O novo auto-battler da HoYoverse, Honkai: Nexus Anima, passou por teste prático no gamescom e virou a cabeça de quem duvidava do projeto: o jogo mistura coleta de criaturas no estilo Pokémon com batalhas automatizadas e deve chegar ao playstation 5.
Hands-on no Gamescom transforma ceticismo em expectativa
Durante a Gamescom, maior feira de jogos da Europa, a HoYoverse — estúdio chinês por trás de Genshin Impact, Honkai: Star Rail e Zenless Zone Zero — disponibilizou uma build jogável de Honkai: Nexus Anima em sua área de negócios. O preview mais recente, publicado pelo Push Square, relata que a impressão inicial era de desconfiança: o anúncio original soou como "mais um spin-off genérico". Mas o tempo de controle mudou o tom. Quem testou descreve a experiência como "um agrado" (a treat, no original), sinalizando que o loop de gameplay funciona melhor do que os trailers sugeriam.
Contexto: por que importa um auto-battler da HoYoverse agora
O gênero auto-battler (batalha automática) ganhou força com Teamfight Tactics, Dota Auto Chess e Super Auto Pets. A premissa: você monta uma equipe, posiciona unidades e assiste às batalhas resolverem-se sozinhas, com decisões estratégicas concentradas na preparação e na gestão de recursos entre rodadas. Honkai: Nexus Anima adiciona uma camada de monster collecting — captura, evolução e sinergias entre criaturas — que remete diretamente à fórmula de Pokémon, mas adaptada para sessões curtas e competitivas.
A HoYoverse domina o modelo gacha free-to-play com mundos abertos e RPG de ação. Um auto-battler representa uma aposta em sessões mais curtas, foco em PvP ranqueado e menor exigência de hardware — o que abre portas para mobile, PC e consoles simultaneamente. A menção explícita ao PS5 no título do preview indica que a versão de console não é afterthought; ela existe e está sendo mostrada a imprensa especializada.
Reação dos fãs e do mercado: da desconfiança à curiosidade
- Comunidade Honkai: fãs da franquia estranharam o desvio de gênero — a série principal é action-RPG ou turn-based strategy, não auto-battler.
- Jogadores de Pokémon: a comparação imediata gerou debates sobre até onde a inspiração vai (mecânicas de tipo, evolução, itens) e onde a identidade própria aparece.
- Imprensa especializada: veículos que cobriram a Gamescom destacaram a qualidade de animação e o "je ne sais quoi" visual da HoYoverse — o tal "weirdest" (mais estranho) do título original, referindo-se ao estilo surreal e à direção de arte que mistura ficção científica, fantasia e horror cósmico.
- Investidores/analistas: veem movimento de diversificação de portfólio; auto-battlers têm custo de produção menor que mundos abertos e LTV (valor de vida do jogador) alto se o meta competitivo engajar.
O que esperar: datas, plataformas e o que ainda não se sabe
Não há data de lançamento confirmada, nem janela oficial para beta aberto ou testes fechados adicionais. O que o hands-on da Gamescom confirma:
- Build jogável em estado avançado o suficiente para imprensa testar em evento grande.
- Versão para PlayStation 5 existe e roda no hardware alvo.
- Loop central — draft de criaturas, posicionamento, sinergias, progressão entre partidas — está funcional e divertido, segundo quem jogou.
Faltam detalhes cruciais: modelo de monetização (gacha de unidades? cosméticos? battle pass?), suporte a cross-play/cross-progression, calendário de temporadas, balanceamento competitivo e se haverá modo single-player robusto ou foco puro em PvP. A HoYoverse costuma revelar esses pontos em livestreams dedicadas meses antes do lançamento.
Para ficar no radar: os próximos passos da HoYoverse no competitivo
Se Honkai: Nexus Anima seguir o padrão do estúdio, espere um closed beta com inscrição via site oficial, seguido de open beta curto e lançamento global sincronizado (PC, mobile, PS5). A Gamescom serviu como vitrine para imprensa ocidental — sinal de que o marketing internacional já começou. Acompanhe os canais oficiais da HoYoverse e a cobertura de eventos como Tokyo Game Show e The Game Awards: anúncios de data e beta costumam aparecer nesses palcos. Para donos de PS5, a mensagem do preview é clara: este não é um port preguiçoso; o controle esteve nas mãos de jornalistas no console da Sony, e a impressão foi positiva o bastante para virar manchete.


