Quais decisões estranhas quase arruinaram runs icônicos da DC?
TL;DR: Mesmo as séries mais aclamadas da DC carregam escolhas questionáveis – de superman como super‑republicano a Steve Trevor envelhecido – que ainda deixam fãs coçando a cabeça.
Comic runs são como maratonas de RPG: escritores, artistas, coloristas e editores juntam forças para criar algo que vai marcar gerações. Quando tudo funciona, a história vira referência; quando uma decisão falha, o legado fica manchado. A seguir, listamos as cinco escolhas mais estranhas que quase transformaram obras-primas em fiascos.
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John Byrne Superman – Super Republicano
John Byrne reinventou o Homem de Aço após Crisis on Infinite Earths, dando a Clark Kent uma origem científica fria e um patriotismo exagerado. O ponto mais bizarro foi transformar o herói num típico republicano da era Reagan, com discursos que soavam mais como campanha política do que como monólogo de super‑herói.
Essa postura ideológica acabou criando um Superman que parecia mais um porta‑voz do status‑quo americano do que um símbolo universal de esperança, gerando desconforto entre leitores que esperavam algo mais atemporal.
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George Pérez wonder woman – Steve Trevor Envelhecido
Na década de 80, Pérez modernizou a Amazona, inserindo mitologia grega e redefinindo sua presença no Universo DC. O detalhe mais estranho foi envelhecer Steve Trevor, transformando‑o de galã de guerra em figura quase paternal e casando‑o com Etta Candy.
Ao remover o romance clássico entre Diana e Steve, a história perdeu uma das dinâmicas mais queridas, deixando um vazio que nem as tentativas posteriores conseguiram preencher.
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Grant Morrison JLA – Troca Constante de Personagens
Morrison revitalizou a Liga da Justiça nos anos 90, trazendo de volta os sete membros originais e elevando o time a status quase divino. Contudo, quase a cada arco, um membro mudava de identidade: Superman virou "Superman Azul", Wonder Woman morreu e foi substituída por Hippolyta, Flash desapareceu por alguns números.
Essas mutações constantes criaram uma sensação de instabilidade que contrastava com o objetivo de reforçar a identidade da Liga, gerando confusão entre leitores que acompanhavam a série.
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Kyle Rayner green lantern – Fridging de Alex DeWitt
Quando Hal Jordan foi substituído, Kyle Rayner trouxe frescor ao papel de lanterna verde, mostrando um jovem aprendendo a lidar com o poder do anel. O ponto negro da trama foi a morte brutal de sua namorada, Alex DeWitt, que acabou literalmente dentro da geladeira do herói.
Esse ato deu origem ao termo "fridging", usado para criticar a prática de sacrificar personagens femininas apenas para impulsionar o arco masculino, gerando indignação na comunidade.
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Grant Morrison batman – Talia Al Ghul Drogando Bruce
A saga de Morrison em Batman introduziu Damian Wayne como o novo Robin, mas também revelou que Talia al Ghul teria drogado Bruce Wayne para engravidar sem seu consentimento. A revelação chocou fãs, pois contradizia a história original de Son of the Demon, onde o relacionamento era consensual.
Embora Morrison tenha tentado retconar a situação, explicando que seria um erro de escrita, a mancha permaneceu, manchando a reputação de Talia e gerando debates sobre consentimento nos quadrinhos.
Essas decisões mostram que até as melhores séries podem ser comprometidas por escolhas narrativas arriscadas. Às vezes, a intenção era inovar ou adaptar a história ao contexto atual, mas o resultado acabou sendo mais confuso que um puzzle de escape room sem pistas.
A escolha da redação
Se tivéssemos que escolher um culpado principal, seria o excesso de ambição dos autores que, ao tentar modernizar ou politizar, acabam esquecendo a essência dos personagens. O Superman de Byrne, por exemplo, poderia ter sido um herói mais neutro, sem precisar carregar um discurso político explícito.
Por outro lado, algumas dessas decisões abriram caminho para discussões importantes – como o fridging de Alex DeWitt, que impulsionou a luta por representatividade feminina nos quadrinhos. Portanto, apesar dos tropeços, elas também serviram de catalisador para evoluções positivas.
Em resumo, mesmo as obras quase perfeitas da DC têm seus pontos fracos, e é justamente analisando esses momentos que conseguimos entender o que faz um run ser realmente memorável.
FAQ
- Por que o Superman de John Byrne foi tão politizado? Byrne escreveu o personagem logo após a Guerra Fria, quando o patriotismo americano era um tema recorrente na cultura pop. Ele acabou incorporando essa atmosfera ao personagem, transformando Clark em um símbolo político da época.
- O que significa "fridging"? O termo descreve a prática de matar ou machucar personagens femininas apenas para avançar a trama de um protagonista masculino, como aconteceu com Alex DeWitt em Green Lantern.
- Como as mudanças de equipe em JLA afetaram a série? Trocas frequentes de identidade criaram uma sensação de instabilidade que contrastou com o objetivo de reforçar a coesão da Liga, deixando alguns leitores confusos sobre quem realmente fazia parte da equipe.


