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DJI Romo 2: robô aspirador escala degraus e promete privacidade local — mas resolve o vazamento de câmera?

· · 4 min de leitura
Jovem fazendo alongamento em tapete, enquanto o Romo 2 aspira o chão ao fundo
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A DJI colocou no mercado o Romo 2, segunda geração de seu robô aspirador que promete subir degraus de até dois centímetros, operar com ruído reduzido e — o ponto mais sensível — processar dados de navegação e câmera apenas no dispositivo, sem nuvem obrigatória. O anúncio chega meses após o modelo original ser exposto com falhas que permitiam acesso remoto à câmera e controle do aparelho via MQTT sem autenticação.

O que aconteceu

A fabricante chinesa, conhecida por drones e estabilizadores, apresentou a linha Romo 2 com três pilares de marketing: sucção mais forte, navegação que vence soleiras e tapetes altos, e um modo "local-only" que mantém mapas, imagens e logs dentro do próprio robô. O comunicado oficial não detalha especificações técnicas como potência em pascals, autonomia em metros quadrados ou nível de ruído em decibéis — números que a DJI costuma divulgar para drones, mas omitiu aqui.

O recurso de escalada de obstáculos é a novidade física mais visível: o conjunto de rodas e suspensão foi redesenhado para transpor desníveis que travavam a geração anterior. Em demonstrações controladas, o aparelho sobe degraus de entrada de banheiro e bordas de tapete grosso sem travar. A promessa de silêncio aparece como "mais silencioso que o modelo anterior", sem referência comparativa objetiva.

Como chegamos aqui

O primeiro Romo estreou com a proposta de unir navegação visual avançada — herdada da expertise da DJI em visão computacional para drones — a um aspirador robô premium. O problema apareceu quando pesquisadores de segurança descobriram que o protocolo MQTT usado para comunicação interna expunha a câmera frontal e permitia comandos de movimento sem senha. Qualquer pessoa na mesma rede, ou com acesso ao broker exposto, podia vigiar a casa e pilotar o robô.

A falha não era teórica: houve demonstrações públicas de acesso remoto à câmera em tempo real. A DJI lançou correções de firmware, mas a arquitetura dependia de nuvem para funções básicas, o que manteve a superfície de ataque ampla. A confiança do público técnico — justamente o alvo de um produto "pro" — ficou abalada. Fóruns de automação residencial e comunidades de privacidade digital passaram a recomendar bloqueio do dispositivo no firewall ou descarte.

O que vem depois

O modo local do Romo 2 é a resposta direta: mapas, reconhecimento de objetos e streaming de câmera ficam no processador embarcado. A nuvem passa a ser opcional, usada só para atualizações de firmware e integração com app fora de casa — se o usuário autorizar. Na prática, isso reduz a superfície de ataque, mas não elimina riscos: vulnerabilidades no stack de rede local, falhas no app móvel ou backdoors no firmware ainda são possíveis.

Outros pontos que a DJI não esclareceu:

  • Se o modo local funciona 100% offline ou exige ativação inicial na nuvem
  • Qual processador roda a visão computacional e se recebe atualizações de modelo de IA
  • Política de retenção de logs locais e se há telemetria oculta
  • Preço e disponibilidade no Brasil — o modelo anterior não teve lançamento oficial por aqui

Para quem já tem o Romo original, a DJI prometeu atualização de firmware trazendo parte das melhorias de navegação, mas a arquitetura de nuvem permanece. A escalada de degraus depende de hardware novo e não virá por software.

O que falta saber antes de comprar

A aposta da redação: o Romo 2 só vale a pena se auditorias independentes confirmarem que o modo local é genuíneo e sem vazamentos laterais. Histórico da DJI em drones mostra boa engenharia, mas resposta a incidentes de segurança costuma ser lenta e pouco transparente. Quem precisa de aspirador robô hoje e não quer apostar em promessas encontra no mercado opções com Home Assistant nativo, sem nuvem, e histórico de código aberto — como modelos da dreame ou Roborock com firmware Valetudo. O Romo 2 entra na lista de "observar por seis meses" antes de recomendar.

Perguntas frequentes

O DJI Romo 2 funciona sem internet?
Sim, a DJI anuncia um modo "local-only" que processa navegação, mapas e câmera no próprio aparelho. A nuvem fica restrita a atualizações e acesso remoto opcional pelo app.
O Romo 2 sobe degraus de verdade?
Segundo a fabricante, o novo sistema de suspensão e rodas permite transpor desníveis de até dois centímetros, como soleiras de banheiro e bordas de tapetes grossos.
As falhas de segurança do primeiro Romo foram corrigidas?
A arquitetura mudou para processamento local, o que reduz a superfície de ataque. Porém, não há auditoria independente pública confirmando a eliminação total de vulnerabilidades.
Quando o Romo 2 chega ao Brasil?
A DJI não anunciou lançamento oficial no Brasil. O modelo anterior também não teve distribuição autorizada por aqui.
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