WhatsApp Instagram YouTube
Culpa do Lag CULPA DO LAG
Capa do livro Mundo Sombrio
📖 Livro do autor do site
Mundo Sombrio

Uma fantasia sombria sobre o véu fino entre os vivos e os mortos. Leia agora no Kindle.

Ler na Amazon →
Cinema e Series

Lanterns Episódio 7 retcon da história de Hal Jordan

· · 5 min de leitura
Imagem de DC Comics — Lanterns Episódio 7 retcon da história de Hal Jordan
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: O sétimo episódio de Lanterns revela que a morte de Martin Jordan foi suicídio, alterando a origem de Hal Jordan e reforçando a obsessão de Tom King por temas de depressão e suicídio.

O que revela o Episódio 7 de Lanterns sobre o passado de Hal Jordan?

O capítulo intitulado "The Jordan Boys Legacy" traz à tona um detalhe que nunca apareceu nas adaptações anteriores: Martin Jordan, pai de Hal, não morreu em um acidente de avião, mas se lançou deliberadamente ao vazio. O Halogram, backup da consciência de Hal, apresenta o próprio Hal como suspeito, sugerindo que a doença mental que atravessa gerações da família é o verdadeiro motor da sua coragem. Essa revelação muda a narrativa de que a coragem de Hal vem exclusivamente da sua formação como piloto de testes da Força Aérea dos EUA.

Como a série altera a origem da morte de Martin Jordan?

Nos quadrinhos de 1989, "Green Lantern: Emerald Dawn", a morte de Martin é mostrada como um acidente que assombra o jovem Hal. A série de 2011 também manteve esse ponto, ainda que em cenas quase cortadas. Em Lanterns, porém, a trama introduz um suicide note deixado por Martin, indicando que ele desejava acabar com sua própria vida. O episódio ainda menciona que o avô de Hal teria seguido o mesmo caminho, criando um padrão de depressão hereditária que, segundo a série, seria a verdadeira fonte da "destemor" que o tornou digno do anel.

Por que Tom King insiste em temas de suicídio e depressão?

Tom King, co‑criador de Lanterns, tem histórico de inserir suas próprias lutas com PTSD nas narrativas que escreve. Em obras como Mister Miracle e sua controversa passagem sobre Batman, King usa o suicídio como metáfora para o sacrifício do herói. Essa abordagem gera polarização: enquanto alguns elogiam a honestidade ao tratar saúde mental, outros acusam King de transformar heroísmo em um discurso nihilista. No caso de Hal Jordan, a série repete o padrão, apresentando o protagonista como um homem quebrado que usa o anel como extensão de sua própria dor.

Qual o impacto desse retcon na mitologia dos lanternas Verdes?

Ao substituir o acidente trágico por suicídio, a série desfaz um dos pilares da motivação de Hal Jordan. A coragem, antes atribuída à necessidade de honrar a memória do pai, passa a ser vista como uma fuga da própria depressão. Essa mudança tem duas consequências principais:

  • Reinterpretar o anel verde como um instrumento que amplifica não apenas a força de vontade, mas também a vulnerabilidade emocional.
  • Desafiar leitores e fãs que defendem a tradição de que o legado dos Lanternas é baseado em heroísmo puro, não em trauma.

Para os fãs brasileiros, a discussão pode gerar debates nas redes sobre a validade de retratar super‑heróis como vítimas de saúde mental, especialmente num cenário onde a cultura de super‑poderes ainda carrega um ideal de invencibilidade.

Como a abordagem de Lanterns se compara a outras obras de King?

Além de Lanterns, King escreveu Mister Miracle, onde o protagonista sobrevive a uma tentativa de suicídio, e sua versão de Batman, que insinua que a missão de Bruce Wayne seria um ato de suicídio simbólico. Em todas elas, o autor coloca o trauma como força motriz da ação heroica. Essa consistência pode ser vista como assinatura autoral, mas também levanta a questão de até onde a repetição de um tema se torna previsível. Enquanto obras como Neon Genesis Evangelion usam o conflito interno como ferramenta narrativa, King parece usar a mesma fórmula para justificar decisões de roteiro, o que pode cansar o público que busca inovação além da mera exploração de sofrimento.

Para onde a série pode seguir após esse giro?

Com John Stewart ainda investigando o assassinato de Hal, a trama abre espaço para duas linhas principais:

  1. Explorar a luta de John contra a própria saúde mental, espelhando a jornada de Hal e criando um paralelo entre os dois Lanternas.
  2. Introduzir novos personagens que questionem a legitimidade do anel verde quando alimentado por dor, possivelmente trazendo antagonistas que defendam uma visão mais "pura" do heroísmo.

Ambas as possibilidades podem aprofundar o debate sobre o que realmente faz um Lanterna ser digno, algo que ressoa fortemente com o público brasileiro, acostumado a discutir heroísmo em termos de honra e sacrifício coletivo.

O que falta saber

Até o momento, a série ainda não revelou se a depressão familiar será tratada como condição curável ou como fatalismo inevitável. Também resta incerto como o universo de Lanterns incorporará outras facções da Tropa dos Lanternas Verdes que, nos quadrinhos, já lidam com dilemas morais semelhantes. Para os fãs que acompanham a série via HBO Max, o próximo episódio pode definir se a narrativa seguirá a linha de redenção ou se mergulhará ainda mais no pessimismo característico de King.

FAQ

  • Quem escreveu o episódio 7 de Lanterns? O episódio foi co‑criado por Tom King e Damon Lindelof.
  • Qual a diferença entre a origem de Martin Jordan nos quadrinhos e na série? Nos quadrinhos, Martin morre em um acidente; na série, ele comete suicídio, alterando a motivação de Hal.
  • Onde posso assistir Lanterns? A série está disponível no HBO Max.
Culpa do Lag
Curtiu? Recebe as próximas no WhatsApp.

Games, animes, filmes e tech — as notas quentes direto no nosso canal, sem depender de algoritmo.

Seguir no canal

Veja tambem

Compartilhar WhatsApp