TL;DR: A lista oficial da marvel para o próximo filme avengers: doomsday esqueceu de incluir x-men: days of future past, um filme que pode ser a chave para entender as reviravoltas da trama.
Por que a ausência de Days of Future Past é mais que um simples lapso?
Quando a Marvel divulgou a "watchlist" de 42 horas de conteúdo essencial, a expectativa era clara: assistir tudo que realmente importa para o grande evento. No entanto, ao deixar de fora X-Men: Days of Future Past, a empresa parece ter ignorado um dos pilares narrativos que conecta a velha geração dos X-Men ao futuro do MCU. Essa omissão não é apenas um erro de curadoria; pode ser um indicativo de como a Marvel está planejando manipular a história dos mutantes.
- Viagem no tempo como ponto de convergência – O filme de 2014 introduz a mecânica de mudar o passado para salvar o futuro, algo que já está sendo explorado em Doctor Strange in the Multiverse of Madness e no trailer de Doomsday. Ignorar essa referência deixa os fãs sem a base necessária para entender como os Sentinelas podem ser evitados ou, ao contrário, reforçados.
- Ressurreição dos X-Men clássicos – Personagens como Cyclops e Jean Grey, mortos em X-Men: The Last Stand, retornam graças à linha temporal alterada. O trailer de Doomsday mostra esses rostos, mas quem não viu Days of Future Past pode não compreender a lógica por trás de suas segundas chances.
- O papel de Wolverine como agente temporal – Hugh Jackman volta ao passado para impedir a ascensão dos Sentinelas, um detalhe que ecoa nas falas de Doom no trailer, onde ele menciona “vidas roubadas”. Sem o contexto do filme, a motivação de Doom parece desconexa.
- Conexão direta com o universo Marvel – Apesar de ser um filme da Fox, Days of Future Past foi oficialmente reintegrado ao cânone após o acordo da Disney. Excluir o filme da lista ignora a própria decisão corporativa de “unificar” os X-Men ao MCU.
- Impacto nas linhas temporais do MCU – O conceito de múltiplas realidades, tão presente em Avengers: Endgame, ganha nova camada com a mudança de 1973 para 2023. O público que não viu a origem dessa mudança pode perder nuances importantes sobre a estabilidade do Timeline.
- Referências visuais no trailer – O teaser mostra magneto, professor x e até a armadura de Sentinelas, todos elementos diretamente extraídos de Days of Future Past. Sem assistir ao filme, o espectador pode interpretar esses visuais como meras easter eggs, não como peças fundamentais da trama.
- Preparação para futuros crossovers – A Marvel tem planos de integrar os X-Men em grandes eventos, como sugerido por rumores de um “X‑Force” no próximo ciclo. O filme serve como tutorial narrativo para esses cruzamentos, e sua ausência pode deixar fãs sem a preparação necessária.
Para quem ainda não assistiu, X-Men: Days of Future Past está disponível para streaming no Disney+. Aproveite para revisitar a saga antes de mergulhar no caos de Avengers: Doomsday.
O lado que ninguém está vendo
A escolha da Marvel de pular esse filme pode ser estratégica. Ao manter o público no escuro, a empresa cria um suspense que pode ser revelado de forma dramática durante o próprio filme, talvez através de flashbacks que explicam a presença dos X-Men sem precisar de um pré-requisito explícito.
Por outro lado, a omissão pode ser um sinal de que a narrativa de Doomsday será mais autônoma, evitando depender de um título que, embora importante, pode sobrecarregar o ritmo da história. Se for esse o caso, a Marvel arrisca alienar os fãs mais antigos dos X-Men, mas ganha liberdade criativa para surpreender novos espectadores.
Em última análise, a falta de Days of Future Past na watchlist revela duas possibilidades: ou a Marvel está preparando uma grande revelação que recompensará quem assistiu o filme, ou está subestimando a importância desse ponto de conexão. De qualquer forma, o erro (ou escolha) já está gerando debates fervorosos, e o futuro do MCU pode depender de como esses debates se transformarão em expectativa real nas salas de cinema.


