O desfecho visceral da segunda temporada de Dorohedoro
O 11º episódio de Dorohedoro — anime baseado no mangá de culto de Q Hayashida — encerrou o segundo ano da produção com uma revelação que mudou completamente o status quo da trama. A série, que mistura horror corporal, comédia absurda e um mundo distópico, atingiu um ápice de tensão ao confirmar a natureza bizarra da conexão entre os personagens Kai e Aikawa, preparando o terreno para uma terceira temporada já confirmada.
Para quem não conhece, Dorohedoro se passa em um universo dividido entre o "Hole" (um lugar de miséria e experimentos mágicos) e o mundo dos feiticeiros. O anime acompanha Caiman, um homem com cabeça de réptil que busca recuperar suas memórias, enquanto navega por uma rede complexa de conspirações, violência gráfica e uma estranha afeição por gyoza.
Os pontos altos do episódio 11
- A revelação de Kai e Aikawa: O momento central do episódio é a confirmação de que Kai e Aikawa habitam o mesmo corpo. A sequência, extremamente visceral e carregada de horror corporal, mostra a espinha dorsal e as entranhas sendo ejetadas de forma brutal, solidificando o estilo único da autora Q Hayashida.
- O destino trágico de Natsuki: A personagem, que vinha sendo um dos alívios cômicos e um ponto de luz na trama, encontra um fim abrupto nas mãos de Kai. Sua morte serve para demonstrar a megalomania desprovida de empatia do vilão, contrastando com a inocência da personagem.
- A dinâmica dos Cross-Eyes: Enquanto a família de En parece desmoronar, o grupo dos Cross-Eyes (feiticeiros que operam nas sombras) demonstra uma camaradagem surpreendente. A preocupação de Dokuga e Tetsujo em proteger seus aliados oferece um respiro emocional antes do caos final.
- Transformações e magia: O episódio explora ainda mais as capacidades dos feiticeiros, incluindo o uso de magia para transição de gênero, um elemento que aprofunda a construção de mundo da obra. A habilidade de Nikaido e Asu de transitar entre formas físicas reforça como a magia em Dorohedoro é tratada de forma cotidiana, mas perigosa.
- Coreografia de combate: O confronto entre Nikaido e Tetsujo destaca a qualidade da direção de arte desta temporada. O uso de elementos ambientais, como o aquário e as águas-vivas, cria uma atmosfera claustrofóbica que eleva o nível das lutas, mantendo o ritmo frenético característico da franquia.
Dorohedoro consegue equilibrar momentos de humor pastelão, como o sangue jorrando de forma cartunesca durante uma luta séria, com o horror visceral que define a essência da obra de Q Hayashida.
A transição do mangá para a tela tem sido elogiada por preservar a energia caótica e o design de personagens singular. O fato de estarmos aproximadamente na metade da história original, com a 13ª edição de um total de 23 volumes adaptada, sugere que a terceira temporada será um passo crucial para o encerramento da saga.
O que falta saber
- Datas e o que vem depois: Embora a terceira temporada tenha sido confirmada, ainda não temos uma data de lançamento oficial. O anúncio rápido após o final do episódio 11 indica que o comitê de produção deseja manter o ímpeto da série, evitando o hiato de seis anos que ocorreu entre a primeira e a segunda temporada.
- O destino de Nikaido: Com a revelação sobre a dualidade de Aikawa, a relação de Nikaido com seu amigo gyoza-lover está em xeque. Ela confia nele, mas o horror que presenciou coloca em dúvida se o Aikawa que ela conhece ainda existe ou se foi totalmente consumido por Kai.
- O papel de En: Após os eventos recentes, resta saber como os remanescentes da organização de En reagirão ao ressurgimento de Kai. O poder e a influência que ele exercia sobre seus subordinados agora parecem frágeis diante da ameaça que se revelou.


