final fantasy XVI chegou ao ps plus Extra em 16 de junho de 2026, trazendo ao catálogo da assinatura um dos títulos mais controversos da franquia.
O que aconteceu?
A Square Enix lançou Final Fantasy XVI (FFXVI) como um RPG de ação intenso, abandonando boa parte da fórmula tradicional de turn‑based. O jogo foi recebido com opiniões divididas: alguns elogiaram a direção cinematográfica e os chefões épicos, enquanto outros criticaram a escassez de elementos típicos de JRPGs e a quantidade de side quests repetitivas.
Com a inclusão no PS Plus Extra, a Sony abriu a porta para milhões de jogadores que ainda não tinham experimentado a nova cara da série. Mas a grande questão que surge é: como aproveitar esse título sem desperdiçar tempo?
Como chegamos aqui?
Para entender a recomendação de pular certas partes, precisamos analisar três pilares que definem a experiência de FFXVI:
- Combate cinematográfico: o sistema de luta é fluido, com combos, esquivas e habilidades de invocação que lembram títulos como Devil May Cry e God of War. Essa camada de ação é o coração do jogo.
- Progressão de personagem: embora haja um sistema de níveis, a maior parte da evolução vem de desbloquear novas armas e magias ao avançar na história.
- Conteúdo de apoio: missões secundárias, caçadas de monstros e colecionáveis que, em teoria, ampliam a sensação de RPG.
Na prática, o primeiro e segundo itens entregam momentos memoráveis – especialmente os confrontos contra os eikons, criaturas colossais que desafiam a gravidade. Já o terceiro ponto costuma ser o vilão da experiência, pois muitas side quests são meros “filler” que diluem o ritmo.
Por que o combate brilha?
Os chefões de FFXVI são projetados para serem espetáculos visuais. Cada batalha tem múltiplas fases, transições de câmera dignas de cinema e um design de inimigo que exige leitura tática. Essa abordagem faz o jogo se destacar em um catálogo saturado de títulos de ação.
Onde o jogo tropeça?
As side quests, em sua maioria, seguem o velho modelo de “buscar item X, falar com NPC Y”. O problema não é a quantidade, mas a qualidade: diálogos extensos, recompensas genéricas e pouca influência na trama principal. Jogadores que buscam uma experiência enxuta podem sentir que o tempo gasto nessas missões é desperdiçado.
O que vem depois?
Se você já garantiu o acesso ao título via PS Plus, a estratégia recomendada é simples:
- Inicie a campanha principal e siga os marcos de história sem interrupções.
- Salte side quests que não ofereçam recompensas únicas de equipamento ou habilidades de combate.
- Reserve caçadas de monstros (monster hunts) para momentos de pausa – elas mantêm o ritmo de combate e dão boas recompensas.
- Revisite áreas após a conclusão da história caso queira explorar colecionáveis ou segredos que não impactam o enredo.
Essa abordagem garante que você vivencie os momentos mais impactantes – como a batalha contra o primeiro Eikon, a sequência da “Tempestade de Fogo” em Valisthea e o desfecho épico – sem se perder em diálogos que não acrescentam nada.
“A grande sacada de FFXVI está nos chefões; ignore o resto e você ainda terá uma das melhores experiências de ação dos últimos anos.” – opinião da redação.
Onde isso pode dar
Ao adotar essa forma de jogar, o PS Plus pode transformar FFXVI num ponto de entrada para novos fãs da franquia. Jogadores que nunca tocaram um Final Fantasy podem se apaixonar pelo visual e pela intensidade dos combates, e, posteriormente, explorar títulos mais tradicionais da série.
Entretanto, há riscos. Se a comunidade aceitar a ideia de “pular side quests”, a Square Enix pode receber menos feedback sobre esses conteúdos, o que pode influenciar futuras iterações da série. Além disso, jogadores que esperam uma experiência de RPG completa podem se sentir frustrados ao perceber que grande parte do mundo está vazia de narrativa substancial.
Em resumo, o título brilha quando focado na ação e nos momentos de história. A decisão de ignorar o conteúdo secundário não diminui a qualidade do jogo, mas redefine o que consideramos “jogar um Final Fantasy”.
Para ficar no radar
Fique atento a possíveis atualizações de conteúdo pós‑lançamento. A Square Enix costuma lançar DLCs que expandem a história ou adicionam missões mais elaboradas. Caso isso aconteça, reavaliar a estratégia de pular side quests pode ser necessário.
Enquanto isso, aproveite o que há de melhor em FFXVI: combates épicos, narrativa cinematográfica e a chance de descobrir que, mesmo num título tão polarizador, há muito a se curtir – desde que você saiba onde focar seu tempo.


