Insidious: Out of the Further chega aos cinemas em 21 de agosto de 2026 como a sexta entrada da franquia iniciada por James Wan e Leigh Whannell em 2010. Dirigido por Jacob Chase (de "Come Play"), o filme segue Gemma (Amelia Eve), uma mãe solteira que descobre ser uma "Courier" — alguém capaz de trazer objetos do Além para o mundo real — e precisa impedir que espíritos escapem do purgatório com a ajuda do fantasma de Elise Rainier (Lin Shaye). A crítica do SlashFilm dá 7/10, elogiando os sustos e o humor, mas apontando roteiro previsível.
Quem é Gemma e qual seu papel em Insidious: Out of the Further?
Gemma, vivida por Amelia Eve, é uma higienista dental e mãe solteira da pequena Maya (Island Austin). Ela mora na casa da infância, marcada pelo trauma de ter sido criada por uma mãe aparentemente instável, Ingrid (Laura Gordon). Quando visões horrendas começam a assombrá-la e seu comportamento passa a espelhar o da mãe, Gemma descobre que viaja involuntariamente para o Além — a dimensão entre Céu, Terra e Inferno estabelecida nos filmes anteriores — e que possui a habilidade rara de "Courier": transportar itens e entidades entre os dois mundos.
Como o filme conecta com a mitologia dos filmes anteriores?
O Além continua sendo o playground central da franquia. O longa traz de volta Elise Rainier (Lin Shaye), falecida desde 2011 na cronologia, agora como guia espiritual. O novo vilão, Cyrus, funciona como inverso de Elise: alguém que viveu no mundo real, entende o poder do Além, mas quer usá-lo para o mal. Diferente das entidades mudas de outrora (Demônio Batom, Noiva de Preto, Mulher de Branco, Homem Que Não Respira, Keyface), Cyrus fala bastante — escolha ousada que nem sempre funciona, mas abre portas para um "Freddy Krueger" próprio da saga. Referências visuais a "O Massacre da Serra Elétrica", "Os Estranhos" e "Zumbi 2" de Lucio Fulci aparecem para fãs atentos.
O terror funciona ou é só mais do mesmo?
Funciona — e muito. Jacob Chase, que projetava e comandava a casa assombrada anual "Big Worm's Sherwood Scare" em Los Angeles, traz expertise de parque de diversões para o set. A sequência do forte de travesseiros que vira versão do Além dos "Backrooms" é destaque: claustrofóbica, ritmada e feita para virar labirinto no Halloween Horror Nights da Universal. O filme também explora fobia dentária com cenas de broca e raspagem de tártaro que dão náusea real. O uso de escuridão e expressões faciais uncanny mantém a identidade visual da franquia. O resultado: o melhor terror PG-13 do ano até aqui, segundo a crítica.
Tem humor no meio do terror? Como fica o tom?
Sim, e é a surpresa mais agradável. Não é alívio cômico estilo Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell) dos filmes antigos. O humor está na trama: expressões faciais do namorado policial Nick (Brandon Perea) arrancam risadas genuínas, e a médium tatuadora Clare (Maisie Richardson-Sellers) tem uma gag recorrente com uma toranja que é "tão ridiculamente boba que me rendi e me deixei encantar", nas palavras do crítico. O roteiro entende que o público quer levar susto e se diverte com isso — milho na espiga, nascido no milho, não liga para críticas pedantes quando a diversão fala mais alto.
Quais são os pontos fracos apontados pela crítica?
- Trama de trauma geracional previsível — tendência saturada nos últimos cinco anos.
- Alguns beats emocionais mãe-filha beiram o meloso ("schmaltzy").
- Cyrus, por ser falante demais, perde o mistério que tornava as entidades anteriores icônicas.
- Elementos de história e humor ocasionalmente "cafonas" ("corny").
Vale a pena assistir no cinema?
Se você vai atrás de sustos bem construídos, sim. A experiência coletiva de levar jump scares em sala escura — suspiros virando risadas nervosas — é o core business da franquia e "Out of the Further" entrega isso com maestria. O 7/10 reflete exatamente isso: diversão honesta, técnica sólida, mas sem ambição de reinventar a roda. Para fãs da saga, é prato cheio; para quem espera terror elevado estilo A24, passe longe. A aposta da redação: rende uma boa sessão de sexta à noite com pipoca e gritos, mas não fica na memória além do fim de semana.


