O drama de 1987 End of the Line, estrelado por Kevin Bacon, arrecadou menos de US$ 50 mil nas bilheterias e praticamente desapareceu dos debates cinematográficos.
End of the Line arrecada menos de $50 mil
Produzido com um orçamento estimado em US$ 3 milhões, o filme foi lançado em circuito limitado, começando por cidades como Little Rock e Memphis antes de chegar a Nova Iorque. Mesmo com a presença de Bacon, ainda em alta após Footloose, a produção mal superou a marca dos quarenta mil dólares. O número, embora não oficial, vem de fontes como The Numbers e reflete um desempenho que pode ser considerado um flop por qualquer métrica da indústria.
Contexto: por que importa
Para entender a relevância desse fracasso, é preciso lembrar o momento da carreira de Bacon. Após o sucesso de Footloose (1984), ele tentou fugir da fama, admitindo em entrevista que “rejeitou” a popularidade e buscou projetos mais “sérios”. End of the Line acabou sendo um experimento de auto‑sabotagem que acabou por reforçar a percepção de que o ator não conseguia encontrar um nicho consistente.
Além disso, o filme marcou a estreia do diretor Jay Russell, que mais tarde dirigiria My Dog Skip, um sucesso crítico e comercial. O contraste entre o início tímido e o posterior êxito de Russell ilustra como um primeiro passo mal‑sucedido não determina necessariamente a trajetória de um cineasta.
Reação dos fãs e do mercado
O público que acompanhou Bacon nos anos 80 não recebeu bem End of the Line. As avaliações são escassas, mas o Rotten Tomatoes registra apenas 60% de aprovação, baseado em cinco críticas, das quais apenas uma provém de um crítico de destaque – Roger Ebert. Ebert deu duas de quatro estrelas, descrevendo o filme como “pertencente a tempos mais inocentes” e criticando a falta de credibilidade dos personagens principais.
Já Janet Maslin, do The New York Times, elogiou a performance de Bacon, mas considerou a ambientação de Clifford, Arkansas, como “energética no início e abandonada depois”. Essa dualidade – elogios pontuais ao ator, mas desaprovação geral ao roteiro e à direção – ajudou a consolidar o filme como um ponto baixo na filmografia de Bacon.
- Bilheteria: ~$42.000 nos EUA.
- Orçamento: cerca de $3 milhões (est. AFI).
- Nota Rotten Tomatoes: 60% (5 críticas).
- Críticas principais: Roger Ebert (2/4), Janet Maslin (negativa).
O mercado de home video acabou por dar uma segunda vida ao filme, que hoje está disponível gratuitamente em plataformas como Tubi. Contudo, a presença em streaming não alterou a percepção histórica da obra.
O que esperar
Embora End of the Line seja praticamente um item de colecionador para os fãs de cinema dos anos 80, ele oferece alguns insights interessantes:
- Estudo de caso de carreira: mostra como decisões artísticas podem impactar a trajetória de um ator em ascensão.
- Exemplo de lançamento limitado: ilustra os riscos de uma distribuição regional antes de um rollout nacional.
- Visão sobre o cinema de trabalhadores: apesar das falhas, o filme tenta retratar a luta de pequenos sindicatos contra corporações, um tema ainda relevante.
Para os cineastas independentes, a história de End of the Line serve como alerta sobre a importância de alinhar orçamento, distribuição e expectativa de público. Para os fãs de Bacon, o filme permanece como um ponto de curiosidade, um capítulo obscuro que contrasta com seus sucessos posteriores, como Tremors (1990) e My Dog Skip (2000).
Para ficar no radar
Mesmo que o filme tenha sido esquecido, ele ainda aparece em listas de flops dos anos 80 e pode ser citado em análises sobre a carreira de Bacon ou sobre a evolução de diretores como Jay Russell. Não há planos anunciados para restaurar ou relançar a obra em formatos premium, mas sua disponibilidade em streaming garante que curiosos ainda possam assisti‑lo, talvez para entender melhor o que deu errado.
Em suma, End of the Line funciona como um lembrete de que nem todo projeto com nome de estrela garante sucesso, e que o mercado cinematográfico pode ser tão imprevisível quanto um trem desgovernado.


