Dead or Alive 6: Last Round chega como uma reedição da versão de 2019, mantendo a jogabilidade original, mas falhando em atualizar aspectos críticos para o cenário competitivo atual.
O que aconteceu
O título foi desenvolvido e publicado pela Koei Tecmo Games, estando disponível nas plataformas PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC via steam. A edição "Last Round" traz de volta personagens icônicos como Ayane, Kasumi e Ryu, além de introduzir modos de jogo como doa quest, que funciona como um tutorial estendido com desafios específicos por luta.
Visualmente, o jogo apresenta pequenas melhorias de nitidez em comparação ao lançamento original, embora a diferença seja sutil durante partidas rápidas. O preço de lançamento foi de US$39,99, com a possibilidade de testar alguns personagens gratuitamente antes da compra.
Como chegamos aqui
O núcleo de combate permanece fiel ao design clássico da série: botões de soco, chute, agarrar e segurar combinam-se com direções para criar ataques variados. A mecânica de "hold" e contra‑ataques recompensa leituras precisas dos movimentos adversários, enquanto o gerenciamento de medidor e a movimentação 3D (sidestepping, ataques orbitais) completam a experiência.
- Modos de jogo: Versus local e online, ranking, casual, modo história caótico e DOA Quest com desafios por luta.
- Apresentação visual: Texturas levemente aprimoradas, porém pouco perceptíveis durante combates intensos.
- Preço: US$39,99, considerado razoável para uma reedição, com opção de teste gratuito.
Entretanto, duas deficiências técnicas comprometem a proposta de um título competitivo. Primeiro, a ausência de rollback netcode – tecnologia que corrige atrasos de latência em tempo real – coloca o jogo em desvantagem frente a concorrentes que já adotam esse padrão. Segundo, a falta de crossplay impede que jogadores de diferentes plataformas se enfrentem, fragmentando ainda mais a comunidade.
Além disso, o modelo de monetização inclui diversos trajes pagos, alguns dos quais já estavam disponíveis como DLC na versão original. Personagens como Mai e Kula ainda exigem pagamento para desbloqueio, criando barreiras adicionais para novos jogadores que desejam acessar o conteúdo completo.
O que vem depois
Sem rollback netcode ou suporte a crossplay, o modo online de Dead or Alive 6: Last Round enfrenta dificuldades para atrair e manter uma base de jogadores ativa. A comunidade competitiva pode migrar para títulos que ofereçam experiência online mais fluida, como Tekken 7 ou Mortal Kombat 11, que já incorporam rollback e opções de crossplay.
Para a Koei Tecmo, a solução passa por atualizações de rede que introduzam rollback e, possivelmente, um sistema de crossplay. Caso contrário, a dependência de DLCs pagos pode afastar tanto jogadores casuais quanto competitivos, reduzindo a longevidade do título.
Para ficar no radar
Mesmo com suas limitações, Dead or Alive 6: Last Round mantém uma jogabilidade sólida e um preço competitivo, o que pode atrair fãs da série que buscam uma experiência de luta clássica sem grandes investimentos. No entanto, quem prioriza o multiplayer online deve considerar alternativas que já suportam rollback e crossplay.
Em resumo, a reedição entrega o que a versão original oferecia, mas deixa de evoluir nos aspectos críticos para o cenário atual de jogos de luta.


