Firestarters chega ao Steam Early Access em 28/10/2026, prometendo combinar tiroteios de arena com movimentação em rocket‑skates e uma trama estilo visual novel.
O anúncio da Studio Kerosene trouxe um trailer que já divide a comunidade: alguns veem a proposta como uma lufada de ar fresco para o gênero FPS, enquanto outros temem que o modelo Early Access possa deixar o jogo inacabado por tempo indeterminado. Neste artigo, analisamos os pontos fortes e fracos do título, exploramos sua mecânica e discutimos se vale a pena colocar o dinheiro no bolso agora.
Quando Firestarters chega ao Early Access?
O jogo será disponibilizado na Steam a partir de 28 de outubro de 2026. A estreia será marcada pelo lançamento do Episódio 1, que compõe a primeira parte de quatro episódios planejados. Os três episódios restantes deverão chegar como atualizações gratuitas ao longo do período de Early Access, permitindo que a experiência evolua sem custos adicionais para quem já adquiriu o título.
Qual é a proposta de gameplay de Firestarters?
Firestarters coloca o jogador no controle de Kera, uma ex‑delinquente de Okinawa que agora compete em "STEEL", um sangrento esporte de gladiadores operado por uma organização criminosa. A grande sacada é a combinação de tiroteios em ritmo acelerado com a movimentação baseada em rocket‑skates. O battlesuit da Kera oferece armamento clássico de FPS, mas a velocidade de deslocamento vem das patinetas customizadas que permitem deslizar, pular e virar em ângulos impossíveis para um shooter tradicional.
Essa mistura cria um ritmo quase musical: o jogador precisa alinhar tiros enquanto executa manobras de alta velocidade, o que eleva a barra de habilidade e recompensa quem domina a sincronia entre mira e movimento.
Como o sistema de recursos influencia a jogabilidade?
Diferente de muitos shooters que espalham kits de saúde e munição pelo mapa, Firestarters faz o jogador recuperar tudo ao derrotar inimigos. Cada inimigo abatido solta energia e munição que são imediatamente absorvidas, incentivando um estilo de jogo agressivo e fluido. Não há “pontos de recarga” estáticos; a sobrevivência depende da capacidade de manter a pressão sobre o adversário.
- Pró: elimina a necessidade de ficar caçando suprimentos, mantendo o foco na ação.
- Contra: pode tornar os confrontos menos estratégicos para quem prefere táticas de guerrilha.
- Pró: recompensa jogadores habilidosos que conseguem eliminar rapidamente.
- Contra: pode gerar frustração em partidas onde o inimigo domina o ritmo.
O que esperar da narrativa visual novel?
Entre as partidas, o jogo intercala cutscenes no estilo visual novel que aprofundam a história de Kera e o universo de STEEL. Essas sequências são apresentadas em estilo anime, com diálogos escritos e opções de escolha que, segundo a desenvolvedora, influenciam pequenas ramificações de enredo. Embora não prometam múltiplos finais, a presença de storytelling cinematográfico tenta dar peso emocional ao combate, algo que costuma faltar em shooters puramente focados em ação.
Quais são os riscos de comprar um jogo em Early Access?
O modelo Early Access tem duas faces. Por um lado, ele permite que a comunidade participe do desenvolvimento, reportando bugs e sugerindo melhorias. Por outro, há casos de projetos que permanecem em beta por anos, ou que mudam drasticamente de direção, deixando quem pagou inicialmente insatisfeito.
No caso de Firestarters, a Studio Kerosene afirma que o título foi construído em um motor próprio, sem uso de IA de upscaling ou ferramentas generativas, o que pode significar menos dependência de patches corretivos massivos. Ainda assim, a ausência de um histórico de lançamentos anteriores da empresa deixa a promessa de atualizações regulares em aberto.
Onde isso pode dar?
Se a Studio Kerosene conseguir entregar os episódios prometidos dentro de um cronograma razoável, Firestarters tem potencial para se tornar um nicho cult, semelhante a títulos como Quake Champions ou Rogue Company, que encontraram seu público graças a mecânicas inovadoras. Por outro lado, se o desenvolvimento arrastar ou se o balanceamento das rocket‑skates não for refinado, o jogo pode acabar como mais um experimento que desaparece nas prateleiras digitais.
Para quem gosta de FPS e está disposto a experimentar algo novo, o Early Access pode valer a pena como um investimento de risco calculado. Para jogadores que preferem experiências polidas desde o lançamento, talvez seja melhor aguardar o final da fase beta, quando a Studio Kerosene anunciar o “Launch Full”.
Em suma, Firestarters traz uma ideia ousada que pode redefinir como vemos mobilidade em shooters. A pergunta que fica é: a comunidade terá paciência suficiente para acompanhar o desenvolvimento, ou a promessa de velocidade e ação será ofuscada por falhas de produção?


