Control Resonant chega como a continuação inesperada da série Control, trocando o ambiente claustrofóbico da Oldest House por um Manhattan aberto e mutante, enquanto coloca o jogador no controle de Dylan Faden, o irmão de Jesse.
O que aconteceu
O jogo parte de um ponto de partida simples: Dylan, antes manipulado pela agência Federal Bureau of Control, ganha liberdade e um novo arsenal chamado Aberrant, que funciona como um bastão mutável capaz de assumir diferentes formas — martelo, foice, nunchaku, entre outras. A missão principal consiste em combater as forças invasoras da Hiss e da Mold, que agora aparecem como criaturas grotescas, como megasporas flutuantes e ônibus possuídos, espalhadas por um Manhattan que se dobra e se rompe em ângulos impossíveis.
O combate se baseia em combos de três golpes para cada forma de Aberrant, com um botão dedicado a cada arma. A combinação de ataques básicos, habilidades desbloqueáveis ao derrotar chefes e um sistema de evasão que funciona como um impulsionador de dano cria lutas que lembram a fluidez de Doom Eternal e a elegância de Devil May Cry. Além disso, o jogo permite que o jogador melhore uma forma de arma e, automaticamente, aumente o dano de todas as demais, incentivando a experimentação sem penalizar a versatilidade.
Os chefões variam em complexidade: alguns são duelos épicos com design visual marcante, enquanto outros dependem mais de barras de vida enormes e ataques de alta potência. Cada vitória concede novas habilidades que podem ser inseridas em uma árvore de talentos que, curiosamente, está ligada ao progresso regional de Manhattan. Ao completar missões em um distrito, o próprio bairro evolui, melhorando taxas de drop, potência de itens de cura e até a quantidade de pontos de talento disponíveis.
Como chegamos aqui
A origem de Control Resonant está ligada ao sucesso crítico de Control, um shooter de ação que se destacou pela narrativa sobrenatural e pelo uso de ray tracing. Apesar da recepção positiva, o título original teve vendas modestas, o que motivou a Remedy Entertainment a experimentar um novo formato. Em vez de continuar a história de Jesse dentro da Oldest House, a desenvolvedora optou por expandir o universo para um cenário aberto, adotando o estilo de RPG de ação para atrair um público que busca mais liberdade de exploração.
Durante o desenvolvimento, a equipe manteve a estética “New Weird” que caracteriza a franquia, mas a aplicou a um ambiente urbano que permite manipular a gravidade, caminhar em paredes e criar batalhas em locais impossíveis, como corredores que se dobram sobre si mesmos. A escolha de Dylan como protagonista também serve para aprofundar a mitologia dos gêmeos Faden, oferecendo ao jogador uma perspectiva de redenção e culpa que não era tão explorada no primeiro jogo.
Do ponto de vista técnico, Control Resonant aproveita ao máximo as tecnologias de ray tracing e DLSS da Nvidia, entregando iluminação realista e reflexos precisos. O suporte ao Steam Deck foi anunciado, mas, na prática, o desempenho ainda deixa a desejar, exigindo configurações baixas e upscaling pesado para manter 30 fps em áreas densas.
O que vem depois
Com cerca de trinta horas de conteúdo principal, Control Resonant estabelece uma base sólida para futuras expansões. A ausência de crossovers diretos com outros títulos do chamado “Remedyverse”, como Alan Wake, pode ser vista como uma oportunidade para aprofundar a história de Dylan sem distrações externas. No entanto, pequenas referências musicais e visuais mantêm a conexão com o universo maior.
Os desenvolvedores ainda não confirmaram planos de DLC ou sequelas, mas a estrutura de áreas que evoluem e a árvore de talentos expansiva sugerem que há espaço para conteúdo adicional, como novas missões regionais ou armas Aberrant inéditas.
Para quem ainda não experimentou o jogo, a experiência oferece um equilíbrio entre sensação de vulnerabilidade — ao enfrentar inimigos gigantescos em um cenário que parece desmoronar — e poder absoluto, graças ao arsenal mutável. A combinação de narrativa centrada em personagens, ambientação surreal e combate visceral faz de Control Resonant um título que merece atenção, especialmente para fãs de ação‑RPG que buscam algo fora do convencional.
Datas e o que vem depois
Control Resonant já está disponível nas principais lojas digitais para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A Remedy ainda não divulgou um calendário oficial de atualizações, mas a comunidade já relata pequenos bugs, como falhas de áudio e glitches de colisão, que provavelmente serão corrigidos em patches futuros.
Enquanto isso, a expectativa gira em torno de possíveis anúncios de conteúdo extra, especialmente considerando a popularidade das missões secundárias que exploram itens Altered e situações bizarras, como cantar para dançarinos possuídos. Caso a Remedy siga a mesma estratégia de suporte pós‑lançamento adotada em Control, podemos esperar novos desafios, armas e talvez até uma expansão que leve Dylan a outro ponto do “Remedyverse”.
Para quem acompanha a franquia, vale ficar de olho nos canais oficiais da Remedy Entertainment e nos fóruns da comunidade, onde spoilers e teasers costumam surgir antes de qualquer anúncio oficial.
FAQ
- Control Resonant é um RPG de ação? Sim, o jogo combina mecânicas de combate corpo a corpo com exploração em mundo aberto, oferecendo elementos típicos de RPG, como árvore de talentos e progressão de armas.
- É necessário jogar Control antes? Não é obrigatório, mas conhecer a história de Jesse Faden enriquece a compreensão dos personagens e do universo.
- O jogo roda bem no Steam Deck? O suporte foi anunciado, porém na prática o desempenho ainda exige configurações baixas e upscaling para manter 30 fps em áreas movimentadas.


