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Control Resonant: review aponta falhas no combate melee

· · 4 min de leitura
Jesse Faden empunha sua arma contra sombras do Hiss em uma rua sombria de Manhattan, com o logo de Control ao fundo
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Control Resonant chega a Manhattan com a cidade tomada por uma força sobrenatural conhecida como Hiss, mas a experiência acaba sendo marcada por um combate melee pouco inspirador e uma narrativa que não consegue sustentar o ritmo da ação.

Fato

O novo título da Remedy Entertainment, Control Resonant, substitui a jogabilidade baseada em poderes telecinéticos da edição original por um foco quase exclusivo em combate corpo a corpo. Apesar da proposta ambiciosa, críticos apontam que o sistema de luta se resume a combos curtos, falta de variedade nas armas e um balanceamento que deixa chefões quase intocáveis enquanto inimigos menores são derrotados com poucos golpes.

Contexto: por que importa

Remedy conquistou notoriedade ao combinar narrativa densa com mecânicas inovadoras em jogos como Control (2019) e Alan Wake. A mudança para um estilo de ação mais tradicional gera expectativas de que a desenvolvedora traria um novo patamar de profundidade ao combate. No entanto, ao priorizar velocidade de movimento e esquiva em detrimento de complexidade, o jogo parece afastar-se da identidade que o público associa à Remedy.

Além disso, o cenário de Manhattan corrompido pelo Hiss oferece oportunidades visuais únicas — edifícios que se dobram, luzes que piscam em padrões caóticos — mas essas ideias não são acompanhadas por mecânicas que permitam ao jogador explorar criativamente o ambiente.

Reação dos fas/mercado

Ao ser lançado, Control Resonant recebeu avaliações medianas, com destaque para a pontuação de 2 em 5 estrelas em análises especializadas. Os fãs da franquia elogiaram alguns dos cenários mais surreais, mas criticaram a falta de profundidade nos combates e no sistema de upgrades, que se mostra pouco gratificante. Comentários recorrentes nas redes sociais apontam que a câmera distante, necessária para acomodar grandes ondas de inimigos, dificulta a percepção de impacto dos ataques.

  • Pró: ambientes visualmente impressionantes e boa ambientação de horror urbano.
  • Contra: combate repetitivo, combos limitados e falta de transição fluida entre armas.
  • Contra: upgrade de habilidades que oferece apenas bônus estatísticos insignificantes.
  • Contra: narrativa que não desenvolve o arco de redenção de Dylan Faden de forma consistente.

Especialistas de mercado também apontam que a decisão de tornar o combate predominantemente melee pode ter sido motivada por tendências de jogos de ação rápida, mas a execução deixa a desejar quando comparada a títulos consagrados como Devil May Cry, God of War ou Hi‑Fi Rush, que oferecem sandbox de combos mais robustos.

O que esperar

Para quem ainda deseja experimentar Control Resonant, o título pode servir como um passeio visual por uma Manhattan distorcida, mas não entrega a profundidade de jogabilidade que a Remedy costuma proporcionar. Caso a desenvolvedora lance patches futuros, os pontos críticos a serem abordados incluem:

  1. Introdução de combos encadeáveis que permitam misturar diferentes armas durante uma sequência.
  2. Rebalanceamento de HP dos inimigos para evitar longas sessões de “martelar” sem sensação de progresso.
  3. Expansão do sistema de upgrades, trazendo habilidades que interajam entre si, ao invés de simples incrementos de dano ou defesa.
  4. Ajustes na câmera para aproximar o jogador dos confrontos, aumentando a imersão.

Enquanto esses ajustes não chegam, a experiência pode ser mais adequada para jogadores que buscam um título de ação leve, sem a necessidade de dominar mecânicas avançadas. No entanto, quem espera a mesma qualidade narrativa e de gameplay que fez Control um sucesso pode se sentir frustrado.

Para ficar no radar

Control Resonant demonstra que a Remedy ainda tem muito a aprender sobre como traduzir sua expertise em storytelling para um combate melee que realmente recompense a criatividade do jogador. Até que melhorias sejam implementadas, o título permanece como um exemplo de como uma mudança de foco pode comprometer a identidade de uma franquia.

Perguntas frequentes

Control Resonant tem combate melee melhor que o original?
Não. O combate melee de Control Resonant é considerado repetitivo e pouco variado, ao contrário da jogabilidade baseada em poderes telecinéticos do primeiro Control.
É possível trocar de arma durante um combo em Control Resonant?
Não. Cada arma tem uma única sequência de ataques, o que impede trocas dinâmicas no meio de um combo.
Control Resonant oferece upgrades que realmente mudam o gameplay?
Os upgrades são limitados a pequenos bônus de estatísticas e não criam interações significativas entre habilidades.
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