O filme "cocktail" (1988), dirigido por Roger Donaldson, arrecadou mais de US$ 170 milhões com um orçamento de apenas US$ 20 milhões, mas foi duramente castigado pela crítica. O roteirista Heywood Gould — escritor de livros e séries de TV — confessou que odiou o resultado na época e que a rejeição moldou sua carreira.
Por que Heywood Gould se sentiu tão abalado?
Quando o crítico de cinema da Chicago Tribune perguntou ao autor sobre a recepção, ele respondeu que se sentiu "destruído" pelos críticos, chegando a não conseguir sair da cama por um dia. A pontuação de 11% no Rotten Tomatoes consolidou a percepção de que o filme era superficial e sem profundidade narrativa.
Quais lições Heywood Gould aprendeu com a polêmica?
- Desenvolver uma pele mais grossa – Gould comparou a experiência a um "treinamento básico", afirmando que a crítica o obrigou a não levar as avaliações tão a sério.
- Entender o ciclo de sucesso e fracasso – Ele percebeu que ser “matado” por críticos é parte natural da vida de um roteirista, preparando-o para futuros projetos.
- Separar obra da identidade – O autor reconheceu que o ataque pessoal dos críticos não refletia sua pessoa, mas sim a percepção do filme.
- Aproveitar o humor da cultura pop – Quando "Cocktail" virou alvo de RiffTrax, Gould aceitou a sátira como forma de perpetuar o legado do filme.
- Reavaliar o valor histórico – Anos depois, ele admite que o filme tem um "charme da era Reagan", servindo como cápsula temporal dos anos 80.
Como a crítica moldou a trajetória de Gould?
Antes de "Cocktail", Gould já havia escrito roteiros como "Rolling Thunder" (1977) e "The Boys from Brazil" (1978). Após o fiasco crítico, ele passou a dirigir filmes de TV — "One Good Cop", "Trial By Jury" e "Double Bang" — todos escritos por ele mesmo. A mudança de foco para a direção demonstra a adaptação forçada pela rejeição.
Qual o legado de "Cocktail" hoje?
Embora continue sendo o filme menos bem avaliado de Tom Cruise, "Cocktail" sobrevive como referência cultural: é citado em podcasts, tem comentários de RiffTrax e ainda gera discussões sobre o estilo de vida yuppie dos anos 80. O próprio Gould admite que o tom exagerado do filme agora parece "cativante" para algumas audiências.
Onde a história de Heywood Gould pode nos levar?
O caso ilustra como críticas severas podem transformar um criador. Para roteiristas e cineastas emergentes, a experiência de Gould serve de alerta: a resiliência e a capacidade de reinterpretar o fracasso são tão importantes quanto o talento técnico.
O que falta saber
Embora Gould tenha compartilhado suas reflexões em entrevistas, ainda não há informações sobre projetos futuros que ele planeja desenvolver. A indústria ainda observa se ele usará essa experiência para inovar em novos gêneros ou permanecerá nos bastidores da televisão.
O ranking pode mudar
Se considerarmos a influência de "Cocktail" como um ponto de referência da cultura pop dos anos 80, ele pode subir em listas de filmes que definiram a década, apesar da baixa pontuação crítica. A percepção pública tende a suavizar com o tempo, e o filme já aparece em compilações de "clássicos cult".
Onde isso pode dar
- Novas reedições em blu‑ray com comentários de Gould.
- documentários sobre a era Reagan que usem trechos de "Cocktail" como exemplo.
- Possíveis adaptações de obras de Gould para streaming, aproveitando a experiência de crítica.
Para ficar no radar
Fique atento a anúncios de festivais de cinema retro que possam incluir sessões especiais de "Cocktail". Também é provável que Gould participe de painéis sobre a evolução dos roteiristas nos anos 80, oferecendo insights inéditos sobre a indústria.


