O FPS de vingança I Am Your Beast finalmente estreia no ecossistema Nintendo: a Strange Scaffold confirmou o lançamento para switch e switch 2 em 20 de outubro de 2026, e no mesmo dia solta no PC a DLC prequel Quitting Time, que mostra Alphonse Harding ainda confiando no coronel Burkin antes de tudo desandar.
O que muda com a chegada ao hardware da Nintendo
A versão de Switch marca a primeira vez que o jogo roda em console da Nintendo — o título saiu originalmente no PC (set/2024), depois iOS (fev/2025) e PS5/xbox series (jun/2025). O port para o Switch 2 sugere que a Strange Scaffold já teve acesso ao kit de desenvolvimento do novo hardware, o que costuma indicar otimização pensada para o sucessor e não apenas retrocompatibilidade.
5 motivos para ficar de olho em Quitting Time
- Contexto que o jogo base só insinua: a DLC coloca você na pele de Harding durante missões covertas no Sudeste Asiático, quando ele ainda acreditava na cadeia de comando. Isso recontextualiza cada traição do jogo principal.
- 10 fases totalmente dubladas: não são arenas genéricas — cada nível avança a trama da quebra de confiança entre Harding e Burkin, mantendo a estrutura de sandbox curto e rejogável do original.
- Nova facção inimiga: a Patriotic Defense League entra como antagonista organizada, com táticas diferentes dos mercenários genéricos da campanha base.
- escudo antidistúrbio arremessável: a adição mais chamativa no arsenal; você pode jogar o escudo como projétil, abrindo rotas de speedrun e combinações de combo que não existiam antes.
- Bioma e trilha inéditos: o visual estilizado ganha selva tropical do Sudeste Asiático, e a trilha fica por conta de Kalibration (mesmo compositor de El Paso, Elsewhere 2), garantindo identidade sonora própria.
Por que a estrutura de "arcade FPS" importa mais que o enredo
Diferente de shooters cinematográficos, I Am Your Beast desenha cada fase para ser terminada em minutos, incentivando replays em busca de tempos menores e objetivos secundários. A DLC mantém essa filosofia: as 10 novas missões são quebra-cabeças de movimento e gerenciamento de recursos, não corredores lineares. Para o público brasileiro que cresceu no Counter-Strike e Quake, o loop de "entrar, saquear arma do inimigo, virar o jogo, sair rápido" soa familiar e viciante.
O que ainda não tem data
- Versões de console da DLC Quitting Time (PS5, Xbox, Switch) — a Strange Scaffold só disse "em data posterior".
- Preço da DLC avulsa ou de eventual bundle com o jogo base no Switch.
- Detalhes de performance alvo no Switch 2 (resolução, taxa de quadros, uso de recursos exclusivos do novo hardware).
O veredito
Se você pulou o lançamento no PC por preferir jogar no sofá, a janela de outubro no Switch 2 é o momento ideal — o hardware novo deve rodar o estilo visual limpo do jogo sem engasgos. Quem já platinou a campanha base ganha motivo concreto para voltar: Quitting Time não é apenas "mais fases", mas a peça que fecha o arco trágico de Harding. O risco real é a DLC demorar meses para chegar aos consoles; se o lore te importa, o PC no day one resolve.


