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Cinema e Series

Lioness S3E6: Irã ou Rússia – quem realmente comanda a trama?

· · 4 min de leitura
Homem faz flexões ao lado de laptop aberto no episódio, com bandeiras do Irã e da Rússia ao fundo
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TL;DR: O episódio "Sugar Land" (S3E6) revela que o verdadeiro antagonista da trama é o iraniano Babat, desfazendo a suspeita inicial de que a Rússia estivesse por trás do sequestro de Joe McNamara.

Por que a Rússia parecia ser a vilã?

Desde o início da terceira temporada, Lioness adotou duas linhas temporais paralelas. Na linha presente, Joe McNamara (personagem interpretada por Zoe Saldaña) é capturada e transportada pelos EUA, enquanto sua equipe corre contra o tempo para impedir que ela seja vendida ao mercado internacional de tráfico humano. A outra linha, ambientada seis meses antes, mostra Joe liderando uma operação contra agentes russos nos Estados Unidos. Essa estrutura fez o público conectar logicamente o sequestro ao desejo de retaliação da Rússia.

  • Operação contra a Rússia: A captura de um agente do SSD (Serviço Especial de Segurança) em território ucraniano gerou um clima de tensão.
  • Policiais falsos: Dois homens se passando por policiais invadem a casa de Joe, reforçando a ideia de ação russa.
  • Histórico da série: Temporadas anteriores já mostraram confrontos diretos com forças russas, alimentando a expectativa.

Esses elementos criaram um cenário onde a Rússia parecia ser a única responsável, até que o episódio 6 trouxe uma reviravolta.

Como o Irã entrou na história?

No episódio "Sugar Land", a trama revela que os iranianos estavam por trás do sequestro desde o início. O personagem Babat, apresentado como um operário sádico e quase certamente iraniano, aparece em um safe house texano, ameaçando Joe com tortura e morte. O motivo? Vingança por uma missão da segunda temporada, na qual Joe impediu o transporte de cientistas chineses que ajudariam o programa nuclear iraniano.

Além de Babat, a série introduz Kamyar Jahan como mentor do vilão, sugerindo que a operação foi planejada por um alto comando iraniano. A presença de diálogos em farsi e a referência a políticas externas agressivas do Irã consolidam a mudança de foco.

Comparativo: Rússia vs Irã como vilão

Aspecto Rússia (teoria inicial) Irã (revelação oficial)
Motivo aparente Retaliação por captura de agente SSD. Vingança por interferência no programa nuclear iraniano (S2).
Personagens envolvidos Agentes do SSD, policiais falsos. Babat, Kamyar Jahan, possivelmente outros oficiais iranianos.
Indícios visuais Uniformes semelhantes a policiais russos, cenários frios. Diálogos em farsi, símbolos persas no fundo.
Impacto na narrativa Cria expectativa de conflito direto entre EUA e Rússia. Abre novas linhas de retaliação e amplia o escopo geopolítico da série.
Conexão com temporadas anteriores Continua a rivalidade iniciada em S1 e S2 contra a Rússia. Retoma missão da S2 envolvendo cientistas chineses e Irã.

O que a mudança de vilão significa para a série?

A escolha de colocar o Irã como antagonista traz duas consequências importantes:

  1. Expansão do universo narrativo: A série deixa de ser um conflito EUA‑Rússia para explorar uma rede mais complexa de interesses internacionais.
  2. Novas oportunidades de storytelling: Futuras temporadas podem retomar personagens como Aaliyah Amrohi, cuja família foi afetada por missões anteriores, ou introduzir novos atores do Oriente Médio.

Além disso, a decisão reforça a assinatura de Taylor Sheridan de criar thrillers que misturam ação com intriga política, provando que Lioness está evoluindo para algo mais ambicioso.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Com base nas duas linhas de vilania, podemos apontar quem se beneficiará mais de cada abordagem:

  • Fãs de conspirações russas: Ainda encontrarão momentos de tensão nas cenas de espionagem e nos personagens que já estavam estabelecidos.
  • Entusiastas de geopolítica do Oriente Médio: A revelação do Irã traz um frescor de realismo e abre espaço para discussões sobre sanções, acordos nucleares e jogos de poder.
  • Quem acompanha a série por personagens: O foco em Babat permite um vilão mais pessoal, com motivações de vingança que se entrelaçam diretamente com a história de Joe.

Em resumo, a mudança de vilão não elimina o suspense criado pela trama russa, mas amplia o leque de possibilidades, mantendo a série imprevisível e relevante.

Para ficar no radar

Os próximos episódios devem aprofundar a relação entre Babat e a rede de apoio iraniana, possivelmente revelando um plano maior que vá além do simples sequestro. Também é provável que vejamos mais flashbacks que conectem a S2 ao presente, oferecendo respostas sobre outros personagens que ainda não foram revisitados.

Se a série continuar nessa linha, podemos esperar:

  • Mais revelações sobre a missão que interrompeu o programa nuclear iraniano.
  • Possíveis alianças inesperadas entre ex-agentes russos e iranianos.
  • Desenvolvimento de arcos de vingança para personagens secundárias, como Aaliyah Amrohi.

O que fica claro é que Lioness está disposta a subverter expectativas e a usar a política internacional como pano de fundo para histórias intensas e cheias de reviravoltas.

Perguntas frequentes

Qual é o verdadeiro vilão revelado em Lioness S3E6?
O vilão é Babat, um operário iraniano que busca vingança por uma missão da segunda temporada.
Por que a série fez o público acreditar que a Rússia era a responsável?
A estrutura de duas linhas temporais, com uma focada em uma operação contra agentes russos, criou a impressão de que o sequestro era retaliação russa.
O que muda na narrativa com a introdução do Irã como antagonista?
A trama ganha um escopo geopolítico mais amplo, permitindo novas linhas de conflito e aprofundando a história pessoal de Joe McNamara.
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