O que aconteceu
O aguardado filme Backrooms, dirigido por Kane Parsons — o criador da popular série de terror viral no YouTube —, finalmente chegou aos cinemas sob o selo da produtora A24. Enquanto a trama mantém um ar de mistério, focando na premissa de espaços liminares e horrores existenciais, o elenco tem atraído atenção imediata. Entre nomes de peso como Chiwetel Ejiofor (indicado ao Oscar por 12 Anos de Escravidão) e Renate Reinsve (de A Pior Pessoa do Mundo), uma jovem estrela tem despertado curiosidade no público: Lukita Maxwell.
No longa, Maxwell interpreta Kat, uma funcionária da loja de móveis onde o protagonista, Clark (Ejiofor), descobre a entrada para a dimensão aterrorizante dos Backrooms. Embora o papel seja de apoio, a presença da atriz na tela é marcante, levando muitos espectadores a questionarem onde já viram aquele rosto. A performance de Maxwell se integra ao clima de desespero e tensão que tem sido elogiado pela crítica especializada, consolidando-a como um nome para ficar de olho na indústria.
Como chegamos aqui
A trajetória de Lukita Maxwell não começou nos corredores amarelos e infinitos dos Backrooms. Nascida em Jacarta e criada em Utah, a atriz iniciou sua carreira profissional de forma consistente em 2019. Sua primeira grande vitrine foi a série Generation, da HBO Max, um drama adolescente que explorava a vida de estudantes na Califórnia. Apesar do cancelamento precoce após apenas uma temporada, o projeto serviu para apresentar Maxwell ao público como Delilah, uma ativista adolescente que se destacou em um elenco talentoso.
O ponto de virada definitivo em sua carreira, contudo, veio com a produção da Apple TV+, Shrinking. Criada por nomes como Bill Lawrence e Brett Goldstein, a série trouxe Maxwell para o papel de Alice Laird, a filha do terapeuta vivido por Jason Segel. O papel exigiu uma carga dramática intensa, já que a personagem lidava com o luto pela perda da mãe, além de desenvolver uma dinâmica memorável com o veterano Harrison Ford, que interpreta o mentor de seu pai. Foi esse projeto que cimentou seu nome no radar de Hollywood.
Além de Shrinking e Generation, a filmografia de Maxwell inclui passagens por:
- The Young Wife (2023): drama que explorou novas facetas da atriz.
- AfrAId (2024): incursão recente em produções de gênero, preparando terreno para o terror.
O que vem depois
O sucesso de Backrooms marca uma transição importante para Lukita Maxwell. Sair de uma série de prestígio como Shrinking para protagonizar um filme de horror de alto conceito sob o selo da A24 — que se tornou sinônimo de qualidade e inovação no gênero — coloca a atriz em um patamar de maior visibilidade. O filme de Parsons, que expande a mitologia da creepypasta original, é apenas o começo de uma fase onde Maxwell deve transitar entre papéis de comédia dramática e explorações mais sombrias.
Para o fã brasileiro, a presença de Maxwell em um projeto que nasceu na internet reforça a tendência de Hollywood em buscar talentos que já possuem uma base de fãs engajada em nichos digitais. Enquanto Shrinking continua a ser sua vitrine mais popular, a atuação em Backrooms prova que ela possui versatilidade para sustentar o peso de produções que exigem tanto do psicológico quanto da presença física do ator.
O que falta saber
Embora a carreira de Lukita Maxwell esteja em ascensão clara, o mercado ainda aguarda os próximos passos da atriz após o impacto de Backrooms. Algumas questões permanecem no radar:
- Renovação de Shrinking: A série da Apple TV+ é o principal pilar de sua popularidade atual; o futuro da produção ditará a frequência com que veremos Alice Laird nas telas.
- Novos Projetos: Com o sucesso de crítica do filme de Kane Parsons, a expectativa é que Maxwell receba propostas para encabeçar projetos de maior orçamento em 2026 e 2027.
- Consolidação no Terror: Resta saber se a atriz pretende se especializar no gênero de horror moderno ou se buscará papéis mais voltados para o drama independente, seu habitat natural até o momento.


