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Final Fantasy VII Revelation: 3 conceitos que vão guiar a trilogia até 2027

· · 4 min de leitura
Jogador de FFVII faz agachamento segurando controle, ao lado garrafa d'água e barra de proteína
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TL;DR: Em painel na PAX West, a Square Enix confirmou que Final Fantasy VII Revelation chega na primavera de 2027 para PS5, switch 2, xbox series x|s e PC. Os diretores Naoki Hamaguchi e Teruki Endo apresentaram os conceitos de cada jogo da trilogia — Reunion, Bonds e Resolve — e defenderam que o projeto existe para transformar FF7 em um IP com futuro em evolução.

Final Fantasy VII Remake: Reunion como ponto de partida

O primeiro jogo da trilogia trouxe o conceito de Reunion — reencontro com personagens, com a cidade de midgar e com um clássico de 1997. Foi a porta de entrada para uma geração que talvez nunca tenha jogado o original no PS1, e o argumento de venda sempre foi esse: usar a tecnologia moderna para reintroduzir o mundo sem renegar o que existia antes.

Para os diretores, Remake também serviu para calibrar o tom. A direção de arte bebeu em advent children — o longa-metragem em CG lançado após o jogo original — como referência visual máxima. O resultado é o que a equipe chama de experiência cinematográfica gamificada:战斗 em tempo real, mas com enquadramentos e scale típicas de filme.

Final Fantasy VII Rebirth: Bonds como motor narrativo

Em Rebirth, a palavra-chave muda para Bonds — laços. O segundo capítulo expandiu o mapa mundo, abriu espaço para side content densa e aprofundou a relação entre Cloud, Tifa, Aerith, Barret e o restante do elenco. Foi onde a Compilation de FF7 — livros, filmes, games paralelos — começou a sangrar para dentro da narrativa principal, com novos mistérios plantados ao longo do caminho.

A lógica apresentada pelos diretores é direta: quem já conhece a história precisa de recompensa, e quem não conhece não pode ficar de fora. Os mistérios novos servem para os dois públicos ao mesmo tempo.

Final Fantasy VII Revelation: Resolve para fechar o arco

Revelation — o capítulo final — gira em torno de Resolve. Segundo a apresentação na PAX West, o desfecho será construído pelas "decisões acumuladas" do jogador ao longo da trilogia, caminhando para um clímo dirigido pelo "próprio ímpeto" do playthrough.

Em termos práticos, isso provavelmente se traduz em: variação de cenas-chave dependendo de como você jogou Remake e Rebirth, ramificações que conectam os saves entre plataformas (Square Enix já confirmou cross-save via nuvem), e epílogos com peso emocional diferente. Nada disso foi detalhado em números, mas a direção é clara: o time quer que a conclusão de FF7 pareça consequência da sua jornada, não de um roteiro engessado.

Comparativo rápido: os três conceitos da trilogia

JogoConceitoFoco narrativoJanela de lançamento
Final Fantasy VII RemakeReunionRetorno a Midgar, encontro com o elencoLançado (2020)
Final Fantasy VII RebirthBondsLaços entre personagens, expansão de mundoLançado (2024)
Final Fantasy VII RevelationResolveClímax, decisões acumuladas, encerramentoPrimavera de 2027

O que a Square Enix disse — e o que isso significa na prática

A equipe listou três motivações para a existência da trilogia remake. A primeira é tecnológica: o que era impossível em 1997 virou viável agora. A segunda é respeito temático: as mensagens centrais de FF7 — identidade, meio ambiente, colonialismo corporativo, perda — continuam atuais. A terceira é afetiva: "reunir-se com os fãs" foi citada como combustível.

Mas o ponto mais ambicioso ficou no final do painel. Segundo os diretores, o projeto existe para passar FF7 adiante para quem vem depois — uma geração que ainda nem jogou o primeiro Remake. A ideia é que daqui a décadas existam novos fãs entrando pelo capítulo final, sem precisar ter vivido o original de 1997. Para isso, a Compilation (que inclui Advent Children, dirge of cerberus, crisis core e livros) continua sendo expandida como tecido conjuntivo.

Em outras palavras: a Square Enix não está tratando Revelation como um ponto final, e sim como uma fundação. A trilogia é o berço de um IP com "futuro em evolução" — expressão usada literalmente no painel.

Veredito: o que isso muda para o fã brasileiro

Se você jogou o original em 1997, a trilogia já entregou o que prometeu: um encontro respeitoso com a história, sem repeti-la. Rebirth aprofundou o que Remake plantou, e Revelation se apresenta como o capítulo de fechamento emocional.

Se você entrou agora, sem nostalgia de PS1, a trilogia foi desenhada para te pegar pela mão — os novos mistérios recompensam veteranos, mas não dependem deles para funcionar. A janela de 2027 dá à Square Enix espaço para polir o sistema FITS de combate, integrar cross-progression com estabilidade e entregar um final à altura do peso da franquia.

O risco continua sendo o mesmo desde o primeiro Remake: promessas narrativas grandes demais, em um jogo com expectativa de fechamento absoluto. FF7 carrega mais de duas décadas de afeto acumulado — e qualquer final será medido por esse acúmulo. Os diretores sabem disso. Resta saber se o "Resolve" vai soar como consequência ou como promessa.

Perguntas frequentes

Quando sai Final Fantasy VII Revelation?
Final Fantasy VII Revelation está previsto para a primavera de 2027, segundo a Square Enix no painel da PAX West. O jogo será lançado para PlayStation 5, Switch 2, Xbox Series X|S e PC (Windows, Steam e Epic Games Store).
Qual é o conceito de Final Fantasy VII Revelation?
O conceito central é Resolve — o desfecho da trilogia será construído pelas decisões acumuladas do jogador ao longo dos três jogos, caminhando para um clímax dirigido pelo próprio ímpeto do playthrough.
A trilogia de FF7 Remake substitui o Final Fantasy VII original?
Não. A trilogia Remake funciona como uma releitura expandida, integrando elementos da Compilation (Advent Children, Dirge of Cerberus, Crisis Core e materiais literários). Os diretores afirmam que o projeto quer passar FF7 adiante para uma nova geração, não substituir o clássico de 1997.
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