TL;DR: CyberConnect2 anunciou que vai auto‑publicar .hack//Z.E.R.O., trazendo lições da trilogia fuga: melodies of steel e revelando o andamento de seus projetos originais cecile e tokyo ogre gate.
O que aconteceu
Durante a Anime Expo 2026, o vice‑presidente da CyberConnect2, Taichirō Miyazaki, concedeu entrevista exclusiva. O estúdio, conhecido por títulos licenciados como demon slayer: The Hinokami Chronicles e naruto ultimate ninja, está se aventurando em auto‑publicação. A primeira grande prova foi a Fuga: Melodies of Steel trilogy, cujos três jogos foram lançados sem a intermediação de um editor tradicional.
Com a experiência adquirida, a empresa recebeu o aval da Bandai Namco Entertainment para publicar .hack//Z.E.R.O. – a primeira entrega da franquia .hack que chega ao mercado sem um publisher externo. Além disso, Miyazaki comentou sobre dois projetos internos ainda em desenvolvimento: Cecile e Tokyo Ogre Gate.
Como chegamos aqui
A relação de décadas entre CyberConnect2 e Bandai Namco permitiu que a desenvolvedora acumulasse know‑how sobre processos de publicação, distribuição e ajustes de preço por região. Contudo, ao encerrar a Fuga trilogy, a equipe percebeu que parte do trabalho estava sendo subestimada quando dependia de terceiros. "Aprendemos a valorizar o que os publishers fazem por nós", afirmou Miyazaki, destacando a complexidade de gerenciar datas de lançamento, requisitos de cada loja digital e normas de cada plataforma.
Essas lições embasaram a decisão de assumir a publicação de .hack//Z.E.R.O.. Embora a CyberConnect2 detenha parte dos direitos da franquia, a maioria ainda pertence à Bandai Namco, que concedeu permissão após negociações técnicas e contratuais.
- Fuga: Melodies of Steel – trilogia concluída, auto‑publicada.
- .hack//Z.E.R.O. – próximo título da série .hack, auto‑publicado com apoio da Bandai Namco.
- Cecile – em desenvolvimento, ainda sem data de lançamento.
- Tokyo Ogre Gate – protótipo avançado, mas será revisitado para alinhar ao "DNA" da CyberConnect2.
Sobre os projetos originais, Miyazaki explicou que a equipe costuma ter entre oito e onze títulos simultâneos em fase de produção. A meta é criar IPs que carreguem a identidade da desenvolvedora, algo que ele comparou a “o perfume da marca”. No caso de Tokyo Ogre Gate, o time percebeu que o jogo ainda não refletia essa essência, então decidiu voltar à prancheta.
O que vem depois
Com .hack//Z.E.R.O. em produção, a comunidade tem esperado por um possível remaster da série original – os quatro jogos clássicos (.hack//Infection, Mutation, Outbreak e Quarantine). Miyazaki deixou claro que essa decisão cabe à Bandai Namco, mas incentivou os fãs a pressionarem a empresa por meio dos canais oficiais.
Quanto à Little Tail Bronx – franquia que inclui tail concerto e Solatorobo: Red the Hunter – a resposta foi similar: os direitos permanecem com a Bandai Namco, e a CyberConnect2 não tem autonomia para relançar esses títulos.
O futuro da CyberConnect2 parece dividido entre duas frentes: continuar entregando jogos licenciados de alta qualidade e, paralelamente, consolidar suas próprias criações. Enquanto .hack//Z.E.R.O. marca a primeira incursão da empresa como auto‑publisher em uma franquia estabelecida, Cecile e a reestruturação de Tokyo Ogre Gate representam a aposta em novas IPs que podem definir a próxima década da desenvolvedora.
Para ficar no radar
Fique de olho nos anúncios oficiais da CyberConnect2 e da Bandai Namco nos próximos meses. Se a auto‑publicação for bem‑sucedida, podemos esperar mais títulos da série .hack, além de possíveis lançamentos independentes de suas IPs originais. Enquanto isso, os fãs que desejam remasters de clássicos devem canalizar suas vozes para a Bandai Namco – a pressão coletiva ainda pode mudar o rumo dos próximos lançamentos.


