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Jump Magazine 33: por que o fim de Blue Box e o cartão One Piece esgotaram nas lojas?

· · 3 min de leitura
Jovem sentado em colchonete, lendo o número 33 da Weekly Shonen Jump, ao lado de halteres e garrafa de água
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O número 33 da Weekly Shonen Jump saiu das bancas quase vazia, apesar de trazer o capítulo final de blue box e um cartão comemorativo de one piece em celebração ao 29º aniversário do mangá.

O que aconteceu

Na segunda‑feira, a criadora de Blue Box, Kōji Miura, postou um pedido de desculpas em sua conta no X (antigo Twitter) depois que leitores relataram que não conseguiram comprar a edição impressa. A causa? Revendedores teriam adquirido múltiplas cópias do número para lucrar com o cartão de One Piece incluído como brinde.

Os próprios editores da Weekly Shonen Jump, juntamente com as revistas irmãs V Jump e Saikyō Jump, emitiram um comunicado conjunto na sexta‑feira pedindo desculpas aos leitores e anunciando que uma reimpressão do número 33 será disponibilizada sem o cartão de One Piece. A data oficial de lançamento ainda não foi divulgada, mas a pré‑encomenda já está aberta no serviço online Jump Character Store.

Como chegamos aqui

O problema começou quando a editora decidiu incluir, como brinde, um cartão da série One Piece Card Game — especificamente a carta "Charlotte Pudding" — para celebrar o aniversário do mangá. A estratégia, normalmente bem recebida pelos colecionadores, acabou gerando um efeito colateral: fãs que não se interessavam pelo conteúdo impresso, mas apenas pelo cartão, começaram a comprar grandes quantidades para revender.

Várias lojas físicas, como a rede Animate, relataram esgotamento total do número antes mesmo da data oficial de lançamento. Para tentar conter a situação, a Animate limitou as compras a uma cópia por cliente e avisou que pedidos suspeitos poderiam ser cancelados. Ainda assim, a demanda exagerada fez com que muitas cópias fossem descartadas nas prateleiras, sem sequer serem lidas.

Um reseller entrevistado pela Oricon News confessou ter comprado cerca de 25 exemplares e vendido 20 cartões por aproximadamente 18.000 ienes (cerca de US$110). Quando questionado sobre o impacto nos leitores, o revendedor respondeu que não havia pensado nas consequências, alegando que a versão digital da revista estava disponível para quem quisesse ler o conteúdo.

O que vem depois

Além da reimpressão sem o cartão de One Piece, a editora anunciou mudanças nas próximas edições:

  • Suspensão temporária da inclusão de cartões do One Piece Card Game nas revistas Weekly Shonen Jump, V Jump e Saikyō Jump;
  • Manutenção da promoção "Special Gift for All Applicants" nos próximos lançamentos, que exigirá a compra das edições digitais kindle ou Zebrack;
  • Revisão interna dos métodos de distribuição de brindes, visando evitar novos episódios de "hoarding" que prejudiquem leitores que preferem a versão física.

Para o público brasileiro, a situação traz duas lições principais: primeiro, a importância de acompanhar os canais oficiais da editora para garantir a compra de cópias legítimas; segundo, a necessidade de refletir sobre o valor real de um brinde colecionável quando ele impede o acesso ao conteúdo principal da revista.

Para ficar no radar

Os fãs que ainda desejam ler o final de Blue Box podem aguardar a reimpressão, que será vendida sem o cartão de One Piece. Enquanto isso, a editora promete que futuras edições trarão novidades, mas sem o risco de escassez provocada por revendedores. Fique atento aos anúncios nas redes sociais da Weekly Shonen Jump e nos sites de pré‑venda para não perder a próxima oportunidade.

Perguntas frequentes

Por que a edição 33 da Weekly Shonen Jump esgotou tão rápido?
A inclusão de um cartão comemorativo de One Piece fez com que revendedores comprassem múltiplas cópias para revenda, esgotando o estoque nas lojas.
A reimpressão da edição 33 será vendida com o cartão de One Piece?
Não. A reimpressão será lançada sem o cartão, exatamente para evitar novas revendas e garantir que os leitores tenham acesso ao conteúdo da revista.
Como evitar ser vítima de revendas ao comprar revistas físicas no futuro?
Acompanhe os canais oficiais da editora, compre em lojas confiáveis e, se possível, prefira a versão digital quando houver risco de escassez.
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