Medium Rare combina mecânicas de dungeon crawler em grade 3x3 com um visual construído a partir de fotos de estoque dithered, lembrando o estilo pixelado clássico.
Estilo visual com fotos de estoque
O diferencial de Medium Rare está na origem dos seus assets. Em vez de desenhar sprites do zero, a equipe utilizou fotografias de bancos de imagens, aplicando filtros de dithering e pixelização extrema. O processo, exibido em um dev vlog, revela etapas de recorte, ajuste de contraste e aplicação de paletas limitadas, resultando em texturas que lembram pixel art, porém carregam a assinatura de fotografia real.
Essa abordagem traz três vantagens operacionais claras:
- Redução de tempo de produção: a curadoria de imagens prontas elimina a necessidade de criar cada elemento visual a partir de referências.
- Custos menores: bancos de imagens oferecem licenças acessíveis, especialmente para projetos indie com orçamento restrito.
- Originalidade inesperada: o contraste entre a estética pixelada e a origem fotográfica gera um efeito visual raro no mercado.
Entretanto, a técnica também impõe limites. A dependência de recursos já existentes pode restringir a coerência temática e exigir trabalho adicional de adaptação para evitar repetições óbvias.
Estilo visual tradicional pixel art
Pixel art convencional envolve a criação manual de sprites quadro a quadro, geralmente em softwares como Aseprite ou Photoshop com grids de 8x8 ou 16x16 pixels. Essa prática permite total controle sobre a paleta, animações e identidade visual, mas demanda mais horas de arte e, frequentemente, equipes maiores.
Os principais pontos de comparação entre os dois estilos são resumidos na tabela abaixo:
| Critério | Fotos de estoque dithered | Pixel art tradicional |
|---|---|---|
| Tempo de produção | Curto a médio (dependendo da curadoria) | Médio a longo (desenho frame a frame) |
| Custo de assets | Baixo a moderado (licenças de imagem) | Alto (artista especializado) |
| Originalidade visual | Alta (mistura de fotografia e pixel) | Variável (dependendo da criatividade) |
| Coerência temática | Desafio (necessita adaptação) | Fácil (controle total) |
| Escalabilidade | Limitada (biblioteca de fotos) | Alta (criação sob demanda) |
Gameplay e mecânicas de Medium Rare
O jogo se posiciona como um dungeon crawler inspirado em Resident Evil, com narrativa centrada em resgatar a esposa do protagonista de uma fábrica de carne humana. O mapa segue o clássico layout em grade, onde cada célula pode conter inimigos, itens ou pontos de descanso. O combate ocorre em turnos, usando rolagens de dados virtuais que determinam acertos e danos.
Os elementos de design que reforçam a inspiração em Resident Evil incluem:
- inventário em estilo de “tiles” que limita a quantidade de itens carregados.
- Inimigos infectados que perseguem o jogador de forma persistente.
- Áreas de descanso que funcionam como “save points” raros, semelhante aos “safe rooms” da série.
Além disso, a escolha de arma impacta diretamente nas probabilidades de sobrevivência, exigindo que o jogador equilibre dano, alcance e consumo de recursos.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Com base nas características apresentadas, podemos apontar os perfis de jogadores que se beneficiarão mais de Medium Rare:
- Fãs de estética experimental: quem busca algo visualmente distinto encontrará nas fotos de estoque dithered um frescor que poucos títulos indie oferecem.
- Entusiastas de Resident Evil: a ambientação, mecânicas de sobrevivência e atmosfera de horror combinam bem com a experiência clássica da franquia.
- Jogadores que valorizam rapidez: o demo disponível no Steam permite testar o sistema de combate e a curva de dificuldade em poucos minutos.
- Desenvolvedores indie curiosos: o processo de produção divulgado no vlog serve como estudo de caso para quem deseja reduzir custos usando recursos de stock.
Para quem prefere arte totalmente original ou tem aversão a assets reconhecíveis, o estilo pode gerar estranhamento. Nesse caso, títulos com pixel art desenhada à mão ainda são a escolha mais segura.
Para ficar no radar
Medium Rare ainda está em fase de demonstração, com lançamento previsto para 2027. A demo já está disponível na página do jogo na Steam, permitindo que os interessados criem uma wishlist e testem a mecânica antes do lançamento completo. A equipe de desenvolvimento, liderada por artistas como Giovanni Fim, continua a publicar atualizações de progresso em seu canal de YouTube, onde o processo de criação de assets é detalhado passo a passo.
O uso de fotos de estoque como base visual pode sinalizar uma tendência emergente entre desenvolvedores indie que buscam diferenciação sem inflacionar o orçamento. Observadores do mercado deverão monitorar a recepção de Medium Rare após o lançamento para avaliar se a técnica se consolidará como prática padrão ou permanecerá como experimento pontual.
FAQ
- Quando será lançado Medium Rare? O jogo está programado para chegar ao público em 2027, com demo já disponível no Steam.
- É possível jogar Medium Rare sem comprar? Sim, a demo gratuita permite experimentar as mecânicas e o visual antes de decidir pela compra.
- Qual a principal inspiração visual de Medium Rare? O visual combina fotos de estoque dithered com estética pixel art, criando um estilo único que remete a jogos de horror clássico.


