Flask, o novo deckbuilder indie da Chop Chop Games, acabou de abrir um demo jogável na Steam. O jogo mistura combate automático de homúnculos, cartas‑pote e arte feita à mão, tudo num cenário de alquimia sombria.
Como Flask se posiciona frente a outros deckbuilders?
| Jogo | Gênero principal | Estilo visual | Modo multiplayer | Complexidade de deck |
|---|---|---|---|---|
| Flask | Deckbuilder + roguelike + Autocombate | Desenho à mão, textura áspera, estética de papel | Assíncrono (homúnculos como chefões) | Alto – combina poções e sequências elementares |
| Slay the Spire | Deckbuilder + Roguelike | Pixel art estilizada, animações fluidas | Não (apenas modo single) | Médio – cartas fixas, combos estratégicos |
| Monster Train | Deckbuilder + Estratégia de torres | Arte digital vibrante, animações suaves | Co‑op local e online | Alto – múltiplas linhas de batalha, sinergias complexas |
Quais são os diferenciais de Flask?
Primeiro, a mecânica de autobatalha de homúnculos. Cada criatura tem um conjunto de frascos (cards) que consome em ordem, gerando efeitos como aumento de dano, escudos elementais ou até transformações temporárias. O jogador não controla cada ataque, mas decide a sequência de poções, o que lembra montar um menu de drinks em um bar de alquimia.
Segundo, a arte feita à mão do ilustrador dinamarquês John Kenn Mortensen. Ele traz um visual “grossista” – peles ásperas, olhos vazios e criaturas que parecem saídas de um livro de horror clássico. Essa estética reforça a atmosfera de laboratório decadente e, ao mesmo tempo, dá um charme único que diferencia Flask dos gráficos mais polidos de Slay the Spire e Monster Train.
Terceiro, o modo multiplayer assíncrono. Você pode transformar seu time de homúnculos em um “boss” que outros jogadores enfrentarão. Não há partidas em tempo real, mas a competição por posições no ranking global de sangue ganha adiciona um elemento de replayability que poucos jogos de deck oferecem.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte deckbuilders mas acha que Slay the Spire já fez tudo, Flask traz a novidade da sequência de poções. Para quem gosta de visuals artísticos e não tem medo de algo visualmente “feio”, a arte de Mortensen pode ser exatamente o que faltava para fugir da mesmice. Já os fãs de competição assíncrona vão achar a leaderboard de sangue um incentivo extra para refinar suas combinações.
- Estratégistas de combos: Flask oferece mais camadas de planejamento que Slay, graças às interações elementais entre poções.
- Colecionadores de arte indie: A estética rústica de Mortensen é um prato cheio para quem curte obras de arte manual.
- Competidores de ranking: O modo assíncrono permite desafiar amigos sem precisar de horário marcado.
- Jogadores casuais: A curva de aprendizado pode ser íngreme; talvez seja melhor começar com Slay the Spire antes de encarar Flask.
O que falta saber
Até o momento, a data de lançamento oficial de Flask ainda não foi confirmada. A demo está disponível gratuitamente na Steam, então vale a pena experimentar para ver se o estilo “pote‑e‑homúnculo” combina com seu jeito de jogar. A Chop Chop Games, desenvolvedora dinamarquesa, conta com o apoio da Ghost Ship Publishing – braço editorial dos criadores de Deep Rock Galactic – o que indica que o projeto tem respaldo sólido.
Se você é do tipo que gosta de analisar cada carta antes de montar um deck, prepare-se: Flask exige atenção ao detalhe das sequências de poções, e cada erro pode transformar seu homúnculo em um saco de sangue sem defesa. Por outro lado, quem prefere um ritmo mais fluido pode achar a animação “rígida” da arte um charme nostálgico, lembrando jogos de papel e caneta.
Em resumo, Flask chega como uma proposta ousada dentro do nicho de deckbuilders, misturando mecânicas de roguelike, combate automático e uma estética artesanal que pode conquistar tanto veteranos quanto curiosos do gênero.
Pra onde vai o próximo nível?
Com a demo já no ar, a comunidade tem a chance de moldar o futuro de Flask. Comentários, streams e feedbacks podem influenciar ajustes de balanceamento, especialmente nas combinações de poções. Se a recepção for positiva, podemos esperar um lançamento oficial ainda este ano, possivelmente com expansões que aprofundem o universo alquímico e introduzam novos tipos de criaturas.
Enquanto isso, a melhor forma de acompanhar o desenvolvimento é seguir a página da Steam, o canal oficial da Chop Chop Games e, claro, ficar de olho nos streams da comunidade – quem sabe não rola um “speedrun” de homúnculo em primeira página?


