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Jaadugar: A Witch in Mongolia – o making‑of que revela os segredos da animação histórica

· · 5 min de leitura
Treinador demonstrando alongamento de braços enquanto segura tablet exibindo cenas da animação Jaadugar
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Um novo vídeo de bastidores, intitulado "The Making of Jaadugar: A Witch in Mongolia", chegou ao público e revela os detalhes da produção da série animada da Science SARU, baseada no mangá premiado de Tomato Soup.

FATO

O material, divulgado recentemente, traz entrevistas com a diretora executiva Naoko Yamada, o co‑diretor Abel Gongora e o chefe de design de personagens e sakuga Kenichi Yoshida. Nele, a equipe explica como transformou o mangá histórico A Witch's Life in Mongol em animação, abordando questões como a passagem do tempo na narrativa, técnicas de desenho que eliminam linhas externas aos contornos principais e a pesquisa de campo realizada na Mongólia.

Além disso, o vídeo inclui depoimentos dos dubladores Akira Sekine (Sitara), Ami Koshimizu (Törégene) e Jun Saito (Muhammad), que comentam suas interpretações dos personagens. A produção já havia sido reconhecida internacionalmente, com seleção no concurso oficial de TV Films do Festival de Animação de Annecy 2026 e o mangá vencedor do Grande Prêmio da Divisão de Quadrinhos no 55º Prêmio da Associação de Cartunistas do Japão.

Contexto: por que importa

Adaptar obras históricas para o formato anime sempre foi um desafio, pois exige equilibrar precisão cultural e ritmo narrativo. No caso de Jaadugar, a ambientação no império mongol do século XIII traz questões de escala, vestimenta, arquitetura e, sobretudo, da percepção do tempo – algo que o mangá trata de forma mais estática.

A escolha de Naoko Yamada como diretora executiva traz ainda mais peso ao projeto. Conhecida por trabalhos como K‑On!, A Silent Voice e The Heike Story, Yamada tem um histórico de explorar emoções internas com delicadeza visual. Seu envolvimento indica que a série buscará não apenas um espetáculo histórico, mas também uma conexão emocional profunda com a protagonista Sitara.

O envolvimento da Science SARU, estúdio que já entregou produções aclamadas como Devilman: Crybaby e Keep Your Hands Off Eizouken, reforça a expectativa de qualidade técnica. Recentemente adquirido pela TOHO, o estúdio tem investido em técnicas híbridas de animação, o que pode explicar a decisão de remover linhas auxiliares nos desenhos, criando silhuetas mais limpas e focando a atenção do espectador nos gestos dos personagens.

Por fim, a pesquisa de campo na Mongólia adiciona autenticidade ao cenário. Os diretores relataram que vivenciaram a vida nômade, observaram as paisagens de estepes e estudaram a arquitetura das tendas ger (ger) para reproduzir detalhes que, de outra forma, poderiam parecer genéricos.

Reação dos fas/mercado

Desde a divulgação do making‑of, fãs de anime histórico e de adaptações literárias têm expressado entusiasmo nas redes sociais. Comentários destacam a curiosidade em ver como a série lidará com a complexidade da expansão mongol, um tema raramente abordado em animações japonesas.

  • Usuários do Twitter elogiam a presença de Naoko Yamada, apontando que sua sensibilidade pode trazer uma perspectiva única ao conflito entre poder e conhecimento.
  • Fóruns como MyAnimeList já criaram tópicos de especulação sobre o ritmo da narrativa, citando a preocupação da diretora executiva em “traduzir a passagem do tempo”.
  • Críticos de anime apontam que a escolha de Kenichi Yoshida como chefe de design promete um visual que combina o realismo histórico com o estilo dinâmico típico da Science SARU.

Do ponto de vista comercial, a série já conta com pré‑venda de DVDs e um acordo de licenciamento internacional via Yen Press, que publicou o mangá em inglês. Isso indica que o mercado fora do Japão acompanha de perto o desenvolvimento, esperando que Jaadugar abra portas para mais obras históricas no formato anime.

O que esperar

Com base nas informações do vídeo, alguns pontos podem ser antecipados para a estreia:

  1. Ritmo narrativo cuidadoso: A equipe passou tempo considerável definindo como representar a passagem de décadas sem perder a fluidez da história.
  2. Estética limpa: A técnica de eliminar linhas externas aos contornos deve gerar imagens mais “pintadas”, focando nos personagens e em movimentos de sakuga.
  3. Ambientação autêntica: Detalhes de vestuário, arquitetura e paisagem mongol deverão aparecer em cenas de campo, reforçando a sensação de imersão.
  4. trilha sonora original: Koshiro Hino, que estreia como compositor de anime, promete uma mistura de instrumentos tradicionais com arranjos modernos, refletindo o conflito entre passado e futuro presente na trama.
  5. Performance vocal marcante: As vozes de Akira Sekine, Ami Koshimizu e Jun Saito são apontadas como um dos grandes atrativos, especialmente ao retratar a evolução emocional de Sitara.

Se a série conseguir equilibrar esses elementos, ela tem potencial para se tornar um ponto de referência em adaptações históricas, influenciando futuros projetos que busquem retratar períodos menos explorados no universo anime.

Para ficar no radar

Embora ainda não tenha sido anunciada a data oficial de estreia, a expectativa é que Jaadugar: A Witch in Mongolia chegue às plataformas de streaming no segundo semestre de 2026, possivelmente acompanhada de um evento de lançamento nos principais festivais de animação. Enquanto isso, os fãs podem acompanhar o canal oficial da série no YouTube, onde o making‑of está hospedado, e ficar de olho nas atualizações de calendário nas redes sociais da Science SARU e da TOHO.

Além da série, a própria Tomato Soup pode aproveitar o impulso para expandir o universo de A Witch's Life in Mongol com spin‑offs de mangá, light novels ou até mesmo games indie que explorem a mesma linha temporal. O sucesso da adaptação pode abrir portas para outras obras históricas que ainda aguardam sua vez de brilhar nas telas.

Em resumo, o vídeo de bastidores não apenas oferece um panorama técnico, mas também alimenta a curiosidade sobre como a combinação de pesquisa de campo, direção sensível e inovação visual pode transformar um mangá premiado em uma animação que ressoa tanto com entusiastas de história quanto com amantes de anime.

Perguntas frequentes

Quem são os principais responsáveis pela produção de Jaadugar?
Naoko Yamada atua como diretora executiva, Abel Gongora como diretor, Kenichi Yoshida cuida do design de personagens e sakuga, Kanichi Kato compõe a série e Koshiro Hino compõe a trilha sonora.
Qual é o desafio de adaptar um mangá histórico para anime?
O maior desafio é representar a passagem de tempo e manter a precisão cultural, sem perder o ritmo narrativo que funciona bem em animação.
Quando deve estrear Jaadugar: A Witch in Mongolia?
Ainda não há data oficial, mas a expectativa é que a série chegue ao streaming no segundo semestre de 2026.
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