TL;DR: O episódio "Sugar Land" (S3E6) revela que o verdadeiro antagonista da trama é o iraniano Babat, desfazendo a suspeita inicial de que a Rússia estivesse por trás do sequestro de Joe McNamara.
Por que a Rússia parecia ser a vilã?
Desde o início da terceira temporada, Lioness adotou duas linhas temporais paralelas. Na linha presente, Joe McNamara (personagem interpretada por Zoe Saldaña) é capturada e transportada pelos EUA, enquanto sua equipe corre contra o tempo para impedir que ela seja vendida ao mercado internacional de tráfico humano. A outra linha, ambientada seis meses antes, mostra Joe liderando uma operação contra agentes russos nos Estados Unidos. Essa estrutura fez o público conectar logicamente o sequestro ao desejo de retaliação da Rússia.
- Operação contra a Rússia: A captura de um agente do SSD (Serviço Especial de Segurança) em território ucraniano gerou um clima de tensão.
- Policiais falsos: Dois homens se passando por policiais invadem a casa de Joe, reforçando a ideia de ação russa.
- Histórico da série: Temporadas anteriores já mostraram confrontos diretos com forças russas, alimentando a expectativa.
Esses elementos criaram um cenário onde a Rússia parecia ser a única responsável, até que o episódio 6 trouxe uma reviravolta.
Como o Irã entrou na história?
No episódio "Sugar Land", a trama revela que os iranianos estavam por trás do sequestro desde o início. O personagem Babat, apresentado como um operário sádico e quase certamente iraniano, aparece em um safe house texano, ameaçando Joe com tortura e morte. O motivo? Vingança por uma missão da segunda temporada, na qual Joe impediu o transporte de cientistas chineses que ajudariam o programa nuclear iraniano.
Além de Babat, a série introduz Kamyar Jahan como mentor do vilão, sugerindo que a operação foi planejada por um alto comando iraniano. A presença de diálogos em farsi e a referência a políticas externas agressivas do Irã consolidam a mudança de foco.
Comparativo: Rússia vs Irã como vilão
| Aspecto | Rússia (teoria inicial) | Irã (revelação oficial) |
|---|---|---|
| Motivo aparente | Retaliação por captura de agente SSD. | Vingança por interferência no programa nuclear iraniano (S2). |
| Personagens envolvidos | Agentes do SSD, policiais falsos. | Babat, Kamyar Jahan, possivelmente outros oficiais iranianos. |
| Indícios visuais | Uniformes semelhantes a policiais russos, cenários frios. | Diálogos em farsi, símbolos persas no fundo. |
| Impacto na narrativa | Cria expectativa de conflito direto entre EUA e Rússia. | Abre novas linhas de retaliação e amplia o escopo geopolítico da série. |
| Conexão com temporadas anteriores | Continua a rivalidade iniciada em S1 e S2 contra a Rússia. | Retoma missão da S2 envolvendo cientistas chineses e Irã. |
O que a mudança de vilão significa para a série?
A escolha de colocar o Irã como antagonista traz duas consequências importantes:
- Expansão do universo narrativo: A série deixa de ser um conflito EUA‑Rússia para explorar uma rede mais complexa de interesses internacionais.
- Novas oportunidades de storytelling: Futuras temporadas podem retomar personagens como Aaliyah Amrohi, cuja família foi afetada por missões anteriores, ou introduzir novos atores do Oriente Médio.
Além disso, a decisão reforça a assinatura de Taylor Sheridan de criar thrillers que misturam ação com intriga política, provando que Lioness está evoluindo para algo mais ambicioso.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Com base nas duas linhas de vilania, podemos apontar quem se beneficiará mais de cada abordagem:
- Fãs de conspirações russas: Ainda encontrarão momentos de tensão nas cenas de espionagem e nos personagens que já estavam estabelecidos.
- Entusiastas de geopolítica do Oriente Médio: A revelação do Irã traz um frescor de realismo e abre espaço para discussões sobre sanções, acordos nucleares e jogos de poder.
- Quem acompanha a série por personagens: O foco em Babat permite um vilão mais pessoal, com motivações de vingança que se entrelaçam diretamente com a história de Joe.
Em resumo, a mudança de vilão não elimina o suspense criado pela trama russa, mas amplia o leque de possibilidades, mantendo a série imprevisível e relevante.
Para ficar no radar
Os próximos episódios devem aprofundar a relação entre Babat e a rede de apoio iraniana, possivelmente revelando um plano maior que vá além do simples sequestro. Também é provável que vejamos mais flashbacks que conectem a S2 ao presente, oferecendo respostas sobre outros personagens que ainda não foram revisitados.
Se a série continuar nessa linha, podemos esperar:
- Mais revelações sobre a missão que interrompeu o programa nuclear iraniano.
- Possíveis alianças inesperadas entre ex-agentes russos e iranianos.
- Desenvolvimento de arcos de vingança para personagens secundárias, como Aaliyah Amrohi.
O que fica claro é que Lioness está disposta a subverter expectativas e a usar a política internacional como pano de fundo para histórias intensas e cheias de reviravoltas.


