A atriz Jessica Paré, conhecida globalmente como Megan Draper em Mad Men, interpreta a oficial da CIA Amanda "Mandy" Ellis em SEAL Team; a série terminou em 2024 após sete temporadas e agora atrai novos espectadores no streaming, gerando curiosidade sobre o passado da atriz canadense.
O que aconteceu
SEAL Team encerrou sua exibição original em 2024 depois de sete temporadas na CBS e na Paramount+. O drama militar, liderado por David Boreanaz — o eterno Angel de Buffy e Seeley Booth em Bones —, migrou para o catálogo da Paramount+ e do Prime Video, onde vem conquistando uma nova leva de assinantes que maratonam a produção pela primeira vez. Esse fluxo contínuo de novos espectadores reacende uma pergunta recorrente nas redes sociais: de onde eu conheço a atriz que faz a Mandy Ellis?
A resposta imediata costuma ser Mad Men. Paré entrou na série da AMC na quarta temporada como Megan Calvet, a jovem secretária que vira copywriter e, eventualmente, segunda esposa do protagonista Don Draper (Jon Hamm). Sua atuação rendeu elogios da crítica e a tornou um rosto reconhecível para quem acompanhou a "era de ouro" da TV a cabo americana. Mas reduzir a carreira dela a esse papel ignora uma filmografia sólida, construída muito antes de pisar no escritório da Sterling Cooper.
Como chegamos aqui
Jessica Paré estreou em longas-metragens no final dos anos 1990, mas foi em 2000 que chamou a atenção da crítica especializada ao protagonizar Stardom, dirigido por Denys Arcand. O filme, uma sátira sobre a indústria da fama, não é considerado o melhor do cineasta canadense, mas a performance de Paré como uma modelo alçada ao estrelato de forma abrupta já mostrava sua capacidade de sustentar um papel central. No ano seguinte, ela estrelou Lost & Delirious, de Léa Pool, um drama romântico ambientado em um colégio interno feminino onde sua personagem vive um relacionamento intenso com a personagem de Piper Perabo. O filme ganhou status de cultuado nos circuitos LGBTQ+ e segue sendo citado como um dos trabalhos mais sensíveis da atriz.
Durante a década de 2010, Paré alternou participações em comédias de grande bilheteria — como Hot Tub Time Machine (2010) — e dramas independentes de prestígio, caso de Brooklyn (2015), de John Crowley, indicado ao Oscar de Melhor Filme. Nesse período, a televisão tornou-se seu principal habitat. Antes de SEAL Team, ela teve arcos em séries como The Borgias e Rosewood, demonstrando versatilidade entre época e procedimental médico. A escolha por SEAL Team representou seu compromisso mais longo com um elenco fixo desde Mad Men: sete temporadas interpretando a analista de inteligência que serve de ponte entre os operadores de elite e a burocracia da CIA.
O elenco de apoio da série também carrega nomes familiares para o público brasileiro. Max Thieriot, o Clay Spenser, começou criança em Catch That Kid (2004), ao lado de Kristen Stewart, anos antes de Crepúsculo. Dylan Walsh, que entrou nas temporadas finais, é veterano de Nip/Tuck. Essa constelação de rostos conhecidos ajuda a explicar por que a série funciona bem como "comfort watch" para fãs de procedurais: há sempre alguém na tela que remete a outra produção querida.
O que vem depois
Com SEAL Team finalizada, a disponibilidade no streaming garante longevidade comercial, mas não há anúncio oficial de spin-offs, filmes de continuação ou revival da trama principal. A Paramount+ mantém a série no catálogo como ativo de retenção de assinantes, e o Prime Video a oferece como valor agregado. Para Jessica Paré, o momento é de transição: aos 40 anos, ela acumula o tipo de currículo que costuma atrair showrunners em busca de atrizes capazes de liderar dramas de prestígio ou minisséries baseadas em fatos reais — formato em alta nas plataformas.
Vale notar que a atriz manteve perfil relativamente baixo nas redes sociais e em campanhas de premiação, o que pode tanto preservar sua seletividade quanto atrasar o reconhecimento da indústria em ano de Emmy ou Globo de Ouro. O mercado atual premia narrativas curtas e fechadas; uma minissérie de época ou um thriller psicológico seriam encaixes naturais para seu histórico.
Para ficar no radar
- Próximos passos de Paré: nenhum projeto confirmado publicamente até o momento; fique atento a anúncios de elenco em minisséries da HBO, Netflix ou FX.
- Revisão de SEAL Team: a série completa está disponível na Paramount+ e no Prime Video no Brasil — boa pedida para quem gosta de ação tática com desenvolvimento de personagens.
- Filmes essenciais da atriz: Lost & Delirious (2001) e Brooklyn (2015) mostram amplitude dramática que Mad Men apenas sugeriu.
- Elenco cruzado: David Boreanaz segue como protagonista de SEAL Team sem novo projeto anunciado; Max Thieriot produz e estrela Fire Country na CBS.


