TL;DR: A temporada 2026/27 da Formula E chega em dezembro com três novos circuitos – Austin (circuit of the americas), brands hatch e zandvoort – e um formato de corrida que se aproxima do da Fórmula 1.
Fato: nova agenda traz três pistas inéditas e formato mais parecido com a F1
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou hoje o calendário da 13ª temporada da Formula E. Além da introdução dos carros elétricos de quinta geração (gen4), a competição contará com três locais nunca antes vistos na categoria: o Circuit of the Americas, em Austin, Texas; o tradicional Brands Hatch, no condado de Kent, Inglaterra; e o histórico Zandvoort, na Holanda. O anúncio também destaca a adoção de um formato de corrida que reduz o número de sessões de qualificação e aumenta a duração da corrida principal, aproximando-se do modelo usado na Fórmula 1.
Contexto: por que importa a expansão para novos circuitos?
Desde sua estreia em 2014, a Formula E tem buscado equilibrar a tecnologia elétrica com a emoção das corridas de rua. A inclusão de três circuitos de alta velocidade – dois fora dos Estados Unidos e um na Europa – representa um marco estratégico:
- Visibilidade global: Austin será a primeira cidade americana a receber duas corridas da categoria, reforçando a presença da Formula E no maior mercado de automobilismo do mundo.
- Herança histórica: Brands Hatch e Zandvoort já foram palco de Grandes Prêmios de Fórmula 1, o que confere prestígio e atrai fãs tradicionais das duas categorias.
- Desafio técnico: Os novos circuitos exigirão adaptações nos carros Gen4, que prometem maior autonomia e potência, testando a engenharia elétrica em pistas mais exigentes.
Além disso, o novo formato de corrida – com sessões de qualificação mais curtas e uma corrida principal mais longa – visa melhorar a narrativa da competição, oferecendo estratégias de pit stop e gerenciamento de energia mais complexas, semelhantes às da Fórmula 1.
Reação dos fãs e do mercado
Nas redes sociais, a comunidade de entusiastas de automobilismo reagiu com entusiasmo. No Twitter, hashtags como #FormulaE2026 e #Gen4 ganharam destaque, enquanto fóruns especializados debatem as implicações técnicas dos novos circuitos. Investidores e patrocinadores também mostraram otimismo, apontando que a expansão para mercados americanos e europeus pode atrair mais acordos comerciais e elevar o valor de mídia da categoria.
Entretanto, alguns críticos levantam questões sobre a logística de transportar equipes e equipamentos para três novos locais, especialmente considerando a necessidade de infraestrutura de carregamento rápido para os carros elétricos. A FIA ainda não divulgou detalhes sobre os acordos de energia nos circuitos, deixando espaço para especulações.
O que esperar da temporada 2026/27
Com o calendário já definido, os olhos da comunidade estão voltados para os primeiros testes dos carros Gen4, programados para o início de 2026. Espera-se que:
- Os veículos apresentem autonomia superior a 300 km em corrida, graças a baterias de estado sólido.
- As equipes explorem estratégias de gerenciamento de energia mais agressivas, aproveitando o maior tempo de pista.
- Os novos circuitos proporcionem corridas mais rápidas, com tempos de volta que podem rivalizar com os da Fórmula 1.
Se tudo correr como planejado, a Formula E pode consolidar sua posição como a principal competição de carros elétricos, competindo diretamente por atenção e investimento com a Fórmula 1.
Para ficar no radar
Os próximos passos incluem a divulgação oficial das datas de cada Grande Prêmio, a liberação de detalhes sobre a infraestrutura de carregamento em cada pista e a confirmação dos patrocinadores que acompanharão a temporada. Fique atento aos anúncios da FIA e dos organizadores locais, pois eles definirão o ritmo da campanha de marketing e a disponibilidade de ingressos para o público.
"A Formula E está entrando em uma fase de maturidade, onde a tecnologia e o espetáculo se encontram em pistas de prestígio mundial", afirmou um porta-voz da FIA.


