Brendan Fraser vive seu renascimento — a "Brenaissance" — e The Mummy: Book of the Dead chega aos cinemas no fim de 2026. Mas antes de Rick O'Connell, teve George. O filme de 1997 foi sucesso de bilheteria, envelheceu bem e mesmo assim não ganhou sequência com o elenco original.
O que é George of the Jungle?
Lançado pela Disney em 1997, George of the Jungle adapta o desenho de 1967. Fraser interpreta um homem criado por animais na selva que se apaixona por uma herdeira rica (Leslie Mann) durante um passeio em Burundi. O noivo dela (Thomas Hayden Church) vira o antagonista vaidoso. O filme arrecadou bem e virou favorito da garotada dos anos 90.
Por que o filme funciona até hoje?
Quase 30 anos depois, a comédia continua afiada. O humor é autoconsciente sem ser cínico, não apela para piadas fáceis e convida o espectador para a brincadeira. Fraser equilibra o "bonzinho de verdade" com um físico de quadrinho — e dá coração ao personagem. Os efeitos práticos e a ausência de CGI pesado dão uma textura que filme moderno nenhum replica.
Por que não teve sequência com Brendan Fraser?
Dois fatores mataram a continuação: grana e corpo. The Mummy (1999) foi o verdadeiro divisor de águas na carreira dele. Quando a Disney quis a sequência, não topou pagar o cachê que Fraser já valia. Além disso, o shape exigido para George cobrou preço — dieta low-carb extrema, treino pesado, desgaste real. Fraser estava em outro momento e o estúdio não quis investir.
Como foi a sequência que ninguém pediu?
Seis anos depois, George of the Jungle 2 saiu direto para vídeo. Christopher Showerman assumiu o papel; Julie Benz substituiu Leslie Mann. O filme quebra a quarta parede pra zoar a troca de elenco, mas o charme original sumiu. Nota podre no Rotten Tomatoes confirma: não cola.
Vale a pena reassistir em 2026?
Sim. É daqueles filmes de sábado à tarde que funcionam em qualquer idade. A piada do narrador, o macaco que fala, o elefante que age como cachorro — tudo envelheceu melhor que muito blockbuster moderno. Enquanto The Mummy 4 não estreia, George segue sendo o melhor "filme de selva" do Fraser.
O que ficou para a história
- Hit de bilheteria que não virou franquia por disputa de cachê
- Desgaste físico do ator pesou na decisão de não voltar
- Sequência direto para vídeo enterrou qualquer chance de continuação
- Filme original segue como cult dos anos 90 que realmente envelheceu bem


