hangman, vilão esquecido há quatro décadas, volta em spider-woman #1 e coloca a moral da heroína à prova, enquanto deixa o Justiceiro parecendo brando.
Quem é o Hangman e por que ele voltou em Spider-Woman #1?
Hangman, cujo nome real é Harlan Kruger, surgiu em 1973 na série werewolf by night #11. Originalmente, ele era um justiceiro medieval que utilizava cordas e uma foice para executar criminosos. Em Spider-Woman #1, a marvel o reintroduz como um assassino contratado que fingiu a própria morte e passou a operar nas sombras da máfia nova‑iorquina.
Como o Hangman se compara ao Justiceiro (punisher)?
Ambos são vigilantes que matam criminosos, mas suas motivações divergem drasticamente. O Punisher (Frank Castle) age por vingança após perder a família, focando exclusivamente em alvos que já são reconhecidamente criminosos. Hangman, por outro lado, segue um código moral distorcido: ele elimina não só mafiosos, mas também atores, produtores e até mulheres criminosas que, segundo ele, “corrompem a juventude”. Essa amplitude de alvos o torna mais implacável e, para muitos leitores, mais assustador que o Punisher.
Qual o impacto da volta do Hangman na trama de Spider-Woman?
Spider‑Woman (Jessica Drew) está hospedando o carnage symbiote, o que já a coloca em risco de perder o controle. A presença de Hangman eleva a tensão, pois ele representa o espelho negro da própria corrupção que o simbionte pode provocar. Se Jessica não contiver o Symbiote, pode acabar se tornando tão cruel quanto Hangman; se o derrotar, demonstra que ainda há limites para sua própria justiça.
Quais são as origens e motivações do Hangman?
Kruger cresceu idolatrando heróis de filmes clássicos, desenvolvendo uma visão maniqueísta de “bem x mal”. No exército, foi expulso por torturar prisioneiros de guerra, o que reforçou seu sadismo. Após ser rejeitado pela polícia, adotou a identidade de Hangman e começou a executar criminosos de forma brutal, usando métodos medievais como enforcamento e decapitação. Seu objetivo final, revelado em Spider‑Woman #1, é “purificar” Nova Iorque, eliminando tudo que ele considera corrupto, inclusive sua própria filha, caso ela se torne um obstáculo.
- Enforcamento de mafiosos como mensagem de aviso;
- Assassinatos de produtores de cinema que, segundo ele, contaminam a cultura;
- Imprisionamento e fome forçada de criminosas femininas em masmorras secretas;
- Confrontos diretos com heróis como Werewolf by Night, iron man e, agora, Spider‑Woman.
O que isso significa para os fãs brasileiros de quadrinhos?
Para o público nacional, a volta de Hangman traz duas novidades: uma oportunidade de revisitar um vilão obscuro dos anos 70 e um arco narrativo que mistura horror clássico com a atual obsessão por anti‑heróis. Além disso, a trama abre espaço para discussões sobre justiça vigilante, um tema recorrente nas adaptações brasileiras de Marvel, onde o Punisher costuma ser visto como “excessivamente violento”. Hangman eleva esse debate ao extremo, forçando os leitores a questionarem onde termina a justiça e começa a tirania.
O que falta saber?
Embora Spider‑Woman #1 tenha estabelecido a ameaça, ainda não está claro como a Marvel pretende encerrar o arco de Hangman. A série pode levar a uma ruptura definitiva entre Jessica e o Symbiote, ou ainda usar Hangman como catalisador para um crossover maior envolvendo outros vigilantes. Os próximos números prometem revelar se Hangman será finalmente derrotado ou se continuará a assombrar as ruas de Nova Iorque, talvez até cruzando caminho com o Punisher em futuras edições.


