TL;DR: Em 19 de setembro de 2014 Kevin Smith lançou Tusk, filme que completou 12 anos e ainda é lembrado pelo final absurdo que fez o diretor rir no próprio podcast.
Tusk (2014)
Tusk foi a primeira produção de grande distribuição de Kevin Smith desde Cop Out (2010). O longa mistura black comedy, body horror e uma dose de surrealismo que só o criador conseguiria imaginar. A trama acompanha dois amigos podcasters – interpretados por Justin Long e Haley Joel Osment – que viajam ao Canadá para entrevistar um fenômeno da internet, acabam conhecendo Howard Howe (interpretado por Michael Parks) e são submetidos a uma série de torturas bizarras que culminam na transformação do protagonista em um “walrus humano”.
O ponto alto do filme, que ainda gera memes nas redes, é o final: depois de matar Howe, o personagem principal é visto chorando enquanto grita um adeus desconcertante, tudo isso enquanto come um peixe numa reserva de vida selvagem. Smith revelou que a ideia do final nasceu em seu podcast SModcast 259: The Walrus and The Carpenter, onde ele e o co‑host Scott Mosier riram tanto que decidiram transformar a piada em filme.
Embora tenha sido distribuído pela A24, Tusk foi um fracasso de bilheteria e recebeu críticas polarizadas – de "disgusting and pointless" (Seattle Times) a "funny, strange, disquieting, and occasionally gory" (IGN).
Red State (2011)
Antes de Tusk, Smith lançou Red State, um thriller de horror que também se destacou por seu tom incomum dentro da filmografia do diretor. O filme acompanha dois jovens cristãos que se infiltram em um culto extremista, desencadeando uma série de violências grotescas. Diferente de Tusk, que aposta na bizarrice surreal, Red State se apoia em uma narrativa mais tradicional de terror, ainda que com a assinatura de humor negro de Smith.
Assim como Tusk, Red State foi lançado de forma limitada, mas acabou encontrando um público de nicho que aprecia o estilo subversivo de Smith. O filme também foi distribuído pela A24, marcando o início da parceria do diretor com a produtora.
Os críticos foram igualmente divididos: alguns elogiaram a coragem de Smith em subverter expectativas, enquanto outros consideraram o filme excessivamente violento e confuso.
Comparativo de Tusk e Red State
| Aspecto | Tusk (2014) | Red State (2011) |
|---|---|---|
| Ano de lançamento | 2014 | 2011 |
| Gênero | Black comedy / body horror | Horror thriller |
| Distribuição | A24 | A24 |
| Origens da ideia | Podcast SModcast 259 | Roteiro original de Smith |
| Recepção crítica | Polarizada (disgusting vs. funny) | Dividida (corajoso vs. violento demais) |
| Box office | Fracasso comercial | Desempenho modesto, mas cult |
| Momento icônico | Final do walrus chorando | Clímax de violência no culto |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você é fã de humor negro que beira o surreal, Tusk oferece a experiência mais memorável, sobretudo pelo final que nasceu de uma conversa descontraída no podcast. O filme pode ser desconcertante, mas para quem gosta de ver um diretor brincar com limites, ele é a escolha ideal.
Por outro lado, quem prefere uma narrativa de terror mais direta, com tensão crescente e menos “absurdo”, encontrará em Red State
Em resumo, tanto Tusk quanto Red State têm seus méritos. O primeiro brilha como um experimento de comédia macabra, enquanto o segundo se destaca como um thriller de horror subversivo. Escolha de acordo com o humor que você procura no catálogo de Kevin Smith.
Para ficar no radar
Mesmo após 12 anos, Tusk ainda gera discussões em fóruns de fãs e aparece em listas de “filmes mais estranhos”. Se você ainda não assistiu, vale conferir a versão completa (incluindo o trecho de podcast que revela a origem do final) para entender por que Smith ainda ri ao lembrar da cena.
Além disso, a parceria de Smith com a A24 continua produzindo obras que desafiam o convencional, então fique de olho nos próximos lançamentos da produtora.


