Wildwood, o novo filme da Laika, estreia em 23 de outubro e já garante seu lugar nos livros: vai quebrar o recorde Guinness de faces 3d impressas para animação stop‑motion.
Fato: Wildwood quebra recorde Guinness
A Laika, famosa pelos trabalhos em stop‑motion como Coraline e Kubo and the Two Strings, já detinha o recorde de 106 000 faces 3D com Missing Link (2019). Agora, segundo Brian McClean — Diretor de Rapid Prototype — o próximo longa conta com cerca de 142 000 faces, um salto que supera o anterior em quase 40 %.
“Estamos produzindo, em certos takes, uma face para cada frame do filme, ou seja, 24 faces por segundo”, explicou McClean. “Nenhum diretor quer reutilizar um sorriso, então cada emoção tem sua própria escultura.”
Contexto: por que importa
O mundo da animação stop‑motion já é um nicho de elite, e a Laika é um dos poucos estúdios que ainda aposta na técnica artesanal. Cada rosto impresso representa horas de modelagem, escultura digital, impressão em 3d e pintura à mão. Quando o número de faces ultrapassa a marca dos seis dígitos, o esforço logístico se torna quase tão impressionante quanto a própria história.
Além da façanha técnica, o recorde reforça a identidade da Laika como laboratório de inovação. Enquanto grandes estúdios migraram quase que totalmente para CGI, a Laika insiste em combinar o tangível com o digital, criando um visual que ainda não tem concorrência real.
O filme também marca a primeira vez que a produção atinge duas dimensões de mundo distintas, algo que Sam Wilson — produtor de Wildwood — descreve como “um salto de cidade para planeta”. Essa expansão de cenário justifica a necessidade de mais faces: mais personagens, mais ambientes, mais emoções.
Reação dos fãs e do mercado
Nas redes, a notícia gerou um combo de emojis de explosão e corações. Usuários do Twitter compararam a contagem a “mais rostos que seguidores do PewDiePie”. No Reddit, o subreddit r/animation vibrou com teorias sobre como a Laika vai usar esses rostos para criar sequências de ação que antes eram impossíveis em stop‑motion.
Especialistas de mercado apontam que o hype pode impulsionar a bilheteria de abertura, especialmente entre o público que valoriza a arte manual. “Quando um estúdio consegue transformar esforço em número de recorde, isso vira argumento de venda”, disse um analista da IndieWire.
Até mesmo concorrentes comentaram. A Aardman (criadora de Wallace & Gromit) elogiou a “dedicação ao detalhe” e sugeriu que o próximo passo poderia ser “um recorde de fios de lã”.
O que esperar
Além do número impressionante de faces, Wildwood traz 130 sets diferentes e mais de 200 marionetes, indicando que a escala visual será a maior da história da Laika. A equipe já finalizou a animação prática no ano passado e está nos retoques finais de efeitos visuais.
- Mais emoção: Cada personagem tem um repertório facial exclusivo, garantindo transições suaves de sentimento.
- Ambientes duplos: O filme alterna entre dois mundos, o que exige variações de iluminação e design de cenário.
- Equipe gigantesca: Mais de 1 000 colaboradores trabalharam no projeto, um recorde interno da Laika.
Se tudo correr como prometido, Wildwood não será apenas um marco técnico, mas também um ponto de referência para futuros projetos de animação artesanal. A expectativa é que o filme inspire novos talentos a explorar a combinação de impressão 3D e manipulação manual.
Para ficar no radar
Marque no calendário: 23 de outubro, data de estreia nos cinemas norte‑americanos, seguida de lançamentos internacionais nas próximas semanas. Fique de olho nas plataformas de streaming que costumam adquirir direitos da Laika — a tendência é que o filme apareça em serviços como Netflix ou Amazon Prime após o ciclo de salas.
Enquanto isso, a comunidade de animadores pode acompanhar detalhes técnicos nos canais oficiais da Laika, onde a equipe costuma publicar bastidores de impressão 3D e workshops de escultura. Se você ainda não tem um boneco de stop‑motion em casa, talvez seja a hora de considerar um kit; quem sabe o próximo recorde não seja seu?


