O último episódio da série original de Fullmetal Alchemist foi ao ar em 4 de outubro de 2004, apresentando um final alternativo que ainda alimenta debates intensos entre fãs e críticos.
Fato: o final original foi ao ar em 04/10/2004
O anime original, produzido pelo Studio Bones, foi transmitido de 2003 a 2004 e concluiu sua história em 4 de outubro de 2004. Diferente da adaptação posterior, Fullmetal Alchemist: Brotherhood (2009), a versão de 2003 seguiu um roteiro independente após ultrapassar a publicação do mangá de Hiromu Arakawa, que começou a ser serializado em 2001. Quando a série alcançou o ponto em que o mangá ainda não havia avançado, os criadores optaram por escrever um final próprio, que diverge significativamente da conclusão canônica do mangá (finalizado em 2011).
Na versão original, o antagonista Envy fere mortalmente Edward Elric, o irmão mais velho, forçando Alphonse Elric a sacrificar seu próprio corpo para salvar Edward. Edward, em vez de usar a Pedra Filosofal, realiza uma transmutação humana que o envia para um mundo paralelo, deixando os irmãos separados e sem um reencontro definitivo. O desfecho, embora sombrio, oferece um tom mais melancólico e deixa portas abertas para interpretações futuras.
Contexto: por que importa o final alternativo?
Entender o peso desse final requer analisar três fatores principais: a cronologia da publicação, as escolhas narrativas do Studio Bones e a expectativa do público shonen da época.
- Sincronismo com o mangá: O anime de 2003 ultrapassou a história publicada, obrigando os roteiristas a improvisar um encerramento que mantivesse coerência interna.
- Diferenças temáticas: Enquanto o mangá enfatiza a redenção e a restauração da ordem, a série original introduz elementos mais sombrios, como a morte de Edward e a permanência dos Homúnculos como ameaça constante.
- Impacto cultural: Fullmetal Alchemist (2003) foi um dos primeiros shonen a abordar a transmutação humana como tabu, influenciando discussões sobre ética e limites da alquimia em obras posteriores.
Essas escolhas fizeram com que o final fosse visto como corajoso por alguns críticos, mas também como incompleto por outros, já que não oferece a reconciliação completa dos irmãos que o mangá garante.
Reação dos fãs e do mercado
A comunidade online ainda se divide entre quem considera o final original uma obra-prima de narrativa sombria e quem o vê como uma solução apressada. Fóruns, redes sociais e seções de comentários em sites de cultura geek registram debates que remontam a mais de uma década.
Alguns pontos de consenso emergem:
- O final original é elogiado por sua coragem em matar um protagonista principal, algo raro em shonen.
- Os fãs apontam a falta de um reencontro entre Edward e Alphonse como uma lacuna emocional.
- Comparações constantes com Brotherhood (2009) ressaltam a superioridade da adaptação fiel ao mangá em termos de fechamento narrativo.
Do ponto de vista comercial, a série original manteve boas taxas de audiência durante sua exibição, mas não alcançou o mesmo nível de popularidade internacional que a versão de 2009. Ainda assim, as vendas de dvds e blu‑ray da edição de 2003 continuam relevantes, impulsionadas por colecionadores que desejam possuir ambas as versões.
O que esperar nos próximos anos
Com o ressurgimento de debates nostálgicos nas redes sociais, é provável que novas análises aprofundadas apareçam, sobretudo em plataformas de streaming que relançam o catálogo clássico. Além disso, a tendência de revisitar obras antigas para adaptações ou spin‑offs pode abrir espaço para um projeto que explore o universo alternativo da série de 2003.
Possíveis desdobramentos incluem:
- Publicação de um livro de arte ou making‑of que detalhe as decisões de roteiro da temporada final.
- Um spin‑off em formato de OVA que explique o destino dos irmãos após a transmutação de Edward.
- Discussões acadêmicas sobre a ética da transmutação humana, citando Fullmetal Alchemist como estudo de caso.
Enquanto isso, a comunidade continuará a comparar as duas adaptações, usando o final de 2003 como referência para avaliar a fidelidade e a criatividade dos roteiristas. O debate, que já dura 22 anos, mostra que um final alternativo pode permanecer relevante tanto para críticos quanto para fãs, reforçando a importância de analisar cada obra dentro de seu contexto de produção.
Para ficar no radar
Os próximos meses podem trazer novas entrevistas com membros do Studio Bones, além de possíveis relançamentos digitais da série original em plataformas de streaming. Fique atento a anúncios oficiais e a análises de especialistas que podem mudar a percepção pública sobre o final de 2004.


