Quatro filmes de fantasia – hocus pocus, hook, legend e dracula (2025) – foram duramente criticados, mas ainda são cults entre o público brasileiro.
O que aconteceu
O Dracula de 2025, dirigido por Luc Besson, tenta reinventar o clássico vampiro como uma tragédia romântica. O filme acompanha um príncipe (Caleb Landry Jones) que, após perder a mulher amada (Zoe Bleu Sidel), desafia a própria morte por séculos em busca dela. Apesar da proposta ousada, a crítica apontou falta de suspense e ritmo irregular, resultando em notas baixas no Rotten Tomatoes.
Já Legend (1985), de Ridley Scott, traz Tom Cruise como Jack, um guardião dos últimos unicórnios, enfrentando o vilão Darkness (Tim Curry). Visualmente, o filme é um banquete de criaturas e cenários que ainda hoje impressionam, mas a simplicidade do roteiro foi alvo de críticas que consideraram a obra rasa.
Hocus Pocus (1993) chegou ao público como uma comédia de bruxas estrelada por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy. O tom campy e a estética dos anos 90 foram julgados por críticos como infantil demais, o que gerou uma pontuação desfavorável. No entanto, a química entre as três atrizes e o espírito festivo fizeram o filme virar um clássico de halloween no Brasil.
Por fim, Hook (1991), de Steven Spielberg, reimagina Peter Pan (Robin Williams) como um advogado que redescobre sua infância ao enfrentar o Capitão Gancho (Dustin Hoffman). A crítica considerou o filme exagerado e sentimental, mas o público valorizou a nostalgia e a mensagem sobre nunca perder a criança interior.
Como chegamos aqui
O ponto de partida para o desapontamento crítico costuma ser a expectativa criada pelos nomes envolvidos. Quando um diretor como Spielberg ou um estúdio grande lança um filme de fantasia, a imprensa costuma elevar o hype. No caso de Dracula, a associação ao estilo visual de Besson gerou a esperança de um espetáculo visual, mas a narrativa melancólica acabou dividindo opiniões.
Em Legend, a década de 80 era marcada por produções de fantasia com orçamentos limitados, e o foco em efeitos práticos acabou sendo visto como antiquado pelos críticos da época. Contudo, para o público brasileiro que cresceu assistindo a filmes de fantasia nos canais de TV aberta, esses efeitos ainda carregam um charme nostálgico.
Já Hocus Pocus sofreu o preconceito de ser rotulado como “filme infantil” pelos críticos, enquanto seu público-alvo – adolescentes e adultos que assistiam ao filme em reprises de TV a cada Halloween – encontrou na obra uma mistura de humor, música e referências culturais que ressoam até hoje.
Hook foi lançado em um período em que Spielberg já era sinônimo de blockbusters familiares. A crítica, porém, esperava algo mais inovador que o já conhecido “Peter Pan”. O filme acabou sendo visto como um esforço comercial, mas o público brasileiro, acostumado a reprises na TV Globo, abraçou a aventura como uma celebração da infância.
Esses quatro casos revelam um padrão: a crítica costuma medir o sucesso por inovação narrativa e coerência tonal, enquanto o público valoriza emoção, nostalgia e identidade visual.
- Expectativa x Realidade: Diretores renomados criam hype que a crítica interpreta como alta exigência.
- Nostalgia: Reprises na TV aberta e em serviços de streaming mantêm viva a memória afetiva.
- Estética: Cenários e figurinos marcantes compensam falhas de roteiro para o público.
- Humor e Camp: Filmes como Hocus Pocus prosperam justamente por não levar a sério a própria premissa.
O que vem depois
Para os fãs brasileiros, a relevância desses filmes vai além das notas de críticos. Eles continuam sendo opções de maratona em plataformas de streaming, como a Netflix e a Disney+, e aparecem em discussões nas redes sociais, especialmente durante datas comemorativas (Halloween para Hocus Pocus, Natal para Hook).
O futuro desses títulos pode incluir relançamentos em formatos 4K, edições especiais com comentários dos diretores e até mesmo novas adaptações ou sequências – como já acontece com Hocus Pocus, que tem um terceiro filme em desenvolvimento.
Enquanto isso, a comunidade geek no Brasil continua defendendo esses filmes em fóruns, podcasts e canais de YouTube, ressaltando que a experiência emocional e a estética única são mais importantes que uma pontuação numérica.
"A crítica pode ser útil, mas não define o que nos faz sentir algo" – observação de fãs recorrentes em grupos de cinema online.
Para ficar no radar
Se você ainda não deu uma chance a esses quatro títulos, vale a pena revisitar cada um com a mente aberta. Avalie o que realmente importa para você: a história, o visual, a nostalgia ou a combinação de tudo isso. Afinal, no universo da fantasia, o que conta é a capacidade de nos transportar para mundos diferentes, mesmo que a crítica não reconheça esse valor.
Em resumo, Hocus Pocus, Hook, Legend e Dracula (2025) permanecem como pilares de um cinema de fantasia que fala direto ao coração do público brasileiro, provando que a opinião dos críticos nem sempre reflete a experiência real dos espectadores.


