Bilheteria de US$ 43 milhões nos EUA e US$ 52 milhões no exterior marcou a estreia do live-action de moana como uma das maiores quedas de público do verão.
O que aconteceu?
Diretor Thomas Kail trouxe o clássico animado de 2016 para o formato live-action, contando novamente a jornada da jovem Catherine Laga‘aia ao lado do semideus dwayne johnson como Maui. Apesar de um orçamento estimado em US$ 250 milhões, o filme arrecadou menos da metade do esperado, ficando longe da meta de US$ 625 milhões necessária para cobrir custos e gerar lucro.
Como chegamos aqui?
Vários fatores convergiram para o desempenho abaixo do esperado:
- Críticas desfavoráveis: Rotten Tomatoes registrou apenas 33% de aprovação, embora o público tenha dado 90% e CinemaScore A‑. A crítica especializada apontou falta de energia e originalidade.
- Concorrência acirrada: O mesmo fim de semana contou com toy story 5 (quase US$ 880 milhões mundialmente) e minions & monsters, que absorveram grande parte do público familiar.
- Timing inadequado: O primeiro filme animado saiu há apenas dez anos; o spin‑off Moana 2 havia sido lançado há 1,5 ano, reduzindo a necessidade de rever a história.
- Falta de novidade: O remake reproduziu cena a cena a animação original, sem acrescentar elementos narrativos ou visuais relevantes, ao contrário de Moana 2, que trouxe novas canções e personagens.
- Orçamento exagerado: Com custos de produção acima de US$ 250 milhões, o filme precisava de um desempenho global próximo a US$ 1 bilhão para ser considerado sucesso, algo improvável em um mercado ainda se recuperando da pandemia.
Esses pontos criaram um círculo vicioso: críticas negativas diminuíram o boca‑a‑boca, a concorrência desviou o público e o alto custo elevou a meta de arrecadação, tornando a recuperação ainda mais difícil.
O que vem depois?
Com a estreia fraca, a Disney deve depender fortemente de receitas pós‑cinema: streaming no Disney+, vendas de VOD e merchandising. O desempenho nas plataformas digitais será crucial para amortizar o investimento e evitar que o filme seja lembrado apenas como mais um flop de alto orçamento.
Além disso, a experiência pode influenciar futuras decisões da empresa sobre remakes de propriedades recentes. A estratégia de transformar animações dos últimos dez anos em live‑action pode ser reavaliada, priorizando títulos com maior distância temporal ou que ofereçam oportunidades claras de reinvenção.
Para ficar no radar
Os fãs brasileiros ainda podem encontrar valor no filme se buscarem a experiência coletiva nos cinemas ou esperarem pela estreia no Disney+. No entanto, quem procura inovação ou um motivo forte para sair de casa pode preferir aguardar o lançamento digital.
Em resumo, o flop de Moana live‑action serve como alerta sobre a necessidade de equilibrar nostalgia, novidade e custos em um mercado cada vez mais exigente.


