Soyeon, líder do i‑dle, tem se destacado por um visual punk que foge das tendências K‑pop convencionais. Ela combina cortes de cabelo agressivos, peças de metal e toques delicados, mostrando que estilo pode ser tão pesado quanto sua música. Essa lista reúne mais cinco idols que também preferem o caminho menos percorrido quando o assunto é moda.
O que aconteceu
Nos últimos anos, a indústria do K‑pop tem se tornado cada vez mais padronizada: cores pastel, looks coordenados e coreografias sincronizadas. Porém, alguns artistas decidiram quebrar esse molde, usando roupas que lembram cenas de um filme de cyber‑punk ou de um desfile vintage. O artigo original da Soompi trouxe seis nomes que, em 2026, eram referência de estilo não‑mainstream:
- Soyeon (i‑dle) – visual punk com jaquetas de couro, correntes e cortes de cabelo assimétricos.
- Hikaru (Kep1er) – mistura de denim rasgado, botas chunky e detalhes femininos como rendas e joias delicadas.
- Rei (IVE) – estética vintage, glamourosa, com silhuetas retrô que contrastam com o brilho típico do grupo.
- Ningning (aespa) – looks de femme‑fatale, maquiagem marcante e vestidos de corte impecável, quase como se fosse saída de um filme noir.
- Sieun (STAYC) – explosão de babados, laços e acessórios cintilantes que lembram um conto de fadas moderno.
- Chaeyoung (TWICE) – camadas de padrões, silhuetas assimétricas e combinações inesperadas que gritam "mais é mais".
Esses artistas não só influenciam a moda dos fãs, como também inspiram marcas a criar coleções mais ousadas, provando que a criatividade ainda tem espaço no cenário superproduzido do K‑pop.
Como chegamos aqui
O caminho para esse "off‑trend" começou com a própria evolução da cultura digital. Plataformas como Instagram e TikTok dão voz direta aos idols, permitindo que mostrem seus looks do dia a dia sem a mediação dos stylists de empresa. Quando Soyeon postou um visual todo preto com spikes no couro, o meme "quando o chefe pede relatório às 23h" explodiu nos comentários, consolidando seu status de "queen do punk".
Ao mesmo tempo, a crescente busca por autenticidade entre os fãs fez com que artistas explorassem identidades mais pessoais. Hikaru, por exemplo, citou em entrevista que sempre curtiu o estilo grunge dos anos 90, então decidiu incorporar isso nas fotos de ensaio. O resultado: uma mistura de atitude rebelde com toques de feminilidade que virou referência para quem quer fugir do "look de grupo".
Rei aproveitou a nostalgia dos anos 70, trazendo vestidos de cintura alta e estampas psicodélicas que lembram capas de discos de rock clássico. Essa escolha foi intencional: ela queria que seu público percebesse que o K‑pop pode dialogar com outras eras da música, sem perder a energia coreana.
Ningning, por sua vez, elevou o conceito de "femme‑fatale" ao usar cortes de cabelo ultra‑lisos, maquiagem de olhos esfumados e vestidos estruturados que lembram protagonistas de filmes de James Bond. Cada look vem acompanhado de um storytelling nas redes, como se fosse um capítulo de um thriller visual.
Sieun abraçou o lado mais doce da moda, mas sem cair no clichê pastel. Rendas, brilhos e laços são combinados com cores neon e silhuetas futuristas, criando um contraste que deixa qualquer fã "tchurururu" (referência ao meme de surpresa). E Chaeyoung? Ela literalmente virou a personificação do "overkill" fashionista: camadas de estampas diferentes, peças oversized e acessórios que parecem ter sido coletados de um brechó de luxo.
Essas escolhas não são aleatórias. Cada idol tem seu histórico de influências: Soyeon sempre foi fã de bandas de rock coreano, Hikaru cresceu ouvindo Nirvana, Rei tem um gosto por moda vintage, Ningning admira ícones de cinema noir, Sieun coleciona itens de K‑fashion dos anos 2000, e Chaeyoung se inspira em streetwear japonês. Quando esses gostos se encontram com a visibilidade global, o resultado é um estilo que foge do mainstream e cria novas tendências.
O que vem depois
O futuro da moda K‑pop parece estar cada vez mais descentralizado. Com a democratização das redes sociais, mais idols terão liberdade para experimentar sem a necessidade de aprovação de grandes agências. Espera‑se que novas subculturas surgam, como "cyber‑goth" ou "retro‑future", impulsionadas por artistas que já mostraram que é possível ser autêntico e ainda vender milhões de álbuns.
Além disso, marcas internacionais de streetwear já começaram a fechar parcerias com esses idols, lançando linhas cápsula que misturam o melhor da cultura ocidental e oriental. Se Soyeon lançar uma jaqueta de couro com patches personalizados, não será surpresa vê‑la nas vitrines de lojas em Tóquio, Nova‑York e São Paulo.
Para os fãs, a mensagem é clara: acompanhem os perfis dos idols, porque cada post pode ser a próxima inspiração de guarda‑roupa. E, quem sabe, o próximo look que vai viralizar não será o de um trainee ainda desconhecido, mas alguém que decidiu abraçar o que ninguém mais ousa usar.
Para ficar no radar
Se você curte acompanhar tendências fashionistas dentro do universo K‑pop, vale a pena seguir esses perfis no Instagram e TikTok:
- @soyeon_i_dle – looks punk, acessórios de metal e cortes ousados.
- @hikaru_kep1er – denim rasgado, botas chunky e detalhes delicados.
- @rei_ive_official – glamour vintage com toques modernos.
- @ningning_aespa – femme‑fatale, vestidos estruturados e maquiagem de impacto.
- @sieun_stayc – babados, laços e brilho em dose máxima.
- @chaeyoung_twice – camadas, padrões e experimentação sem limites.
Fique de olho nas hashtags #KpopFashion, #IdolStyle e #NonMainstream para não perder nenhuma novidade. Afinal, no K‑pop, o próximo visual icônico pode surgir a qualquer momento – e talvez já esteja a caminho de virar meme.


