continuará a pressionar. O próximo passo será observar os comunicados oficiais e as reações nas redes sociais, que costumam influenciar as escolhas de conteúdo dos desenvolvedores.
Onde isso pode dar
Minha aposta é que, ao menos, dois desses mundos aparecerão como “episódios secretos” ou áreas opcionais. Moana tem o potencial de ser um cenário de exploração marítima que se encaixa bem com a ênfase de Kingdom Hearts 4 na memória e no “mar” de lembranças. Já Inside Out poderia ser introduzido como um “dungeon” interno ao subconsciente de Sora, oferecendo puzzles emocionais que reforçam a temática da história.
Se a Square Enix optar por não incluir nenhum dos cinco, o risco é perder parte da empolgação que acompanha cada anúncio de mundo Disney. Por outro lado, uma escolha cuidadosa – talvez introduzindo apenas Brave e The Emperor’s New Groove como “cenas de alívio” – pode equilibrar humor, ação e inovação sem sobrecarregar a narrativa principal.
Em última análise, a decisão da Square Enix será um teste de como a franquia pode evoluir sem perder sua identidade. O que está claro é que a comunidade está pronta para mais, e o futuro de Kingdom Hearts 4 dependerá da capacidade da desenvolvedora de ouvir esses desejos enquanto mantém a qualidade que sempre definiu a série.


